26 abril 2010

"A VÓZ DA RAZÃO"!...

Como toda a gente sabe, a "socialista" Inês de Medeiros foi convidada pelo PS e eleita deputada para o Parlamento Português pelo círculo de Lisboa.
Contudo... com a família a viver em Paris, surgiu a questão sacramental: quem paga as viagens da deputada à cidade-luz, para a respectiva visitinha semanal?!...

Para mim e seguindo o lema do utilizador-pagador, a resposta evidente seria: a própria, ou em alternativa quem a convidou para tão distinto cargo...

Contudo Inês discordou e pelos vistos quem fez o convite também!... Vai daí, o Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama, munido com um apropriado parecer "jurídico", concorda com Inês e decide: Nem paga a própria, nem o Partido que a convidou. Quem paga, são os portugueses (contribuintes), independentemente de terem votado contra ou a favor, da já tão famosa deputada!...
Mas... atenção: Gama avisou: o caso não abre precedentes.
Ora sendo assim, o despacho presidencial, faz lembrar certos vestidos de alfaiate com marca registada: peça única, para uma cliente só, o que significa, que se àmanhã um qualquer deputado - que não Inês - eleito por Lisboa, instalar a família nas Caraíbas e quiser imitar tão distinta figura, para além de não ter direito a borlas, ainda fica sujeito a sanções por violação do principio de "direitos reservados". Agora digam lá, se tudo isto não é injusto e discriminatório?!... Claro que é!... Mas... mesmo assim, ainda nos podemos dar por felizes. Imaginem se em vez da dita viagem semanal - evidentemente de ida e volta -, tivessemos ainda de pagar a estadia da senhora em hotel de cinco estrelas?!...

Resta acrescentar que o Conselho de Administração da Assembleia aprovou tal despacho com os votos favoráveis do PS e contra do PSD e do Bloco. O PCP não apareceu (há burgueses e burgueses). E quanto ao CDS ficou-se pela grotesca abstenção.

E Inês?... Cá pela minha parte, devia aproveitar o seu estatuto singular para dar a volta ao mundo, saltitando de capital em capital, de preferência com os portugueses alegremente a pagar.
O país pode caminhar para o abismo, mas é importante que no meio da desgraça, haja alguém que se divirta à nossa custa...

22 abril 2010

"UNS GANANCIOSOS, ESTES TRABALHADORES"!...

"A Administração que suga quase três por cento dos lucros da Galp nos seus próprios salários e benefícios, acusa os trabalhadores de falta de solidariedade por quererem um aumento".
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)


A Galp propôs aos seus trabalhadores um aumento de 1,5 por cento. Os trabalhadores não concordaram e fizeram greve. O presidente do conselho de Administração, Ferreira de Oliveira, acusou os trabalhadores de "falta de solidariedade para com o futuro da empresa".

Alguns dados:

1 - Ferreira de Oliveira recebeu, em 2009 , quase 1,6 milhões de euros, dos quais mais de um milhão em salários, 267 mil em PPR, quase 237 mil euros de prémios de desempenho (mais de 600 mil em 2008) e 62 mil para as suas despesas de deslocação e renda de casa. É um dos gestores mais bem pagos deste país.

2 - Os sete administradores da empresa (ex-ministros Fernando Gomes e Murteira Nabo incluídos) receberam 4,148 milhões de euros, mais subsídio de renda de casa ou de deslocação, no valor de três mil euros mensais.

3- Os 13 administradores não executivos receberam 2,148 milhões de euros. Entre os administradores não executivos está José António Marques Gonçalves, antigo CEO da petrolífera, que levou para casa uma remuneração total de 626 mil euros, incluindo 106 mil de PPR e 94 mil de bónus. No total, os 20 gestores embolsaram 6,2 milhões de euros, 2,9% dos lucros da companhia.


4 - Os trabalhadores pedem um aumento de 2,8 por cento no mínimo de 55 euros. Perante estas exigências de aumento, a administração que recebe estes salários diz que, tendo sido estes dois últimos dois anos "de crise", elas são "impossíveis de satisfazer".

