A radiografia do país - seja pelos indicadores estatísticos publicados por organizações nacionais e internacionais, seja pelos estudos analíticos de personalidades ou equipas de reconhecido mérito – refere, invariavelmente, diagnósticos e prognósticos que nos dão alguma esperança. Porém e pese embora tais indicadores, as conclusões do cidadão comum, continua a mesma de sempre: a continuar assim, Portugal caminha rapidamente para o abismo – se é que à beira dele não está já.Diz ainda o dito cidadão - e não se engana – que a continuarmos com esta “onda” de gestores públicos, não é fácil, nem mesmo entre os mais optimistas, encontrar quem com conhecimento e lucidez, esteja disposto a apostar palavra e reputação no sucesso futuro do país. Mais: Não haverá governo que consiga remar, contra estas e outras demandas de vigaristas profissionalizados.
Por estes dias, três reputados economistas – Ernâni Lopes, António Carrapatoso e Vítor Bento -, partilharam a ideia, ainda que com diferentes graduações, do cepticismo ou pessimismo, que é aliás comum à generalidade dos economistas. Diz Vítor Bento, que o problema por cá , como pelo resto do mundo, começa na crise das religiões. Tudo deixou de medir-se pelo que há-de vir e perdeu-se na busca dos interesses imediatos.
O que conta é o curto prazo, os resultados do dia seguinte, do trimestre, do semestre ou do ano. De nada importam as consequências a médio ou longo prazo, os valores ou padrões comportamentais e o legado ou a herança que se transmitem para as gerações vindouras.
Infelizmente, este é o prato-do-dia para as pessoas, quer sejam elas individuais ou colectivas, e consequentemente para os Estados.
A triste realidade, é que as sociedades modernas perderam as referências e cederam à crise de valores, com todos os custos inerentes. E tudo piora ainda mais, quando como afirma Ernâni Lopes, “vale tudo para enriquecer de qualquer maneira e depressa, sem critério”, ou quando o país, precisado de uma elite dirigente de excepção, fica à mercê de golpadas do ordinareco que faz umas jogadas, uma burlas, umas corrupções, enfim… tanta nojice, que nem o padre da minha terra "consegue suplantar".
Infelizmente é este, ou está a ser este o Portugal do século XXI.
Mas o pior de tudo, é se à crise de valores e de referências – ou das religiões, na tese de Vítor Bento – se junta a crise da Justiça terrena. Aí é que a “porca vai torcer o rabo”!... Espera-se – a todo o custo -, que tenha capacidade suficiente para dar resposta célere e em tempo útil a tanta gatunagem, quando não, ninguém resistirá…
Haja esperança e inconformismo !... É preciso dizer “não” à resignação. Portugal só pode ter um mau futuro se continuar assim. Há que acreditar que é possível mudar, e mais do que acreditar, fazer por isso.
Sou sócio do SCP com as quotas em dia, e disponho em conjunto com os meus filhos, de três lugares no Alvalade XXI. Estou por isso à vontade para dizer aquilo que me vai na alma, relativamente a uma figura ímpar, que durante 12 (doze) anos, fez parte dos quadros do Sporting Clube de Portugal, primeiro enquanto atleta e mais tarde como técnico.


Pedro Passos Coelho, acaba de anunciar a sua candidatura à chefia do PSD!...