Os camionistas, depois do célebre businão que há anos foi liderado pelos irmãos Pinto, voltam a mostrar a sua força.Os prejuízos para a economia, podem, segundo os entendidos, começar a ser contabilizados ao fim de três dias de protestos.
A paralisação do transporte rodoviário de mercadorias em Portugal, bem confundida com a onda de greves e bloqueios concretizados em países como a Espanha, França, e mais recentemente em Inglaterra, tem - mas não pode ter - a ver com alta do petróleo.
A paralisação do transporte rodoviário de mercadorias em Portugal, bem confundida com a onda de greves e bloqueios concretizados em países como a Espanha, França, e mais recentemente em Inglaterra, tem - mas não pode ter - a ver com alta do petróleo.
O factor estrutural da escalada dos preços do petróleo, que aliás, constitui um choque sem precedentes, explicado pela lei da oferta-procura globais (mais um cheirinho de especulação), é apenas um pretexto que esconde o cerne da questão em Portugal, apesar da carga fiscal.
Mas esta!... penaliza toda a gente.
Ora, tendo em conta que, em Portugal, a movimentação rodoviária de mercadorias é mais de 90% realizada por estrada, de acordo com estatística recente, o transporte de mercadorias deve ser considerado “estratégico”, à falta de cabotagem ou rede ferroviária que constitua alternativa.
Assim, cumpre ao Governo e às autoridades garantirem a estabilidade da rede logística rodoviária ao serviço do País. Muitas são as empresas, mesmo as que ainda trabalham com frota própria, que não podem carregar nem receber mercadoria. São bastantes as que precisam de o fazer todos os dias, para não falar do que começa a faltar no supermercado.
Acresce, que segundo tem sido noticiado, boa parte dos camionistas que protestam e estão mobilizados nos bloqueios, não se revêem na Antram, a Associação que os representa, sugerindo mesmo, a criação de outra alternativa. Mais!... Os maiores grupos do transporte rodoviário mantêm silêncio sobre a crise, antes parecendo aproveitar a boleia dos pequenos empresários que dão o corpo (e a vida) em nome do protesto.
A estes factores de representatividade associativa somam-se as reivindicações da comissão coordenadora (quem são?) desta paralisação. Segundo se tornou público, pedem a criação do gasóleo profissional, equiparando preços Portugal/Espanha, diferenciação positiva fiscal, ajudas de custo e o incentivo à renovação das frotas. Não é pouco, mas alguma coisa se conseguirá, crêem os «donos da estrada».
Acresce, que segundo tem sido noticiado, boa parte dos camionistas que protestam e estão mobilizados nos bloqueios, não se revêem na Antram, a Associação que os representa, sugerindo mesmo, a criação de outra alternativa. Mais!... Os maiores grupos do transporte rodoviário mantêm silêncio sobre a crise, antes parecendo aproveitar a boleia dos pequenos empresários que dão o corpo (e a vida) em nome do protesto.
A estes factores de representatividade associativa somam-se as reivindicações da comissão coordenadora (quem são?) desta paralisação. Segundo se tornou público, pedem a criação do gasóleo profissional, equiparando preços Portugal/Espanha, diferenciação positiva fiscal, ajudas de custo e o incentivo à renovação das frotas. Não é pouco, mas alguma coisa se conseguirá, crêem os «donos da estrada».
Mais frota menos frota TIR, os novos «irmãos Pinto» das estradas portuguesas têm o direito de protestar, mas há limites. Deveriam organizar-se, nem que para isso tenham de contratar profissionais para melhor jogarem as regras da democracia e do lóbi, e assim, conseguirem alterar eventuais situações de domínio e outros constrangimentos da profissão. Espera-se para já, que a denominada «crise dos combustíveis» acabe depressa e que o Governo imponha a autoridade do Estado, essencial em democracia.




