Sócrates, está agora mais preocupado que nunca!...Temendo a renascida alma socialista, que está a contagiar grande parte do Partido, e que por arrastamento se pode apoderar do Primeiro-Ministro, não deixa também indiferente o Presidente da República.
Quer tudo isto dizer, que no espaço de duas semanas, o deputado Manuel Alegre, se transformou na mais destacada figura da nação. E transformou-se na mais destacada figura da nação, porque durante a última semana, se discutiu a possibilidade do ex-candidato presidencial voltar a romper com o Partido Socialista, desta vez promovendo uma cisão, que presumivelmente impediria uma maioria, ou mesmo a vitória socialista em 2009.
Na sexta-feira passada, Alegre deu uma entrevista ao jornal “Público”, onde deixou bem clara a insatisfação, já evidente no seu comportamento na Assembleia da República, ao longo dos últimos meses, com a governação de José Sócrates. Para além disso, no fim de semana cessante, reuniu-se com os socialistas pertencentes ao seu “movimento”, que alegadamente, pretende agora transformar numa “corrente de opinião” no seio do PS, que terá como objectivo, discutir o que é “ser socialista hoje” e formas de “revitalizar” a democracia.
Na sexta-feira passada, Alegre deu uma entrevista ao jornal “Público”, onde deixou bem clara a insatisfação, já evidente no seu comportamento na Assembleia da República, ao longo dos últimos meses, com a governação de José Sócrates. Para além disso, no fim de semana cessante, reuniu-se com os socialistas pertencentes ao seu “movimento”, que alegadamente, pretende agora transformar numa “corrente de opinião” no seio do PS, que terá como objectivo, discutir o que é “ser socialista hoje” e formas de “revitalizar” a democracia.
Depois de lhe perguntarem se se candidataria à liderança do PS, Alegre garantiu que não. Porém horas depois, garantia que “se” os dirigentes socialistas “o desafiarem”, não se esconderá, mas que os enfrentará “no país”, e não onde o aparelho por eles dominado o possa controlar.
O discurso de Alegre, em si, nada tem de novo. Mas é tudo menos irrelevante. A sua importância não está no seu conteúdo, mas no facto de existir. A particular insistência de Alegre, e a forma agressiva como se pronuncia, mostram como a governação de Sócrates está dependente de uma frágil base de apoio social. Sócrates governa, em parte, com o “apoio” de gente que não concorda com a sua governação. Alegre manifesta-se (e manifesta-se assim tanto) porque sente que fala por muita gente a quem Sócrates deve o poder. Porque sente que, se Sócrates cair, é por ali que cai, e que portanto, se quer sobreviver, tem que dar ouvidos a Alegre e à “corrente de opinião” que ele quer representar.
Este, é mesmo o aspecto mais triste da realidade que a oposição de Alegre põe a nu: ele é que é, a oposição. A atenção, que durante toda a semana, foi dada a uma reunião que juntaria alguns obscuros militantes socialistas, tudo porque um singular deputado os convidou a participar, só é compreensível à luz da total inactividade do resto da oposição: o PCP, apesar da força social que ainda vai tendo, não tem a simpatia das televisões; o BE, apesar da simpatia das televisões, não tem força social; o CDS/PP, apesar da hábil escolha de temas com que ataca o Governo, sofre com a sua pequenez e a falta de credibilidade de Portas e o PSD opta deliberadamente por não fazer oposição, nem marcar a agenda politica.
Manuel Alegre transformou-se assim, pura e simplesmente, no rosto da única alternativa a Sócrates, que é oferecida aos portugueses e o resto é conversa fiada. E ao transformar-se na única alternativa, que é oferecida aos portugueses, “pintou o país de rosa”. Isto é: o governo é do PS, e a oposição também. À sua volta, está a irrelevância, o vazio, o silêncio, a vaidade e a falta de capacidade, para o combate político eficaz e responsável, de uma oposição cada vez mais desacreditada, que leva ao espírito dos cidadãos, a indiferença, a resignação, a insegurança e o sentimento de inevitabilidade, em que se vêem envolvidos.
Manuel Alegre transformou-se assim, pura e simplesmente, no rosto da única alternativa a Sócrates, que é oferecida aos portugueses e o resto é conversa fiada. E ao transformar-se na única alternativa, que é oferecida aos portugueses, “pintou o país de rosa”. Isto é: o governo é do PS, e a oposição também. À sua volta, está a irrelevância, o vazio, o silêncio, a vaidade e a falta de capacidade, para o combate político eficaz e responsável, de uma oposição cada vez mais desacreditada, que leva ao espírito dos cidadãos, a indiferença, a resignação, a insegurança e o sentimento de inevitabilidade, em que se vêem envolvidos.
Para a democracia e para os cidadãos, é o pior que pode acontecer num país.





