14 outubro 2009

QUE OPOSIÇÃO?!... QUE GOVERNO?!...

Pedro Passos Coelho, acaba de anunciar a sua candidatura à chefia do PSD!...
Figuras gradas do Partido, argumentam aos quatro ventos, que o actual ciclo se fechou e há que criar alternativas!...
Da Madeira e ao seu melhor estilo, Alberto João diz que o PSD/Local é uma coisa e o PSD/Nacional, outra bem diferente!...
Ora sendo assim, pergunta-se: Qual a razão, porque se obstina a direcção de Ferreira Leite no poder, apesar da derrota nas Legislativas e do declínio nas Autárquicas?!...
Existe algum desígnio estratégico, ou trata-se de pura e simples teimosia?!...

Sejamos claros: Ferreira Leite é representante de um grupo que se habituou a mandar no PSD. Há anos que põem e dispõem do Partido a seu bel-prazer, dividindo entre si as oferendas, brindes e mordomias que o regime lhe proporciona. Como consequência das eleições de 11 de Outubro último, a partilha está feita. Ora sendo assim, que mais resta à actual direcção?!... A conservação do seu poder no partido?!... Provocar alguns dissabores ao novo executivo minoritário de Sócrates e ajustar com este contas antigas?!...

Em boa verdade, creio que esta liderança, não vai conseguir uma coisa nem outra!... O que irá conseguir isso sim, com a sua postura, é atrasar a renovação do PSD para que daquela agremiação de interesses possa brotar uma candidatura que consiga fazer frente – principalmente a Pedro Passos Coelho. Pelos vistos, o país e a melhor escolha, nem importam muito… desde que sejam os mesmos de sempre a comandar.

"Mudando de linha" e quanto ao Governo que aí vem, apetece-me dizer o seguinte: Ao longo de quatro anos, José Sócrates fartou-se de fazer ziguezagues políticos. Umas vezes agradava ao centro-direita, outras à esquerda. Agradou ao centro-direita quando atacou os privilégios de juízes e professores; agradou à esquerda quando subiu o IRS para os mais abonados; agradou ao centro-direita por ter praticado a contenção orçamental; e agradou à esquerda, apoiando e votando a lei do aborto e do divórcio.
Apesar de tudo, nem sempre foi bem-sucedido. Nas presidenciais, Alegre candidatou-se contra o PS já por causa dos incómodos "direitistas" que Sócrates lhe causava. E compreendendo esse sinal, o primeiro-ministro rapidamente deixou cair Correia de Campos, o seu ministro mais liberal.
No entanto, pouco tempo depois desceu o IVA, e talvez gostasse de ter descido outros impostos, mas a crise internacional que se abateu sobre as nossas cabeças impediu-o de ir mais longe e voltou a empurrá-lo para a esquerda. Decretou nesse momento o fim do "liberalismo", anunciou mais despesas do Estado e aumentou os funcionários públicos.
Pouco antes do Verão, recuperou a táctica do ziguezague e tentou ainda fazer um 2-em-1. Como:Prometeu menos carga fiscal para as classes médias e apoios às PME, piscando o olho ao centro-direita; e prometeu os "casamentos gay", piscando o olho à esquerda.
Esta "triangulação" permanente, em movimento pendular entre a esquerda e a direita, foi uma fórmula que parecia habilidosa, mas revelou-se "perdedora", pois Sócrates viu desaparecer a maioria absoluta. À esquerda e à direita, fugiram votos para o CDS-PP e para o Bloco de Esquerda.
A ironia do destino, é que em minoria, Sócrates será obrigado a governar usando de novo essa "fórmula".
Só que, aquilo que antes foi vontade própria, agora é imposição das circunstâncias. Uma espécie de governo "à la carte", escolhendo o aliado consoante o menu.
Ao pequeno-almoço CDS-PP; ao almoço Bloco de Esquerda e ao jantar o PCP, já que do PSD, aquilo que parece levar - seja o prato bom ou mau - é zero.
Para as questões financeiras, o centro-direita é o caminho; para as questões ideológicas a esquerda é o que vai dar...
Apesar de Centristas e Bloquistas não estarem na disposição de perderem o brilharete de 21 e 20 deputados respectivamente (a que eventuais novas eleições os condenaria) e de o PCP não estar virado - pelo menos para já - para grandes ondas, esperemos para ver...
Todavia fica uma pergunta: será que o que o levou Sócrates a perder tantos votos, não foi exactamente esse permanente ziguezague ideológico?...
Então, para quê insistir nele se já ficou provado que ele conduz à perda de tantos deputados? Não seria bem mais eficaz o PS negociar uma "frente de qualquer coisa" que lhe permitisse uma maioria sólida?...
Se em Lisboa funcionaram os acordos secretos por baixo da mesa, porque não tentar no país?... E mais não digo...