5 - A Galp não está em dificuldades. Os lucros ascenderam, no ano passado, a 213 milhões de euros. No ano anterior foram de 478 milhões de euros. A empresa vai distribuir dividendos pelos accionistas. Mas ao contrário do que tem acontecido nos últimos cinco anos os trabalhadores ficam de fora. "Não é possível distribuir resultados que não alcançámos", diz o tal, Ferreira de Oliveira, que, tal como o resto da administração, não deixou de receber o seu prémio pelos resultados que não alcançou.


Os factos comentam-se a si mesmos. Por isso, ficam apenas umas notas: A administração que suga (com uma grande contribuição do seu CEO) quase três por cento dos lucros de uma das maiores empresas nacionais acusa os trabalhadores de falta de solidariedade por quererem um aumento de 2,8 por cento. E que a greve "não defende os interesses nem de curto nem de longo prazo dos que trabalham e muito menos dos que aspiram a vir a trabalhar" na Galp.

De facto, ex-ministros pensarão duas vezes em escolher aquela empresa para dar conforto à sua reforma se os trabalhadores receberem 2,8 por cento de aumento. De facto, um futuro CEO que precise de receber mais de sessenta mil euros para pagar a sua renda de casa e deslocações (que um milhão nem dá para as despesas) pensará duas vezes antes de aceitar o cargo se os funcionários que menos recebem tiverem um aumento de 55 euros mensais. De facto, gestores que recebem prémios por "resultados não alcançados" não aceitarão dirigir uma empresa que distribui dividendos quando os lucros baixam.

A ganância destes trabalhadores desmoraliza qualquer homem de negócios mais empenhado. Assim este País não vai para a frente. A ver se os trabalhadores da Galp percebem: todos temos de fazer sacrifícios.


ASSIM VAI ESTE PAÍS!...

09 abril 2010

"OS COMPADRES"...

Chegamos a um ponto, em que os “compadres” fazem do espaço politico nacional, o seu principal designio!... E sendo assim, ou se arreda pé e se metem os “compadres” na ordem, ou se perde a pouca confiança que os cidadãos ainda depositam na nossa já depauperada classe politica.
Pela parte que me toca, e embora reconheça que no actual quadro partidário, ainda há gente – embora pouca – que pugna por ideais e pela defesa de determinados princípios e valores, a esperança que me resta é já muito pouca.
Em primeiro lugar, porque esta gente é perfeitamente banalizada e encontra-se longe – muito longe – da esfera do poder, e pelo outro, porque o mundo da globalização se encarrega de fazer o resto, impondo as suas regras.
De que serve Sócrates ou qualquer outro, dizerem que são socialistas ou liberais, se quem impõe as regras é Bruxelas?!...
Portanto meus amigos, quanto a isto estamos conversados!... A politica de qualquer Governo - seja ele qual for - , é comandada de fora para dentro, e “nós por cá”, a única coisa que fazemos é entrar no “jogo”. Um “jogo”, que se limita aos Partidos “protestantes” – PCP e BE, que não passam disso mesmo -, e aos “outros” – PS, PSD e CDS, que no essencial comem pela mesma marmita - que lutam pela esfera do poder, para satisfação pessoal e das respectivas elites e clientelas partidárias. E é aqui que reside efectivamente o grande problema!... É que, se quanto à politica governamental, é de todo em todo impossível, contrariar as “ordens” da senhora Merkel e Companhia, no plano interno, ou os homens “bons” deste país dão a volta ao sistema, ou então nada feito...

Tomando tudo isto como exemplo, e quando me dizem que Sócrates é um socialista nato, e um homem da esquerda moderna, a única resposta que dou, “…é que vou ali e já venho”!... Mas não o digo por acaso!... E não o digo por acaso pelo seguinte: No plano económico, de que serve a Sócrates ser socialista ou não ser, se tem que ser submisso e seguir as regras que lhe são exigidas do exterior?... Quem é que impõe as politicas económicas?!... O preço do dinheiro?!... As taxas de Juro?!... Já no plano interno, a coisa “pia mais fino”!... E “pia mais fino”, porque num sistema democrático, qualquer politica que se preze, seja ela de cariz socialista, social-democrata, liberal ou qualquer outra, não pode de forma alguma ser condescendente com as poucas vergonhas, de que todos os dias vamos tendo conhecimento.


