Ora aqui está uma boa maneira de regenerar a classe política!... Escutar o que os cidadãos têm para dizer, mobilizá-los para participarem de forma séria e construtiva na vida colectiva, impelindo-os a pensarem e a apresentarem ideias que possam melhorar a actuação dos poderes políticos e da sociedade civil em geral, é por si só uma iniciativa cívica meritória.1- Aumentar significativamente o papel dos municípios na Solidariedade Social em detrimento do actual papel de "ajudantes" dos empreiteiros da construção civil. Legislar de forma a que os municípios possam tornar maiores e mais eficazes as redes sociais existentes e a existir. Financiar essas medidas com a riqueza criada no município, principalmente. Portanto, um sistema fiscal que deixe ficar nas regiões a riqueza criada por elas em vez de a retirar.
2- Colocação de todos quantos recebem o Subsidio de Desemprego, Rendimento Social de Inserção e Presidiários, a realizar trabalho comunitário. Acredito que há demasiado trabalho que pode ser adjudicado a toda esta gente, em vez a deixar a criar “vícios” ou a "aprodecerem" nas prisões, no cumprimento das respectivas penas.
3- A Segurança e a Justiça, terão de ser reforçadas em qualidade e eficácia .E requere-se qualidade e eficácia, porque se a justiça não funcionar, jamais teremos segurança, por mais policias que existam. Assim, a área da Segurança, deverá deixar de funcionar como “arma de arremesso” da classe politica, devendo servir apenas e só os fins a que se destina e nunca interesses politico-partidários. Quanto à Justiça, deverá ser combatida a sua morosidade, a distinção entre uma justiça para ricos e outra para pobres, acabar com a condescendência para quem comete delitos gravíssimos e acima de tudo, proceder à reforma processual penal actual, tendo em vista a procura de uma melhor justiça para todos.
4- Escolher aleatoriamente um cidadão eleitor todos os meses e promover a sua participação activa nos municípios.
5- Para podermos viver em liberdade os cidadãos têm de ter instrução!... Assim, recomendava a criação da disciplina escolar de direitos e cidadania que seria obrigatória e com direito a reprovar o ano quando o aproveitamento fosse insuficiente. Disciplina essa que reforçaria a noção dos cidadãos dos seus direitos, obrigações e deveres na vida em sociedade. Esta disciplina ensinaria também o Direito, abordando o estudo das leis essenciais e a noção, compreensão e interpretação da lei na sua generalidade.
6- Deixo aqui uma ideia para os municípios darem mais liberdade a quem não a tem como é o exemplo dos portadores de qualquer tipo de deficiências físicas, motoras ou outras. Bastava para isso os autarcas saírem à rua nos seus próprios municípios em cadeira de rodas e dar a volta aos mesmos e tentarem fazer o exercício de uma vida normal como ir ás finanças, preencher papéis, ou simplesmente comprar o jornal ou ir ás compras para compreender que coisas tanto rotineiras como as descritas atrás se tornam em autenticas corridas de obstáculos e todo o terreno ou mesmo missões impossíveis. Bastava para o efeito, a criação de gabinetes de apoio aos munícipes, nas diversas Juntas de Freguesia espalhadas pelo país .
7- Estes planos de "recuperação social"poderiam englobar também parcerias com outros municípios e autarquias de maneira a dar trabalho a pessoas que fossem abrangidas por estes planos de inserção e reinserção social que estivessem sem trabalho e para tal as pessoas que estivessem a usufruir de rendimentos sociais fossem obrigados a apresentar-se 5 dias por semana, com o fim de serem transportados para locais onde pudessem prestar o tal trabalho comunitário, de acordo com as suas especialidades, ou em alternativa na limpeza de jardins ou em serviços de apoio a escolas. Os dias livres serviriam para poderem procurar trabalho e descansar . Estes trabalhos não trariam nenhum esforço para os cofres do estado pois os sujeitos abrangidos pelos planos já estariam a ser pagos com os rendimentos sociais que lhes são atribuídos.
Portugal é de todos, ou melhor, Portugal deveria ser de todos. Ouçamos pois a voz do povo que normalmente nunca se engana…