07 outubro 2009

A IMAGEM DE MARCA DO PSD

Mais à esquerda, ao centro, à direita, afinal qual é o caminho a traçar?!...
Em boa verdade, parece ninguém saber!... A resignação, o alheamento e a intriga, são hoje, algumas das imagens de marca que afectam a "família" social-democrata.
De norte a sul do país, joga-se no subterrâneo e sendo assim, não tenho qualquer dúvida, que após as autárquicas de 11 de Outubro, o verniz estalará de vez!... De Vila Real a Gaia, do Porto a Lisboa, de Santarém a terras de sua majestade na Madeira, o PSD está transformado numa agremiação de iluminados, capazes de se trucidarem em nome de míseros interesses pessoais, que já não conseguem esconder. Anda tudo à procura de qualquer coisa... até lá para as "minhas berças", a regra não constitui excepção!...

Mas vamos ao que interessa: Depois de 7 de Setembro, o PSD descobriu que tinha nas suas sucessivas derrotas um ‘trunfo’ indesmentível. A saber: quanto mais o partido se afunda em eleições, mais se afirma como uma fulgurante alternativa. Só assim se justifica o tom triunfal com que alguns dos seus principais dirigentes anunciam que, ao longo dos últimos dez anos, o PSD teve o mérito de ganhar apenas uma das cinco legislativas.
Se levarmos em conta que essa pequena e suada excepção se deveu a circunstâncias únicas decorrentes da demissão do engº Guterres, percebe-se que, para honra e glória do partido, este podia ter feito o pleno e ter saído de rastos de todas as eleições legislativas, colocando-se gloriosamente ao lado dos pequenos partidos e à margem de qualquer solução governativa.

É à luz desta sofisticada tese que se percebe o que está a acontecer no PSD. Do alto dos seus míseros resultados, o partido, como qualquer partido marginal, especializa-se na intriga, enrola-se em pequenas tácticas, em pequeninos jogos de poder e em pequeníssimas vaidades inverosímeis. Quando se esperava uma palavra sobre o país, o PSD discute afincadamente quando é que a drª Ferreira Leite deve abandonar a liderança: se agora, se a seguir às autárquicas, se mais tarde, se em Maio, de forma a poder assegurar a candidatura de Paulo Rangel ou de qualquer outro hipotético sucessor, que dê garantias ao Kremelin. Tudo, como diz o prof. Marcelo Rebelo de Sousa – que "pondera ponderar" sobre a sua própria candidatura – para impedir, a todo o custo, a hipotética vitória do dr. Passos Coelho, esse "Sócrates de segunda" que convém, desde já, eliminar.
É triste, ver um partido desta natureza, a "boiar"da forma como o vem fazendo, tentando a todo o custo socorrer-se das tábuas de salvação santanistas na capital e de Rio no Porto, como remédio para salvar uma "época", que logo à partida sofreu duros golpes, principalmente de quem afirmava a pés juntos que se iria manter calado, mas cuja promessa durou apenas duas ou três semanas.
Agora, após o veredicto popular, quando se esperava que se apresentasse como uma oposição responsável, o PSD ameaça veladamente brindar-nos com uma moção de rejeição ao Governo, cujo principal objectivo é "colar" Paulo Portas ao PS. Quando se esperava uma reflexão séria sobre a derrota, o PSD viceja – como sempre vicejou nos últimos anos – num deserto de ideias alimentado pelo caciquismo que o controla e pelo poder autárquico que lhe garante votos e nomeações.
A partir de domingo, quando as autárquicas estiverem resolvidas e o pudor que qualquer campanha eleitoral impõe, se dissipar, é natural o PSD volte a exibir, com abundância de pormenores, aquilo em que há muito se transformou: uma agremiação de luminárias sem estofo, capazes de se trucidar mutuamente, em nome de míseros interesses pessoais.
A balbúrdia que se avizinha transformou-se, infelizmente, na imagem de marca do PSD.

