19 abril 2009

QUE PAÍS É ESTE!...

Ao contrário dos trabalhadores e reformados deste país, que viram os seus salários e pensões congeladas, a esmagadora maioria dos gestores nacionais das grandes empresas nacionais teve aumentos - e que aumentos - em 2008.
Sabe-se agora que a remuneração mais alta foi de António Mexia, presidente executivo da EDP, que recebeu 1,26 milhões. Ricardo Salgado, presidente executivo do BES, recebeu 1,15 milhões de euros de salário; José Honório, presidente da Portucel teve uma remuneração de 905 milhões.
Já os gestores da Brisa viram o seu salário aumentar 122 mil euros em apenas um ano. Vasco Melo, presidente da Brisa recebeu 793 mil euros. Uma das maiores subidas pertence à REN, onde os ordenados da comissão executiva mais do que duplicaram, passando de 1,3 milhões em 2007 para 3,3 milhões em 2008. 656 mil euros recebeu José Penedo líder da REN.

Das empresas que já divulgaram os salários dos seus conselhos de administração apenas a EDP, EDP Renováveis e CGD divulgaram o ordenado individual do presidente executivo. Ou seja, as restantes empresas não cumprem uma das recomendações da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que diz que “ a remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização deve ser objecto de divulgação anual em termos individuais”.
Ora posto isto, há uma coisa que é inquestionável!... Como facilmente se pode constatar, a crise, não é para todos... e nem mesmo as palavras do senhor Presidente da República, que já por várias vezes condenou estas atrocidades, conseguem pôr cobro, a tamanha aviltagem... Resta perguntar, que país é este?...

31 março 2009

DEMOCRACIA SOCIAL E CORRUPÇÃO

Em Portugal, a degradação e a corrupção a que chegou o sistema político desta III República, o seu bloqueamento e a manifesta incapacidade de se auto reformar, leva qualquer cidadão a admitir, a desejar, uma profunda mudança não necessariamente do regime constitucional em que vivemos mas do “sistema” político corrupto institucional erguido pela nossa classe politica ao longo dos últimos anos.

Os partidos transformaram-se em máquinas eleitorais, em partidos de notáveis, de uma nova aristocracia sufragada pelas televisões e sondagens. Neles preside uma lógica aparelhistica, oligárquica de perpetuação política da elite que dirige o partido e o representa no Parlamento. Os partidos esvaziaram-se ideologicamente e assim deixaram de representar os interesses dos cidadãos para passarem a representar somente os interesses das suas clientelas partidárias. A profissionalização dos políticos, a mediocridade no seu recrutamento, a corrupção e o tráfico de influências são a realidade dos dias de hoje. Temos um Estado de partidos, redutor e totalitário quanto à representação dos interesses plurais da sociedade. Temos uma Democracia usurpada por estas elites, com responsabilidades de tomar decisões em nome do Povo, e que o atraiçoam logo que alcançam o poder ao romperem com todas as promessas eleitorais sem que daí advenha a revogação dos seus mandatos.

O falhanço do neoliberalismo económico, do capitalismo selvagem, do mercado sem regras nem controlo, do mercado que se rege por si próprio, do menos Estado, do cidadão considerado não como um ser multifacetado, de múltiplas necessidades, éticas, culturais, sociais, mas tão só como simples consumidor. Princípios onde conceitos como a solidariedade, fraternidade, abnegação, tolerância, benevolência, são considerados nefastos, caducos, perturbadores e prejudiciais ao funcionamento normal da sociedade, o mesmo é dizer ao funcionamento normal do mercado. Para os neoliberais, o Homem é apenas corpo, não é alma, é consumidor e isso basta.

Surpresos com a crise económica, com a crise do neoliberalismo que irrompeu no mundo, sem compreenderem os seus fundamentos, os líderes europeus, a elite oligárquica europeia e americana, ensaiam múltiplas iniciativas económicas na esperança de que alguma resulte, na esperança de que tudo retome ao “normal funcionamento” anterior.
Naturalmente que todas estas iniciativas podem atrasar momentaneamente um percurso mas, no fundo, o que se deseja, é manter a mesma lógica económica, o que se pretende é a perpetuação das politicas neoliberais. E, como resultado, a mais curto ou médio prazo, um contínuo decréscimo do crescimento económico e um agravamento das desigualdades sociais com nova e mais profunda crise.

Só uma nova doutrina, uma nova filosofia, poderá inverter o rumo deste desenvolvimento capitalista neoliberal. Uma nova ideologia – a Democracia Social – que encerre em si, que incorpore, o princípio da unidade dialética entre o ser individual e o ser social, tendo como expressão a democracia política, com a vontade política dos cidadãos expressa em eleições democráticas e que assegure uma empenhada, permanente e continuada participação do cidadão na vida pública, em que o acto eleitoral seja o corolário de uma participação activa, diária, continuada do cidadão na gestão política da sociedade. Os eleitos são cidadãos temporariamente representantes, delegados das populações e a cada momento intérpretes das suas vontades. Uma nova forma de organização social que assegure o controlo social permanente sobre o Estado e as empresas.Uma nova forma de organização social, tendo como um dos seus objectivos a valorização da democracia participativa.

