
A semana foi marcada pelo fim dos festejos do Campeonato da Europa de Futebol e pelo começo - espera-se -, de uma nova era no PSD.No futebol, as coisas não correram bem, mas é ao futebol que recorro para falar do PSD.
Unanimemente é referido que um jogador se salientou, entre todos os demais: Deco!...
Deco foi consistentemente o melhor jogador nos três jogos realizados. Foi o que mais se esforçou e correu (e aqui a tecnologia não deixa mentir), jogou para a equipa e não para ele (o recorde do número de passes assim o demonstra), foi brilhante nas aberturas e rupturas que proporcionou nas defesas adversárias, e assim marcou golos e proporcionou situações flagrantes de marcar, aproveitadas umas, falhadas outras.
Apesar de ser o que mais correu, jogando no meio campo, mas nunca recusando ajuda à defesa ou ao ataque, ainda lhe sobrou génio para algumas jogadas e passes de antologia. Preocupou-se com a equipa e não com fogachos individuais. E mostrou ter a cabeça na função que desempenhava, e não no mundo das transferências de milhões.
Não teve o favor das parangonas dos media, mas a sua qualidade basta e deles nunca precisou nem precisa.
Espera-se da nova equipa do PSD que tenha a atitude do Deco.Que jogue em equipa e não se esgote em extravagâncias de figuras e figurantes, que só levam à derrota deles próprios e do Partido.Que trabalhe para o País, como já dizia Sá Carneiro, e faça política em função dos portugueses e não dos militantes ou dos barões.
Que, ao contrário da Selecção, com 5 capitães fracos, tenha uma liderança forte, mas dialogante e estimulante, como estou certo que irá acontecer.E que não se esgote naqueles que fazem política há décadas, que já pouco têm para apresentar ou fazer, mas leve para a política novas forças e nova gente.Que não actue em função dos jornais ou telejornais, mas em função do seu programa e do seu próprio calendário.
Os portugueses vêem para além dos jornais.E que cada um dos novos dirigentes não pense com o que pode ganhar com a política, mas pense exclusivamente no serviço que, através da política, pode e deve prestar aos portugueses.




