Pois bem!... O senhor da foto, foi aquele que na minha terra, proferiu estas inacreditáveis declarações (Click), e é o mesmo, que em plena campanha eleitoral para a Presidência da República disse que a eleição do Professor Cavaco Silva corresponderia a um golpe de Estado. Nem mais nem menos!... A um golpe de Estado.
Estou-me literalmente nas tintas, para o revolucionário passado mais ou menos remoto deste senhor, que não justifica os dislates. O que me incomoda isso sim, é ver nos mais altos cargos, pessoas sem um pingo de sentido de Estado e sem respeito, por aqueles que anos a fio, deram o "corpo ao manifesto"....
Não é uma reforma mas uma contra reforma para a educação, as medidas políticas que estão a ser implantadas por este governo no nosso ensino. Os professores são culpabilizados, não por serem menos exigentes, mas por serem exigentes de mais; não por saberem de menos, mas por saberem de mais.A “raiva” que esta contra-reforma sente pelos professores, é seguramente pela dimensão humanista que a maioria dos professores possuem, pela sua abnegação, pelo ensino que praticam, pelos valores éticos que transmitem aos seus alunos, por serem intelectuais e não apenas transmissores de conhecimentos desprovidos de valores de cidadania. O “desprezo” que a ministra manifesta por estes “professorzecos” - como os trata em privado -, é por sentir que estes professores possuem uma dimensão humana incompatível com a sua “reforma”. Uma contra-reforma, onde não se deseja que os professores sejam educadores mas sim apenas instrutores; onde não se deseja um ensino humanista e universalista mas ao contrário um ensino vazio e alheio aos valores da cidadania, um ensino puramente tecnicista e utilitário. Um ensino onde não se formem cidadãos mas consumidores. Um ensino onde a socialização do aluno não se faça por padrões éticos e morais, de fraternidade, solidariedade, tolerância, abnegação, mas por uma socialização em que apenas conte o espírito individualista, egoísta e utilitário. E neste projecto neoliberal do governo Sócrates para o ensino, a avaliação dos professores é apenas um pequeno fragmento do puzle. O Estatuto do aluno, a nova organização da escola, o Estatuto da carreira docente, a nova configuração pedagógica, são as outras peças que o complementam. É preciso competir, e uma sociedade moderna é aquela na qual só os melhores triunfam; a crise do ensino resulta assim, de um problema cultural provocado pela ideologia dos direitos sociais, e a falsa promessa de que uma suposta condição de cidadania, nos coloca a todos em igualdade de condições, para exigir o que só deveria ser outorgado àqueles, que graças ao mérito e ao esforço individual, se consagram como consumidores empreendedores. É este o pensamento neoliberal. É esta a “modernidade” que se pretende para o ensino em Portugal. Retirar a Educação do campo social e político e ingressá-la no mercado para funcionar à sua semelhança; adequar a escola aos mecanismos do mercado.
3- ONDE CHEGA O RIDICULO...Na corrente e deliciosa polémica em torno das alterações ao Regulamento de Disciplina Militar do PSD (RDM/PSD), terá sido agora suscitada uma das mais "extraordinárias" sugestões: um suposto novo sistema de pagamento de quotas, vir a ser manipulado como instrumento de branqueamento de capitais... Tanto quanto estou informado, a quota mensal paga pelos “militares” do PSD é de 1€... Quer isto dizer que se terá levantado a suspeita, de através do pagamento de 1€/mês efectuado por terceiro não co-obrigado nesse pagamento, poder estar - não apenas um gesto de cínica generosidade ou de aquisição mercantil de preciosos votos – mas um canal de branqueamento de capitais! A coisa foi ao ponto de na edição de hoje de um dos jornais gratuitos, aparecer como título de primeira página exactamente a ligação entre as alterações do RDM/PSD e o branqueamento de capitais... Segundo a sugestão em causa, o branqueamento de capitais ter-se-á transformado em fenómeno de tal modo popularizado ou democratizado que até as pessoas de baixíssimos rendimentos estarão a servir-se desta infamante prática! A possibilidade de se registarem operações múltiplas de branqueamento de capitais de €1/mês via quotas do PSD deverá assim constituir, doravante, mais uma preocupação para as Autoridades encarregadas da investigação criminal, quiçá como primeira prioridade... Admite-se até que as brigadas de combate ao banditismo tenham de ser consideravelmente reforçadas para atacar este novo e deletério fenómeno que ameaça a coesão social e nacional!... Diz-se às vezes que o ridículo mata...
Para os opositores de Menezes um conselho: Se não gostam do Homem, não divaguem, caso contrário, será pior a "ementa que o soneto..."