No tempo da “outra senhora”, vivíamos uma ditadura feróz!... Uma ditadura em que as regras mais elementares e os princípios de cidadania ficavam a léguas do mínimo exigível!... Então e hoje?!... Não vivemos uma ditadura económica, não vivemos numa ditadura de conveniências politicas e de clientelismo, em que os homens do regime impõem as suas regras?... Não vivemos numa época, em que a hipocrisia, a mentira e o politicamente correcto, se sobrepõem a tudo e a todos?!... Não vivemos numa época, em que aquilo que efectivamente interessa é o protagonismo diário, os tempos de antena e o fato e a gravata com penteado a condizer?!... E depois, o que é que acontece?... Depois… quem vier atrás que feche a porta, porque a culpa, essa morre sempre solteira.

Como muito bem alguém um dia disse, a politica é uma “porca”, com poucas “tetas” para muitos “mamões”!... Ora sendo assim, ou se vira a página, ou então não haverá porca que resista. O que está à vista escusa candeia. É inconcebível o que se está a passar na sociedade portuguesa!... Há situações que roçam mesmo o escabroso, e de tão gritantes não merecem sequer qualificação. Com gente a passar fome, com o desemprego a subir todos os dias, com a nossa juventude sem expectativas de vida, com sacrifícios atrás de sacrifícios, a pagar sempre pelos mesmos, e com os “compadres” lá na sua poltrona e do alto dos seus trono, a “gozarem o panorama”, como poderá este país progredir?...

30 março 2010

AINDA O PEC E A BEM DA VERDADE E DA TRANSPARÊNCIA ...

"O que mais preocupa, não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-carácter ou dos sem-ética. O que mais preocupa, é o silêncio dos bons"
Martin Luther King
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Dado o descontrolo do Défice Público que atingiu os 9,4% do PIB em 2009, o Governo viu-se obrigado a apresentar, por imposição da Comissão Europeia, um plano a quatro anos, pomposamente apelidado de "estabilidade e crescimento". Uma única imposição reclama a UE – a redução do défice para 3% do PIB.
Pouco importa à UE, se tal redução é obtida através de receitas de privatizações, de cortes sociais, de aumento de impostos, de redução da despesa pública ou mesmo da venda de território como à Grécia foi recomendado (a venda das suas ilhas).
É absolutamente irracional esta cega exigência da UE, como se da redução do défice através de aumento de impostos ou de redução da despesa pública resultassem os mesmos efeitos no crescimento económico.
Enquanto o aumento de impostos afecta negativamente a produção, o desemprego, o crescimento económico e social, a redução da despesa pública corrente primária provoca precisamente efeitos contrários.
Não são portanto indiferentes as opções tomadas, bem pelo contrário, enquanto uma não resolve nem ultrapassa os problemas estruturais dos países, adiando, empurrando e agravando as dificuldades sempre crescentes para anos posteriores, a redução da despesa corrente primária fomenta um crescimento económico sustentado.
Não pode assim ser tratado como plano de estabilidade e crescimento (PEC) um plano que apenas se preocupa com a redução do défice, indiferente aos seus efeitos no crescimento económico e social, tornando os pobres cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, o que significa, que seria seguramente mais correcto, chamar-lhe de plano de redução do défice, em vez de plano de estabilidade e crescimento (PEC). Não tem nada que saber…

Já o disse e repito!... O crescimento económico de 0,7% previsto pelo Governo para o corrente ano, não passa de uma ilusão-mentirosa. As previsões, apontadas hoje pelo Banco de Portugal, assim o dizem e não podem ser mais elucidativas. Não vale a pena "tapar o sol com uma peneira"...
Ora sendo assim, o que significa isto?!...
Significa, que o PEC que nos foi oferecido pelo Governo (e pelos vistos contra-vontade de muito boa gente, que teima em não se assumir), não procura a diminuição do défice através da redução da Despesa Corrente Primária (DCP). Este é um dado adquirido. Aliás... face aos previlégios que por aí abundam, nem outra coisa seria de esperar...
Recordemos que enquanto no período 1986-1995 a DCP representava 29,7% do PIB, no período 1995-2001 ela galgou para 35,0%. Uma subida astronómica e não justificável por não ser acompanhada por quaisquer melhorias nos serviços prestados pelo Estado.
Que diferença e que melhorias, sentiram os cidadãos na Educação, na Saúde, na Justiça ou na Segurança?!... Nada!... A única diferença que sentiram, foi verem os seus bolsos cada vez mais vazios, para alguém fazer face, à subida da verba correspondente ao aumento de 5,3% do PIB neste periodo, a qual foi completamente desbaratada sem constituir qualquer benefício para esses mesmos cidadãos.