02 outubro 2009

O "REINO" DO FUTEBOL!...

Hoje vou falar do desporto rei!... de futebol.
Quem não se lembra, das velhas acusações de Dias da Cunha, ex:Presidente do Sporting Clube ao “Sistema”?!...
Quem não se lembra da chacota, que era feita ao tema e à própria pessoa?!...
Falar do “sistema” soa a teoria da conspiração, mas… que existe, disso não tenho a menor dúvida.

A nomeação do árbitro Duarte Gomes, para o jogo FC Porto-Sporting, e o seu comportamento no mesmo, é um excelente retrato do que é de facto o “sistema”.
Quer isto dizer que o "sistema" é o Porto e Pinto da Costa?... Evidentemente que não!...
O “sistema” é muito mais que isso!... É um circulo vicioso do qual o futebol português não parece conseguir sair. É um circulo vicioso, que impede a introdução das novas tecnologias na arbitragem; é o circulo vicioso, que impede que os intervenientes se entendam em regras claras para as nomeações; é o circulo vicioso que deu aos irmãos Oliveira, um poder absurdo na transmissão televisiva dos jogos, prejudicando – e de que maneira – todos os clubes, sem aspirações a títulos; é o círculo vicioso, que permite que haja equipas a jogar, que não pagam aos seus atletas; é o círculo vicioso, que faz do desrespeito pela liberdade de imprensa a regra e não a excepção; é o circulo vicioso, que faz da justiça desportiva uma anedota; é enfim a podridão quase completa, e que me leva, enquanto amante do futebol, a meditar se vale mesmo a pena continuar a acreditar…

Para concluir, direi o seguinte: O “sistema”, é uma espécie de vício colectivo, onde nada muda, porque todos têm medo de perder algum dos seus pequenos e medíocres poderes e previlégios; é um vício colectivo, que alimenta a podridão, a desonestidade e até a vaidade de muitos dos seus intervenientes.
Olhe-se para Espanha aqui bem perto e veja-se como os clubes perceberam que as polémicas e as suspeições, estavam a dar cabo da galinha dos ovos de ouro. Puseram a casa em ordem e hoje têm um dos campeonatos mais competitivos da Europa, com estádios cheios e a ditar as suas leis, em termos de clubes e selecções.
Acredito, que nunca seremos tão fortes. O nosso mercado não dá para tanto, mas podia ser tudo diferente e a esmagadora maioria dos estádios passariam a contar com muito mais espectadores, do que aqueles que presentemente ali afluem.
Mas para isso, é preciso mudar o dirigismo desportivo, a começar pelos árbitros. O episódio Duarte Gomes, foi apenas mais um!... O da retaliação, o da vingança, o da vontade de fazer sangue. É necessário que o "Reino do Futebol" vire "República" e que a democracia prevaleça...
Só espero que quando acordarem, não seja demasiado tarde…

27 setembro 2009

O POVO É QUEM MAIS ORDENA!..

