1-A TAXA QUE ESCONDE UM IMPOSTO...Imagine que vive numa terra onde o seu Município lhe cobra taxas pela conservação de cada uma das infra-estruturas urbanas existentes, mesmo quando não as usa, isto é:.
Uma taxa pela conservação dos arruamentos, outra pela conservação dos espaços verdes, mais uma pela conservação da iluminação pública, outra para pagar a sinalização vertical e horizontal e finalmente uma outra, destinada aos equipamentos colectivos – creches, escolas, etc... etc...
Não gostou da imagem?...
Pois bem, coloque-se então, no lugar daqueles - como eu - que simultaneamente pagam uma coisa chamada IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e uma outra denominada taxa de conservação de esgotos.
Ambas são calculadas a partir do valor patrimonial do prédio;
Ambas são pagas pelos proprietários;
A primeira resulta de uma reforma recentemente realizada à tributação do património que substituiu a contribuição autárquica e a velha sisa. A segunda nasceu há 66 anos.
Em 22 de Novembro de 1941, o Decreto-Lei nº 31674 defendia a necessidade da criação de redes de esgotos nos centros urbanos do país. Era o tempo da concretização das ideias higienistas e das medidas de saneamento básico que começaram a ganhar consistência cerca de 50 anos antes, como consequência de um "andaço" que grassou na cidade do Porto. E para financiar a construção destas redes de esgotos, criou-se então esta taxa.
Durante estes 66 anos mudaram os impostos sobre o património, os orçamentos dos municípios engordaram astronomicamente, os fundos comunitários chegaram a rodos, fizeram-se redes de esgotos, construiram-se etar's, mas a taxa de conservação de esgotos, não mudou.
E como se tal não bastasse, ainda inventaram as tarifas de saneamento...
Actualmente, como contribuintes, pagamos o IMI. Como proprietários, pagamos a taxa de conservação de esgotos. Como consumidores, pagamos a tarifa de saneamento na conta da água. Já lá vai o tempo em que esta taxa fazia sentido e desempenhou o seu papel. Hoje, é um exemplo da iniquidade fiscal reinante, onde tudo serve para caçar mais uns trocos ao ZÉ...
2- A DEMOCRACIA DA REN (REDE ELÉCTRICA NACIONAL)A pretexto da segurança ou da justiça, há cada vez mais exemplos de desrespeito pelos direitos individuais. Neste mundo perigoso, as democracias liberais, estão cada vez mais confrontadas com as suas próprias contradições!... Contradições essas, que vão desde as escolhas pouco compatíveis para determinadas áreas, passam pelo direito à cidadania de forma fugaz, e deixam de fora, o direito à palavra e ao silêncio.
Vem isto a propósito, daquilo que as empresas e o Estado fazem no Portugal democrático de hoje!... Se a lei não obriga a falar com os cidadãos, NÃO SE FALA, NÃO SE OUVE e NÃO SE PROCURAM ALTERNATIVAS.
Seguindo esta prática, a agora muito em voga REN-Rede Eléctrica Nacional, tem construído – e continua a construir - por esse país fora, linhas de muita alta tensão, seguindo as técnicas que muito bem entende, onde lhe apetece, e sem perder tempo com grandes conversas, com as populações afectadas. Não vou aqui falar de saúde pública, sobre a qual parece haver mais dúvidas do que certezas. Fiquemo-nos por isto: Depois de ter a linha em cima de uma casa comprada, o seu «desgraçado» dono, nunca mais a vai vender. ESTE É SIM, UM DADO ADQUIRIDO!... Alguém tem dúvidas?
Mas o mais interessante, foi mesmo a reacção da REN a uma recente decisão judicial. Decidiu o Supremo Tribunal Administrativo, que uma determinada linha de alta tensão, tinha de ser desligada. Como é normal em processo administrativo, qualquer recurso ao Tribunal Constitucional, não tem efeitos suspensivos. Nada que comova a REN e o seu ilustre presidente. Não só, não ordenou que se desligassem os fios como fez eco de tal comportamento, alto e em bom som. Ao que parece, para o senhor José Penedos - uma das escolhas pouco ou muito compatível deste governo –, os Tribunais dão apenas indicações, NADA MAIS...
Como consequência de tal conduta, alguém se pronunciou em defesa do estado de Direito? Alguém viu ou ouviu explicar ao senhor Penedos, que não é ele que define o que é a lei? Nada... É normal. Se uma empresa não cumpre uma decisão de um Tribunal, isto é um assunto económico, uma questão de negócios. Se a empresa é do Estado, é uma questão politíca. Só é caso de Policia, quando um qualquer desgraçado, que esteja longe do poder, se julga acima da Lei. Mas aí cuidado: Pode estar em causa a discriminação positiva, e então outros PENEDOS se levantarão, para o «abafarem»... E assim se vai reinando, neste Portugal democrático...«dos cidadãos».
Vem isto a propósito, daquilo que as empresas e o Estado fazem no Portugal democrático de hoje!... Se a lei não obriga a falar com os cidadãos, NÃO SE FALA, NÃO SE OUVE e NÃO SE PROCURAM ALTERNATIVAS.
Seguindo esta prática, a agora muito em voga REN-Rede Eléctrica Nacional, tem construído – e continua a construir - por esse país fora, linhas de muita alta tensão, seguindo as técnicas que muito bem entende, onde lhe apetece, e sem perder tempo com grandes conversas, com as populações afectadas. Não vou aqui falar de saúde pública, sobre a qual parece haver mais dúvidas do que certezas. Fiquemo-nos por isto: Depois de ter a linha em cima de uma casa comprada, o seu «desgraçado» dono, nunca mais a vai vender. ESTE É SIM, UM DADO ADQUIRIDO!... Alguém tem dúvidas?
Mas o mais interessante, foi mesmo a reacção da REN a uma recente decisão judicial. Decidiu o Supremo Tribunal Administrativo, que uma determinada linha de alta tensão, tinha de ser desligada. Como é normal em processo administrativo, qualquer recurso ao Tribunal Constitucional, não tem efeitos suspensivos. Nada que comova a REN e o seu ilustre presidente. Não só, não ordenou que se desligassem os fios como fez eco de tal comportamento, alto e em bom som. Ao que parece, para o senhor José Penedos - uma das escolhas pouco ou muito compatível deste governo –, os Tribunais dão apenas indicações, NADA MAIS...
Como consequência de tal conduta, alguém se pronunciou em defesa do estado de Direito? Alguém viu ou ouviu explicar ao senhor Penedos, que não é ele que define o que é a lei? Nada... É normal. Se uma empresa não cumpre uma decisão de um Tribunal, isto é um assunto económico, uma questão de negócios. Se a empresa é do Estado, é uma questão politíca. Só é caso de Policia, quando um qualquer desgraçado, que esteja longe do poder, se julga acima da Lei. Mas aí cuidado: Pode estar em causa a discriminação positiva, e então outros PENEDOS se levantarão, para o «abafarem»... E assim se vai reinando, neste Portugal democrático...«dos cidadãos».
A ISTO SE CHAMA TAMBÉM, "O PAÍS REAL"...





