Foi notícia esta semana no F. Times um acordo entre sindicatos da Função Pública e Governo Federal da Alemanha para uma actualização salarial de 8%, válida para 2 anos (2008 e 2009).
Foi notícia esta semana no F. Times um acordo entre sindicatos da Função Pública e Governo Federal da Alemanha para uma actualização salarial de 8%, válida para 2 anos (2008 e 2009).
1- 2009 NO HORIZONTE!...
Os acontecimentos das últimas semanas são um pequeno sinal do que caracterizará a política portuguesa nos próximos tempos.(DEVIDO AO PERIODO PASCAL, ESTA RUBRICA SOFRERÁ O PEQUENO INTERREGNO DE UMA SEMANA)
Não é uma reforma mas uma contra reforma para a educação, as medidas políticas que estão a ser implantadas por este governo no nosso ensino. Os professores são culpabilizados, não por serem menos exigentes, mas por serem exigentes de mais; não por saberem de menos, mas por saberem de mais.
3- ONDE CHEGA O RIDICULO...
1) - “À beira de uma crise social de contornos difíceis de prever”- A segunda quanto ao estilo apocalíptico da premonição.
Este tipo de premonições são muito típicas dos nossos analistas político/sociais, desde os mais vulgares aos mais brilhantes, como é manifestamente o caso dos autores do documento da Sedes. Não partilho no entanto, esta visão apocalíptica no caso vertente. Parece-me que o diagnóstico da Sedes está correcto, no essencial, com a primeira ressalva acima feita, mas não vejo que a próxima etapa seja o apocalipse social. Inclino-me a pensar, que a situação continuará – infelizmente - a degradar-se por mais alguns anos, sem por em causa o regime e o sistema de governo, no essencial – democracia política, de base parlamentar – embora admita, que possam ocorrer em futuro não muito distante, modificações orgânicas para reforço dos poderes presidenciais e também para um papel mais visível de alinhamentos sociais não partidários.
Não assistimos a um sinal dessa mudança, na famosa e recente controvérsia em torno da localização do novo Aeroporto, em que o Presidente e organizações sociais não-partidárias tiveram papel muit(íssim)o mais relevante do que o dos Partidos?
Quanto à tal “crise social de contornos difíceis de prever”, parece-me que, como acima disse, essa crise já existe e os seus contornos não só não são difíceis de prever, como foram muito bem analisados e identificados pela Sedes…
(O relatório da organização está disponível em: http://www.sedes.pt/)
2) - Outra vez na cauda da Europa...
Esta é uma situação que não me podia passar ao lado. E não me podia passar ao lado, porque sendo as crianças, do melhor que há em qualquer sociedade, é inconcebível, que no nosso país, um país da Europa, da Liberdade e dos Direitos Humanos, um quinto dessas mesmas crianças estejam em risco de pobreza. Segundo um relatório da Comissão Europeia, divulgado no passado dia 25FEV, Portugal é o segundo país da União onde o risco de pobreza infantil é maior (pior mesmo, só a Polónia), acrescentando mesmo que a situação havia piorado desde 2004.
Para mal dos nossos pecados, este retrato não apanhou de surpresa o País!...
Sentimos, percebemos, suspeitamos, temos a certeza, que por entre as famílias que nos rodeiam, nos bairros, nas aldeias, nas vilas e nas cidades, há pobreza. Ainda que porventura, não contactando directamente com ela, ela está lá, silenciosa, envergonhada, discreta, disfarçada, escondida. É que onde há pessoas, há crianças. E elas também estão lá.
Se os números e as estatísticas, para alguma coisa servem, é justamente para confirmarem o que muitas vezes aparentemente não se vê. O Instituto Nacional de Estatística tinha divulgado em Janeiro passado indicadores graves sobre o risco de pobreza ( a que nesta página fiz referência) e sobre a desigualdade dos rendimentos monetários aferidos. Este massacre de pobreza que rouba às crianças a possibilidade de serem crianças e condiciona o seu futuro como adultos, é desesperante e deve ser motivo de tristeza.
Vivemos num País, que não assegura os mais elementares direitos das crianças. Não podemos, ano após ano, constatar que não fomos capazes de atacar o problema e que os esforços para reduzir a pobreza infantil não foram suficientes.
Sejamos sérios e procuremos saber onde é que estão os erros cometidos e que medidas correctivas poderiam ser introduzidas nas actuais políticas de protecção social, num contexto de políticas fiscais sólidas, de modo a combater e a prevenir com maior eficácia a pobreza infantil. Discutamos estes assuntos com a mesma intensidade com que discutimos os “aeroportos” e os “TGVs” deste pobre País.
Ao escrever este pequeno texto, fui-me questionando sobre se alguém sabe - partindo do princípio que os nossos governantes e políticos sabem -, quais são as medidas em vigor que incidem sobre as crianças mais desfavorecidas e sobre os resultados que se esperam em concreto atingir?... Eu não sei. E não sei, porque das duas uma: Ou ando muito distraído, ou pura e simplesmente não existem...
A)-POLITICA RASCA...
O aspecto mais evidente da entrevista de José Sócrates à SIC e ao Expresso, para dissecar os seus três anos de governação, foi o de ter estado mais perto de ser "uma sessão de propaganda" do que verdadeiramente "uma entrevista". É verdade que ela abordou temas incómodos ao Primeiro-Ministro, como o emprego, a política fiscal, a Saúde, a Educação e a polémica em torno dos projectos do "engenheiro técnico da Câmara da Covilhã". Mas não sejamos ingénuos: Pela forma como a entrevista se desenrolou, serviu essencialmente para o Primeiro-Ministro "explicar" as suas políticas, isto é: Em vez de ser confrontado com resultados objectivos e dificuldades futuras, Sócrates pôde discorrer àcerca de como tudo era maravilhoso, e de como todas as críticas à política governamental não passam de "falsidades" e "demagogia".