O Partido Socialista ganhou as Eleições Legislativas com 36,6% dos votos e 96 deputados. Seguiram-se-lhe o PSD com 29,1 e 78 deputados; o CDS com 10.5 e 21 deputados; o BE com 9,9 e 16 deputados e por último a CDU, com 7,9% e 15 deputados.
Relativamente às minhas previsões, constantes da mensagem anterior, o meu falhanço foi apenas em relação à CDU, que sempre pensei atingir pelo menos os 8%.
Para quem atentamente acompanha o ambiente politico, não era difícil prever o que aconteceu. Estes eram de facto - face ao ocorrido durante a legislatura - os resultados previsiveis, salvo na parte que diz respeito ao CDS/PP, que para mim foi uma meia surpresa...
E agora como vai ser?!... Nada de especial...
Sócrates formará governo; lá para Março do próximo ano, apresentará o respectivo Orçamento de Estado, e este, com "cotovelada" daqui ou dali, será aprovado sem margem para qualquer dúvida.
Ao CDS, que atingiu o melhor resultado dos últimos 26 anos, não lhe interessa sujeitar-se a novo sufrágio nos tempos mais próximos; o Bloco de Esquerda, que atingiu o "pique" à custa dos descontentes do PS, qualquer nova eleição, apenas lhe poderá trazer a perda de eleitorado; quanto à CDU é aquilo que todos sabemos (vive da fidelização).
Nestes termos, a única força politica que poderá ter interesse em novas eleições, mas nunca num periodo inferior a dois anos, é o PSD, que certamente quererá recuperar o seu eleitorado. Isto para não falar no "interesse nacional", que certamente todos os Partidos terão em linha de conta.
Assim... Sócrates continuará o seu caminho num país politicamente dividido, e a sua acção, não será tão difícil quanto se possa pensar, nem que para isso tenha que fazer alguns acordos de natureza parlamentar.
Para terminar, só mais uma achega: Estes "cálculos", vão ser já visíveis nas autárquicas de 11 de Outubro, onde prevejo uma cerrada luta entre o PS e a coligação PSD/CDS, mas com alterações significativas nos restantes três lugares, isto é: A CDU passará certamente a ocupar o 3.º posto, logo seguida pelo CDS e pelo BE, que não se livrará do último lugar da tabela dos cinco.
Vamos esperar para ver,

14 setembro 2009

O MEU PROGNÓSTICO PARA AS ELEIÇÕES DE 27 SETEMBRO…

1. A poucos dias das eleições legislativas não vou deixar de cumprir a “tradição”, editando um prognóstico dos resultados desta votação.

2. Como é lógico, trata-se de um exercício bastante ousado, de alto risco mesmo, atentos os factores de incerteza que caracterizam este veredicto popular, pouco tempo após a “surpresa” das eleições para o Parlamento Europeu e diante de uma campanha gigantesca, até pelo imenso volume de recursos empregues, que os incumbentes têm em curso na tentativa de conseguirem alterar as tendências do voto popular…

3. A ousadia e o risco também fazem parte da vida pelo que não serão esses factores que me impedirão de avançar uma previsão!... É que seguindo com atenção as diversas sondagens – SEMPRE AO GOSTO DE QUEM AS PRODUZ -, também tenho um imenso prazer em diagnosticar os meus cálculos.

4. Começando pela abstenção, prevejo que venha a ser bem menos significativa do que aquela que ocorreu quando das recentes eleições para o Parlamento Europeu. Apesar de tudo e porque vejo os cidadãos muito mais mobilizados, para este acto eleitoral estou em crer, que não ultrapassará os 30%.

5. Se for muito mais elevada, o que não é de excluir, este exercício transforma-se quase num “bruxedo”, requerendo métodos que não domino…

6. Admitindo assim o nível de abstenção referido em 4, a minha previsão aponta para os seguintes resultados:
- PS - 34 a 39%;

- PSD – 28 a 33%;

- CDS/PP, BLOCO e PCP/Verdes – 8 a 11% cada um;

- Brancos e Nulos – 4 a 6%.

7. Na apresentação deste prognóstico, além da consulta aos “astros” tive em conta, como não podia deixar de ser, os resultados das eleições europeias, que forneceram um sentido de voto não muito claro, funcionando mesmo em muitos casos, como um cartão amarelo/alaranjado ao Governo de Sócrates.

8. Tendo em conta os pressupostos avançados, aqui fica pois o arrojadíssimo prognóstico do Comentário da Semana, sujeito desta vez, bem mais do que em situações anteriores, a uma elevada margem de erro, tanto mais que o Bloco, constitui para mim uma grande incógnita.

9. No dia 27 de Setembro veremos o que valeram estas previsões. Seria certamente mais seguro avança-las apenas no final desse dia mas convenhamos que perderiam toda a (pouca) graça que agora têm… VOTEM TODOS!... E SE POSSÍVEM BEM…ISTO É:DE ACORDO COM AS VOSSAS CONSCIÊNCIAS…
(Comentário da Semana, só regressará após as eleições)

04 setembro 2009

SÓCRATES E FERREIRA LEITE!... QUAL O SEU FUTURO POLITICO?!...

