O Distrito de Vila Real no âmbito do PIDDAC - Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central - irá receber este ano 7.192.184€, o que representa uma redução de 90% comparativamente às verbas do PIDDAC do ano passado, que foi de 71.928.236€.De recordar que o PIDDAC é descrito através do mapa XV do Orçamento do Estado (OE), que detalha de forma regionalizada os respectivos programas e medidas orçamentais, o que significa a sua importâncial para o equilíbrio e justiça orçamental entre as diversas regiões do nosso país. É este é o resultado do OE do PS, viabilizado pelo PSD e CDS/PP.
Significa tudo isto, que este OE, sofre das mesmas incongruências e de politicas que não têm em conta os interesses da região e do país insistindo em retirar dividendos a quem menos tem e onde mais falta fazem. Se há crise, ela devia ser para todos e até mais suave para os que menos têm!... Infelizmente e como podemos constatar, não é isso que se verifica.
O que é curioso, mas não surpreendente, é que o corte no investimento para o distrito de Lisboa é de apenas 18,2%, quando todos os outros distritos têm no mínimo 50% de redução. No meio deste imbróglio, de salientar ainda o caso do distrito de Bragança que é o mais afectado, ao perder quase 100% das verbas - de 88,6 milhões passa para pouco mais de 1 milhão -, seguindo-se-lhe no ranking dos distritos mais penalizados, Beja, Portalegre, Vila Real e Viseu.
Verificamos assim e mais uma vez, que o interior sai sempre a perder, mostrando que o governo não hesita onde cortar, fazendo-o por sistema e para mal dos pecados das gentes do interior, onde o dinheiro é mais necessário. Mas há mais: no distrito de Vila Real, os concelhos de Boticas, Santa Marta de Penaguião e Vila Pouca de Aguiar, não terão um tostão furado, o que no caso do primeiro, não deixa de ser surrealista, já que pelo 4º ano consecutivo (!) não recebe nada, o que é totalmente inaceitável e até insultuoso. É assim que se "promove o desenvolvimento do interior e se combate a desertificação"...
Para terminar, direi que se encontra já disponível, o Portal PORDATA que aborda o retrato político, económico, social e cultural de Portugal dos últimos 50 anos. Este magnifico portal trata os dados provenientes de várias fontes estatísticas, até agora dispersos e sem se relacionarem, abrangendo um vasto campo de temas.
Segundo António Barreto, responsável pelo PORDATA, "o desígnio [do projecto] é a ideia de que a informação rigorosa é uma fonte de liberdade de escolha e liberdade dos cidadãos".
Em boa verdade, faltava um repositório nacional de dados factuais e de indicadores construídos a partir da sua correlação que permitissem perceber a evolução do País. O rigor da informação e a facilidade de acesso aos dados são aspectos fundamentais nas actividades de académicos, estudantes e investigadores, no apoio a decisores políticos e decisores públicos e no trabalho da comunicação social.
Em boa verdade, faltava um repositório nacional de dados factuais e de indicadores construídos a partir da sua correlação que permitissem perceber a evolução do País. O rigor da informação e a facilidade de acesso aos dados são aspectos fundamentais nas actividades de académicos, estudantes e investigadores, no apoio a decisores políticos e decisores públicos e no trabalho da comunicação social.
Este é o primeiro projecto público da Fundação Francisco Manuel dos Santos, criada em 2009 por vontade de Alexandre Soares dos Santos da Jerónimo Martins, tendo por objectivo promover o estudo, o conhecimento, a informação e o debate público, procurando assim contribuir para o desenvolvimento da sociedade, o melhoramento das instituições públicas e o reforço dos direitos dos cidadãos.
Estamos perante uma iniciativa de louvar, que se apresenta como um serviço público de qualidade...
Estamos perante uma iniciativa de louvar, que se apresenta como um serviço público de qualidade...


Há princípios que são estruturais da Democracia. Têm por isso, consagração constitucional. O princípio da separação de poderes, a independência do poder judicial, a liberdade de expressão, uma Comunicação Social livre, justa e independente, estão entre esse conjunto de regras que constituiem a essência da nossa democracia.