E sabem como?!... A criação de empresas municipais e outros órgãos do Estado paralelos aos serviços existentes, com dirigentes recrutados das clientelas partidárias, são o principal exemplo desta fortíssima subida da DCP. E mais: Este é um dos principais “edifícios” da Administração Pública, que de tão bem arquitectado pelos nossos políticos, se tem ampliado de forma contínua, a tal ponto que quase leva ao sufoco de uma classe média, em vias de extinção, para fazer face aos desvarios da DCP.

À semelhança do desperdício, da ociosidade e da corrupção que grassa pelos diversos sectores da sociedade e que todos conhecemos (é mentira?), este é assim, mais um dos múltiplos ónus, que os portugueses desde então, pagam anualmente com o seu trabalho, com o seu suor e com os seus impostos.
Ao contrário de medidas de congelamento de salários na Função Pública como o PEC agora determina, num país com os mais baixos salários da UE15 (vejam só: o salário médio em Portugal é de 645 euros. Na Grécia, o segundo país com mais baixos salários na UE15 é de 1.167 euros, dados 2008), o combate à DCP deveria iniciar-se iniciar-se isso sim, por uma verdadeira Reforma da Administração Pública, que extinga as empresas municipais e os outros órgãos do Estado parasitários, criados sobretudo a partir de 1995, e que não prestando qualquer serviço útil à sociedade, acarretam como vimos, gastos na ordem dos seis mil milhões de euros.

A sociedade portuguesa terá que ver-se livre destes ónus, destes fardos que pesam sobre os seus ombros, e que todos os anos se tornam mais pesados e inviabilizam um crescimento económico saudável e convergente com a UE. Em 2011, será ainda pior!... E em 2012, e por aí fora, caso as coisas não mudem de figura, serão os nossos filhos a pagar uma factura, para a qual em nada contribuíram...
Para que tal não aconteça, teremos de ver-nos livres deste “sistema” que já nada tem para oferecer ao povo, destas elites políticas, destes partidos de notáveis, e desta nova aristocracia sufragada pelas televisões e sondagens. Acreditem numa coisa: O “diabo” tem duas capas!... Uma tapa, a outra destapa. Não tardará muito, em que uma das capas seja suficiente, para continuar a tapar o que já se tornou intapável…

26 março 2010

PARA QUEM TEM DÚVIDAS, AQUI ESTÁ… CLARINHO COMO A ÁGUA!...

1. Quando a superação das debilidades estruturais da economia portuguesa reclamavam - para começar - uma política de desenvolvimento económico e fiscal audazes, por forma a romper com um passado de insucessos, a repetição da formula preconizada pelo PEC “mais recursos para o Estado à custa das Famílias e das Empresas”, torna impossível qualquer mudança, aprisionando a economia a um modelo de definhamento absoluto e relativo, sem quaisquer perspectivas de recuperação...
Reparemos na Dívida Pública desde 2004…

a). Dívida Pública em 2004: 90,7 mil milhões de euros, 62,9% do PIB;

b). Dívida Pública em 2005: 101,8 mil milhões de euros, 68,3% do PIB;

c). Dívida Pública em 2006: 108,6 mil milhões de euros, 69,9% do PIB;

d). Dívida Pública em 2007: 112,8 mil milhões de euros, 69,1% do PIB;

e). Dívida Pública em 2008: 118,5 mil milhões de euros, 71,3% do PIB;

f). Dívida Pública em 2009: 132,8 mil milhões de euros, 80,6% do PIB;

g). Dívida Pública em 2010: 146,8 mil milhões de euros, 87,7% do PIB...

