PROMESSA DO PS:“O Governo entende que é necessário reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia, pelo que defende que a aprovação e ratificação do Tratado, deve ser precedida de referendo popular”.
Pergunta:- Qual a resposta que Sócrates vai agora dar, aos que acreditaram nas suas intenções?
O QUE DISSE SÓCRATES NA CAMPANHA ELEITORAL:
"7,1% de taxa de desemprego são a marca de uma governação falhada e de uma economia mal conduzida".
Pergunta:- Sabendo-se que em Outubro, a taxa de desemprego atingiu os 8,3%, o que pensará o senhor 1.º Ministro da marca da sua governação e da condução da economia?
PROGRAMA DO PPD/PSD PARA A ACTUAL LEGISLATURA
“O PPD/PSD tem a profunda convicção de que o Tratado é, em simultâneo, uma opção boa para a Europa e para Portugal e empenhar-se-à, por isso, na vitória do sim no referendo nacional sobre o assunto”.
Pergunta:- Porque mudou o PPD/PSD de opinião?
Mais:- Há dois meses atrás, ainda com o ex.lider, uma distinta senhora, actualmente vice-presidente da Comissão Politíca, defendia a baixa dos impostas, o referendo ao Tratado Europeu e manifestava-se como acérrima defensora do “NÃO” à regionalização. DE REPENTE, já com o novo comandante e sabe-se lá, se por “obra do divino espirito santo”, passou a defender precisamente o contrário, isto é: defende a regionalização, é contra a descida dos impostos e desfavorável ao referendo.
Pergunta:- Não será preciso ter – muita – lata?...
Bom, mas vamos ao que interessa?
Há gente que sabe tudo e então hoje dirá: "Os políticos sempre mentiram." Pode por isso parecer ingénuo da minha parte, ficar surpreendido com o modo como a mentira se instalou na vida política portuguesa. Mas a verdade é que o hábito vem ganhando contornos inéditos.
Sem comentar o que já não merece ser comentado, vamos falar apenas no Referendo. O PSD e o PS têm, a propósito dos referendos em geral e do referendo europeu em particular, uma longa folha de serviço de mentiras e negações. Já foram a favor e contra várias vezes. O critério é o das conveniências, não o dos programas ou das convicções. Se o referendo incomoda o adversário, são a favor. Se correm riscos, são contra. Se a matéria causa mal-estar dentro do partido, são a favor. Se têm de submeter os seus projectos à vontade popular, são contra. Actualmente o referendo ao Tratado Europeu, está nos programas do PS e do PSD, consta das promessas eleitorais de um e de outro, faz parte do programa do Governo de José Sócrates. Nada disso tem qualquer importância. O PSD é agora contra. E os dirigentes do PS, incluindo alguns ministros, já são contra.
Será possível contrariar esta nefasta tendência para tantas mentiras? É difícil. Não há pachorra...
Contra tanta mentira, resta-me a ética, o rigor e a integridade do ex-chefe de Estado, Jorge Sampaio, quando a semana passada, fiel aos seus principios, veio a terreno defender o referendo, afirmando de viva vóz “Haver boas - excelentes - razões para o convocar”. É que assim, pelo menos 90% dos cidadãos deste país, teriam oportunidade de saber, o que efectivamente é, e do que trata, o Tratado de Lisboa. ESSA OBRIGAÇÃO, CABE AOS PARTIDOS POLITICOS, que assim teriam a oportunidade de reafirmar o seu ideal europeu, frisar a importância da Europa para o futuro de Portugal e INFORMAR OS CIDADÃOS.
“O PPD/PSD tem a profunda convicção de que o Tratado é, em simultâneo, uma opção boa para a Europa e para Portugal e empenhar-se-à, por isso, na vitória do sim no referendo nacional sobre o assunto”.
Pergunta:- Porque mudou o PPD/PSD de opinião?
Mais:- Há dois meses atrás, ainda com o ex.lider, uma distinta senhora, actualmente vice-presidente da Comissão Politíca, defendia a baixa dos impostas, o referendo ao Tratado Europeu e manifestava-se como acérrima defensora do “NÃO” à regionalização. DE REPENTE, já com o novo comandante e sabe-se lá, se por “obra do divino espirito santo”, passou a defender precisamente o contrário, isto é: defende a regionalização, é contra a descida dos impostos e desfavorável ao referendo.
Pergunta:- Não será preciso ter – muita – lata?...
Bom, mas vamos ao que interessa?
Há gente que sabe tudo e então hoje dirá: "Os políticos sempre mentiram." Pode por isso parecer ingénuo da minha parte, ficar surpreendido com o modo como a mentira se instalou na vida política portuguesa. Mas a verdade é que o hábito vem ganhando contornos inéditos.
Sem comentar o que já não merece ser comentado, vamos falar apenas no Referendo. O PSD e o PS têm, a propósito dos referendos em geral e do referendo europeu em particular, uma longa folha de serviço de mentiras e negações. Já foram a favor e contra várias vezes. O critério é o das conveniências, não o dos programas ou das convicções. Se o referendo incomoda o adversário, são a favor. Se correm riscos, são contra. Se a matéria causa mal-estar dentro do partido, são a favor. Se têm de submeter os seus projectos à vontade popular, são contra. Actualmente o referendo ao Tratado Europeu, está nos programas do PS e do PSD, consta das promessas eleitorais de um e de outro, faz parte do programa do Governo de José Sócrates. Nada disso tem qualquer importância. O PSD é agora contra. E os dirigentes do PS, incluindo alguns ministros, já são contra.
Será possível contrariar esta nefasta tendência para tantas mentiras? É difícil. Não há pachorra...
Contra tanta mentira, resta-me a ética, o rigor e a integridade do ex-chefe de Estado, Jorge Sampaio, quando a semana passada, fiel aos seus principios, veio a terreno defender o referendo, afirmando de viva vóz “Haver boas - excelentes - razões para o convocar”. É que assim, pelo menos 90% dos cidadãos deste país, teriam oportunidade de saber, o que efectivamente é, e do que trata, o Tratado de Lisboa. ESSA OBRIGAÇÃO, CABE AOS PARTIDOS POLITICOS, que assim teriam a oportunidade de reafirmar o seu ideal europeu, frisar a importância da Europa para o futuro de Portugal e INFORMAR OS CIDADÃOS.