Na campanha que se aproxima, quer Sócrates, quer Ferreira Leite, não vão lutar apenas por valores ou políticas. Ambos irão lutar também, pelas respectivas sobrevivências politicas, enquanto chefes dos Partidos que lideram. Ora vejamos:
Poderá José Sócrates sobreviver a uma derrota eleitoral no dia 27 de Setembro?... Pelo que vamos sabendo das sondagens, e lembrando os resultados das europeias, é um dado quase adquirido, que toda a gente espera que o PS perca muitos votos e consequentemente a maioria absoluta. Deste pressuposto, parece ninguém duvidar. Mas... qual será a dimensão dessa perda?... É óbvio que ninguém sabe. No entanto, podemos avançar com alguns cenários. No primeiro deles, admitamos que o PS fica à frente do PSD, e com uma percentagem superior a 35 por cento. Será que o senhor Presidente da República convidará Sócrates a formar governo?... Admito que sim!... Pese embora não se lhe vislumbrem aliados (BE e CDU já se pronunciaram), quase de certeza que o faz. Apesar de tudo, e tendo em conta os resultados que deram origem à actual maioria, 35 % não é uma derrota demasiado humilhante, podendo mesmo governar em minoria e aqui e ali, tentar fazer acordos pontuais à esquerda ou à direita, conforme os assuntos em discussão e o interesse nacional.
Porém, o caso muda de figura, caso o PS baixe mais do que isso. Mesmo se ficar à frente do PSD, mas apenas com 31 ou 32 por cento, a fragilidade da situação agudiza-se. A perda será muito pronunciada, e a ala esquerda do PS poderá então dizer com a razão do voto, que Sócrates governou demasiado ” à direita ” e que por isso perdeu um número significativo de votos. Assim sendo, nada impede Alegre e o seu grupo, ou até mesmo, António José Seguro, de se constituírem como alternativas, propondo uma coligação governamental que inclua o Bloco de Esquerda, ou o PCP, ou até os dois ao mesmo tempo.
Neste cenário e caso Sócrates fosse confrontado com tal imposição, as suas dificuldades seriam imensas. É evidente que o actual Primeiro-Ministro, não é o homem indicado para chefiar um governo da “ esquerda unida”, e o máximo que poderia tentar oferecer ao PS, para se salvar (a ele e até a outros) era um improvável Bloco Central com o PSD.
É que no meio disto tudo, não é apenas Sócrates que está em risco!... O mesmo se passa com Manuela Ferreira Leite!...
Se ganhar as eleições, as consequências serão óbvias!... E o óbvio passará pela constituição de um governo de coligação, com o seu habitual parceiro, que lhe permita uma governação, mais ou menos estável e a unidade artificial (não se sabe por quanto tempo) da “ família” social democrata, sob a égide do senhor Presidente da República, que sempre gostou de ver “respeitados” todos os seus aliados e amigos, que consigo conviveram, desde os tempos em que exerceu cargos de governação e pelos quais a "dama de ferro", parece ter um carinho muito especial.
Mas... se entretanto perder, como será?!... Depois da “guerra” da constituição das listas, das homenagens de autarcas sociais-democratas ao 1.º ministro, do retirar da confiança à oposição interna e das criticas, oriundas dos diversos quadrantes, o que acontecerá a Ferreira Leite?!...
Evidentemente o óbvio!... E o óbvio aqui, significa “clarificação”!... Significa mais um congresso extraordinário, em que Pedro Passos Coelho ditará as suas “leis”.
Aliás, não é por acaso, que Passos Coelho pede a maioria para o Partido nestas eleições. Pedro Passos Coelho – estou em crer -, já se vê como o futuro presidente do PSD e tendo em conta as perspectivas de Marcelo Rebelo de Sousa, de que o futuro governo, não resistirá mais que dois anos, este é o momento certo, para começar a fazer contas à vida….
Por tudo isto se conclui, que a carreira política de Sócrates e Ferreira Leite, está em momento de alto risco. Para eles, tudo poderá acabar no dia 27, o que significa que nesta campanh,a não se irá lutar apenas por valores - se é que ainda existem - ou políticas, mas também pela sobrevivência desta duas figuras, da nossa esfera politica.