E na Despesa Corrente do Estado a partir de 2005...

h). Despesa Corrente do Estado em 2005: 64.567 milhões de euros;

i). Despesa Corrente do Estado em 2006: 66.646 milhões de euros;

j). Despesa Corrente do Estado em 2007: 69.007 milhões de euros;

k).Despesa Corrente do Estado em 2008: 71.938 milhões de euros;

l). Despesa Corrente do Estado em 2009: 73.968 milhões de euros;

m). Despesa Corrente do Estado em 2010: 75.610 milhões de euros.

2. Resulta de tudo isto, que os senhores que preconizaram tão douto PEC, ou não sabem o que andam a fazer, ou se sabem, mais não fazem senão iludir o povo, vender-lhe gato por lebre, e agudizar cada vez mais as suas condições de vida. Em 2011, com a aplicação do dito programa, não tenho qualquer dúvida, que quer a dívida pública, quer a despesa corrente do Estado, aumentará de forma significativa.

3. Não é preciso ir a Coimbra, para se saber, que não é com mais recursos afectos ao Estado e retirados aos sectores produtivos, que se poderá pensar na mudança estrutural da economia. O progresso económico, que essa gente prevê subir 0,7% no corrente ano, não passará de uma ilusão!... Uma ilusão igual ao défice que nos "venderam" antes das eleições legislativas e que agora "temos de pagar"...

4. Não saberá essa gente, que para que qualquer economia progrida, é fundamental que haja produção e subsequentemente consumo?!... E que se não houver consumo, a produção estagna, e ao estagnar gera aquilo que todos sabemos!... desemprego...

5. Meus amigos: O problema do país, não está nos vencimentos dos funcionários públicos ou dos trabalhadores do sector privado!...

6. Não foram estes trabalhadores e os seus salários, que contribuíram para a situação caótica em que as contas públicas se encontram. Toda a gente sabe, quem são esses responsáveis e como é que isso vem acontecendo...

7. Porém o problema, é que são sempre os mesmos a pagar!...

Atentem a título de mero exemplo, no valor de apenas algumas rubricas, que o Bolso dos Portugueses terá de suportar para GARANTIR a existência e funcionamento da "nossa" ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA. (Caso queiram consultar essa peça na íntegra só terão de ir ao site WWW.dre.pt e acederem ao Diário da República nº 28 - I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 - RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010).

DELICIEM-SE então :

1-Vencimento de Deputados ... 12 milhões e 349 mil Euros;

2-Ajudas de Custo de Deputados... 2 milhões e 724 mil Euros;

3-Transportes de Deputados ... 3 milhões e 869 mil Euros;

4-Deslocações e Estadias ... 2 milhões e 363 mil Euros;

5-Assistência Técnica ... 2 milhões e 948 mil Euros (deve ser para apertar alguns parafusos um tanto desapertados!);

6-Outros Trabalhos Especializados ... 3 milhões e 593 mil Euros (quais?...e pagos a quem?);

7-Serviço de restaurante, refeitório e cafetaria ... 961 mil Euros ( Eh... pá!... Não chega à casa dos milhões!... Se calhar passam fome...);

8-Subvenções aos Grupos Parlamentares ... 970 mil Euros;

9-Equipamento de Informática ... 2 milhões e 110 mil Euros;

10-Outros Investimentos ... 2 milhões e 420 mil Euros;

11-Edificios ... 2 milhões e 686 mil Euros;

12-Transferências Diversas ... 13 milhões e 506 mil Euros;

13-SUBVENÇÃO aos PARTIDOS representados na Assembleia da República ... 16 milhões e 977 mil Euros;

14 - SUBVENÇÕES ESTATAIS PARA CAMPANHAS ELEITORAIS ... 73 milhões e 798 mil Euros .

Tudo isto e como já referi, são apenas algumas das rubricas do orçamento da ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA...

Em resumo:
No total, a despesa orçamentada para "aquela casinha", relativamente ao ano 2010 é de: 191 405 356, 61 Cêntimos (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos).

Isto, é que não é tanga!... Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 - 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.

Mais: Nos termos do disposto no Artigo 148º. da Constituição da República Portuguesa : "(...) A Assembleia da República tem o MINIMO de cento e oitenta deputados e o MÁXIMO de duzentos e trinta deputados, nos termos da Lei Eleitoral (...) ".