A democracia não é apenas uma forma de governo, uma modalidade de Estado, um regime político, uma forma de vida. É um direito da Humanidade (dos povos e dos cidadãos). Não há democracia sem participação, sem povo. O regime será tanto mais democrático quanto tenha desobstruído canais, obstáculos, óbices, à livre e directa manifestação da vontade do cidadão.

22 março 2009

CONTRASTES DA VERGONHA


IDOSOS COM VIDA DIFÍCIL
São já vários os idosos portugueses, que estão a abdicar dos medicamentos receitados pelos médicos devido à falta de dinheiro.
LUCROS MONSTRUOSOS
A EDP registou um lucro líquido de 1092 milhões de euros em 2008, uma subida de 20 por cento face a 2007. Este resultado, cerca de três milhões de euros de lucro por dia, representa o maior montante algumas vez apresentado em Bolsa por uma empresa cotada. Os preços da energia praticados em Portugal para os consumidores particulares são 25,4 por cento mais caros do que os praticados na vizinha Espanha. Também ao nível do mercado empresarial, os grandes consumidores de electricidade (entre os 70 e os 150 mil MWh) têm, em Portugal, preços 6,5 por cento mais caros do que os praticados em Espanha.
Os lucros da Galp Energia aumentaram 14,2% para 478 milhões de euros, em 2008, um valor que superou as previsões dos analistas. A melhoria dos resultados da petrolífera portuguesa foi possível devido ao desempenho do negócio de refinação e distribuição.
Comentários para quê!... E depois falam em crise. Mas crise para quem?...

09 março 2009

BOLA DE NEVE, DÍVIDAS E DEMOCRACIAS...

Nos últimos vinte anos, o Ocidente viveu uma orgia de crédito. Empresas e famílias endividaram-se até à exaustão, e com isso mantiveram altíssimos níveis de consumo. E o que compravam?... Além de casas e respectivas mobílias, compravam também carros, televisões, electrodomésticos, viagens, férias, entre outras coisas mais.
E a quem compravam esses produtos? A países emergentes, que vão desde o Sudoeste Asiático até à América Latina, passando pela Europa de Leste.
Foi portanto a orgia de crédito do Ocidente que permitiu que muitos países de outras regiões exportassem muito mais, e portanto, que milhões de pessoas nessas regiões, saíssem da pobreza. Além disso, muitos desses países, nos últimos 20 anos, deram passos largos no sentido da democracia. Embora a China e a Rússia sejam excepções importantes, pode dizer-se, que há uma relação forte e directa entre o endividamento ocidental e a democracia noutros locais do mundo. E há certamente uma relação directa entre o endividamento ocidental e a saída da pobreza de milhões de pessoas, e aqui se incluem chineses e russos.
Enquanto o Ocidente vivia o seu período de turbocapitalismo, ‘alavancado’ pela dívida e pelo crédito, partes importantes do resto do mundo saíam da miséria.
Na Polónia, na Hungria, na Bolívia, no Brasil, na Indonésia, na Malásia, na China, na Ucrânia, na Índia ou na Rússia, milhões elevavam-se a uma classe média com mais capacidades económicas. Quantos mais gadgets, carros e televisões plasma o Ocidente comprasse, mais milhões de pessoas melhoravam a sua vida.

Contudo, um dia a orgia chegou ao fim, e a "bola de neve" tende a desmoronar-se. Estamos todos a viver uma aterragem forçada, agarrados aos cintos de segurança e com os sacos de oxigénio na cara. O turbocapitalismo estoirou e os bancos fecharam a torneira do crédito. No Ocidente, vive-se uma retracção forte, mas talvez saudável, para níveis de consumo menos obscenos e exagerados.
Só que a paragem do exagero a Ocidente vai levar a uma retracção igualmente forte no resto do mundo. Se exportarem muito menos, os países do Sudeste Asiático, da Europa de Leste e da América Latina vão sofrer fortemente, e milhões de pessoas podem voltar a recuar para a pobreza.A China, está já na pole position…
A grande incógnita é esta: será que as democracias jovens desses países vão resistir? Quem, na Europa de Leste, na América Latina, no Sudoeste Asiático, vai aguentar o regresso à abjecta miséria do passado sem revolta? Menos dívida a Ocidente é certamente mais pobreza no mundo. Será também menos democracia?...

25 fevereiro 2009

GATUNAGEM À SOLTA...

A crise económica não tem apenas coisas muito más!...

Nestes meses de recessão, desemprego, pobreza e desespero de muitas famílias, os cidadãos de bem deste país, lêem, vêem e ouvem, perplexos e indignados, histórias do arco-da-velha, senão mesmo obscenas, de uns tantos cavalheiros e senhoras, altamente respeitáveis na sociedade lusa, que andaram anos e anos a fio, impunemente, a roubar, de colarinho branco, gravata e bons vestidos, milhões e milhões, constituindo verdadeiras fortunas.

