Muitas reflexões se podem fazer, sobre a vitória de Luís Filipe Menezes no PSD!...pela parte que me toca, parece-me, que Menezes não tem existência política própria (pelo menos na tradição histórica do partido); por culpa própria, tem falta de capacidade de atracção dos sulistas e das elites; e por último, funcionou nestas directas, como uma espécie de federador de descontentes. É óbvio, e tal ficou amplamente demonstrado durante a campanha, que Menezes representa o populismo sem ideologia; um populismo basista e perigoso; por outras palavras: é o santanismo sem Santana, sem o “charme” e sem a “graça” de um representante do “Jet Set” nacional.
Ao longo de mais de três décadas, o PSD cresceu como partido institucional, com sentido de Estado; conseguirá Menezes mantê-lo?... Creio bem que não. E creio bem que não, porque os responsáveis pelo “mais português de todos os Partidos portugueses”, têm dado ultimamemente mostras, de sofrerem de crónicos males: a incapacidade de viver longe do poder e das suas benesses; a impaciência dos que acreditam que o sucesso não precisa de trabalho, tempo e talento; e a tentação de imaginar que a agitação e a guerrilha permanente e sem sentido, podem esconder a incapacidade de fazer mais e melhor oposição. Pois bem.... este, é efectivamente um dos males a que Menezes, não foi imune. O diagnóstico está feito, a terapêutica adequada, fica por sua conta e risco...
Ao longo de mais de três décadas, o PSD cresceu como partido institucional, com sentido de Estado; conseguirá Menezes mantê-lo?... Creio bem que não. E creio bem que não, porque os responsáveis pelo “mais português de todos os Partidos portugueses”, têm dado ultimamemente mostras, de sofrerem de crónicos males: a incapacidade de viver longe do poder e das suas benesses; a impaciência dos que acreditam que o sucesso não precisa de trabalho, tempo e talento; e a tentação de imaginar que a agitação e a guerrilha permanente e sem sentido, podem esconder a incapacidade de fazer mais e melhor oposição. Pois bem.... este, é efectivamente um dos males a que Menezes, não foi imune. O diagnóstico está feito, a terapêutica adequada, fica por sua conta e risco...
Notas finais: Mas o que separa afinal Menezes de Sócrates? Ora vejamos:
1. Contrariando o seu discurso, na defesa da classe média, Menezes não quer descidas nos impostos (tal como Sócrates);
1. Contrariando o seu discurso, na defesa da classe média, Menezes não quer descidas nos impostos (tal como Sócrates);
2. Contrariando a grande maioria do eleitorado do PSD, não quer um referendo europeu (tal como Sócrates);
3.Aguarda pelo estudo do LNEC sobre o novo aeroporto de Lisboa (tal como Sócrates);
4. Defende a regionalização (tal como Sócrates);
Sendo assim, pergunta-se: como é que o novo PSD de Menezes promete ser mais oposição do que o PSD de Mendes? Ou será tudo, só uma questão de "estilo"?...
Na vitória de Menezes, há no entanto algo de positivo. Uns senhores (e umas senhoras) tidos como cavaquistas e barrosistas, estavam calmamente à espera que Mendes se estatelasse em 2009, para depois, de passadeira vermelha, conquistarem o partido, sem nada fazer por ele. Agora das duas uma: Esses(as) senhores(as) vão ter esperar, ou então dar corda aos pedais, que é algo que não demonstraram saber fazer em tempo útil...
Na vitória de Menezes, há no entanto algo de positivo. Uns senhores (e umas senhoras) tidos como cavaquistas e barrosistas, estavam calmamente à espera que Mendes se estatelasse em 2009, para depois, de passadeira vermelha, conquistarem o partido, sem nada fazer por ele. Agora das duas uma: Esses(as) senhores(as) vão ter esperar, ou então dar corda aos pedais, que é algo que não demonstraram saber fazer em tempo útil...