É evidente que num país pobre, que importa quase a totalidade do que consome, deprimido, manhoso, hipócrita e cada vez mais mal frequentado, a fartura e ostentação de muita gentalha sempre levantou imensas dúvidas. Os avisos, os alertas e os discursos bem-intencionados sobre a corrupção, eram apenas palavras, que o vento levava rapidamente para bem longe, voltando a vidinha rapidamente à normalidade da roubalheira consentida e organizada.

Algumas vozes mais informadas e inconformadas, como a do Engenheiro João Cravinho, aqui há uns dois ou três anos, eram prontamente caladas e enviadas para exílios dourados, para não perturbarem a paz, dos que andavam a roubar por tudo o que era banquinho, banqueta, banco, autarquia ou ministério.

Um exemplo: O que tem a vindo a público sobre o que se passou durante estes anos no BPN-Banco Português de Negócios, é uma história de fazer arrepiar as pedras da calçada, quanto mais o comum dos mortais, sendo perfeitamente natural, que as pessoas ponham as mãos na cabeça e se interroguem, como é que só agora, que a peneira se estilhaçou com a crise financeira internacional, se descobre um roubo de tal dimensão, e das razões do verdadeiro alcance da nacionalização do banco, fundado por um desses senhores de colarinho branco, agora preso, quando há gente a “morrer de fome”, sem que sejam encontradas as mesmíssimas “razões”, que colmatem ou atenuem as suas dificuldades.

E se o BPN levanta as perplexidades que levanta, o caso do BPP-Banco Privado Português, e a intervenção apressada do Banco de Portugal é, não tenhamos dúvida, muito mais um caso de Polícia do que outra coisa qualquer. Só que nestes como noutros casos, designadamente, no que diz respeito a extraordinárias fortunas, acumuladas por determinados senhores, devidamente identificados, família e amigos, sem se saber como, nem a Polícia nem a Justiça servem para grande coisa. A culpa, como de costume, morrerá sempre solteira.

Meus amigos: Olhando de longe tudo isto, a ideia que fica, é que a ladroagem decidiu cerrar fileiras para defender a democracia e as instituições, dos ataques de uns "bárbaros" que odeiam ladrões, pântanos e vigaristas. Pelo andar da carruagem, o futuro não se avizinha fácil e as gerações vindouras, serão as principais vitimas de um sistema, que tarda em se impor e acabar com a podridão, que o vai minando. Resta-nos a consolação de ir conhecendo esta gentalha...

16 fevereiro 2009

O NORTE E A SUA GENTE...

Primeiro, as verdades:
O Norte é mais Português que Portugal. As nortenhas são as raparigas mais bonitas do País. O norte é a zona mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas nortenhas são as maiores e mais impressionantes que já se viram. Não escondem nada. Não há cidades, vilas ou aldeias secretas. Ali está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver...
Mais verdades: No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna ou num restaurante, comer muito bem e pagar bem menos, que cá para baixo. Estas são as verdades do Norte de Portugal.
Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul "não existe". As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira e Lisboa, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz “eu sou do Norte". No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer, nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?... Ninguém… No Norte, as pessoas falam mais no Norte, do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro. Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. É que para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade.
Lisboa – a minha cidade - é bonita e estranha, mas é apenas uma cidade. O Alentejo é Especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte, que o diga o senhor Presidente da República. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas, com o Dr. Alberto João à cabeça, falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.
No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinhos.Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas. O Norte é uma familia. O Minho uma menina e Trás-os-Montes o macho. Ambos têm a doçura agreste, a timidez insolente da mulher e do homem português. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso. As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis. Os homens, escrevem versos, desde o dia em que nascem…Têm o ar de quem pertence a si próprios. Podem andar de mãos nas ancas, mas olham de frente para o “boi” e sem medo. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. E então as raparigas!... Olho para elas e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de uma "bofatada" ou do "testo" de um pote, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das "velhas" que de carrapito perfeito, mostram os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto até das "burguesas", que rua abaixo, rua acima, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens, mostram os seus atributos. Estas, fazem-me até algum medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas lá no fundo gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem.
As mulheres do Norte, tal como os seus homens, deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. O Norte é a nossa verdade. Cá na cidade, quando era “puto”, irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu... No meio da "canalha", ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra, o Algarve ou até Lisboa – a minha cidade -, mas isso, era como encontrar uma agulha no palheiro. Com o andar do tempo percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Braga, Vila Real, Vieira ou Montalegre, Bragança ou Vinhais, e apesar de defenderem esses lugares, põem acima deles, a sua terra maior que é o "O Norte", a terra de todos.
Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego?
Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. É a maneira que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos? »
VIVA O NORTE, VIVA PORTUGAL...