Mas... quantos são eles afinal ?!... CLARO... 230, que é o número MÁXIMO !...

Façam então uma "contita" e vejam quanto pagamos por cada um daqueles "senhores" : 832.197,20 EUROS ( 166.840 CONTOS ! )!...

Agora digam lá!... Fazendo-se apenas a comparação deste orçamento com os anteriores, não será isto o cúmulo da pouca vergonha, para quem pede tantos sacrifícios ao povo?!... Onde está afinal a contenção de que tanto se fala?!...

E já agora, mudando de linha, onde está o combate à corrupção e aos crimes financeiros e de colarinho branco?!...
Para quando o fim dos chorudos prémios e vencimentos principescos do gestores públicos?!...
Para quando, o fim das habilidades que vão minando o país?!...

Preparem-se os mesmos de sempre, para o tempo que aí vem!... É que para o ano, há mais... Ai não, que não há!... E a continuar assim, definharemos ainda mais...

15 março 2010

VALEU A PENA ESTE CONGRESSO DO PSD?...

Neste Congresso, ouvimos os três candidatos (e não refiro propositadamente quatro); tivémos mais uma cena de Alberto João Jardim (acredito que para o PSD, é bom saber que o Partido está na sua 47ª prioridade... podia ser pior); assistimos aos discursos dos ex-líderes...... e ao de Fernando Costa!... Que discurso…; verificamos, que Santana Lopes continua a ajustar contas com o passado e com as moedas do Professor Cavaco Silva (será que o Sr. Presidente da República vai arranjar uma resposta?...).
Este Congresso, mostrou igualmente que Marcelo Rebelo de Sousa, parece estar em boa forma (tenho uma grande curiosidade em saber o que vai fazer de agora em diante); que no PSD, vai passar a vigorar uma nova lei da rolha (que disparate…) e que fracassou a revisão estatutária.
Apesar da admiração pelo meu digníssimo “conterrâneo” Aguiar Branco, pelo menos para mim, confirmou-se a consistência de Pedro Passos Coelho, como único candidato que poderá fazer a diferença (não está comprometido com o passado do PSD, nem com qualquer governação).
Mais: O PSD voltou a ter um Congresso à moda antiga!... Mas se o Congresso tivesse sido só isto, não teria qualquer utilidade prática. Contudo, ocorreu um facto, que alterou uma questão essencial. Ao contrário do que tenho ouvido a muitos comentadores e jornalistas, entendo que o principal acontecimento do Congresso do PSD foi a clarificação da posição daí saída face ao PEC.
Nem sequer foi necessário ocorrer uma votação. Bastaram os discursos de Marcelo Rebelo de Sousa e de Pedro Passos Coelho para que ficasse claro que o PSD cometerá um erro monumental se aceitar o PEC tal qual está desenhado pelo Governo.
De uma forma muito clara, a direcção do PSD ficou desautorizada e perdeu qualquer legitimidade para apoiar este Plano de Estabilidade e Crescimento, que a meu ver é uma anedota, face ao estado a que chegaram as finanças públicas e a economia do país.
E escusam o Governo, os analistas e até um qualquer "Papa" de invocarem o interesse nacional, os credores externos e as agências de rating para fazerem chantagem. Portugal precisa de um PEC como qualquer um de nós precisa de ar para respirar. Infelizmente, chegámos a este triste estado... mas este PEC é um produto tóxico que nos irá asfixiar e não resolverá coisa alguma, antes pelo contrário, irá piorar ainda mais a economia nacional.
Onde estão as medidas para acabar com a pouca vergonha das consultadorias externas e dos outsourcings que polulam por toda a administração pública e que servem para pagar estudos, livros brancos, relatórios e outros disparates sem qualquer utilidade?...
Onde estão as medidas para cortar a eito nos milhões que são gastos em propaganda para "encher o olho da malta"?...
Onde estão as medidas para acabar com a gestão vergonhosa e escandalosa de institutos e empresas públicas (nomeadamente as de transportes), que estão falidas e continuam a esbanjar dinheiro em acções que não se coadunam nem com o negócio que desenvolvem, nem com a sua situação financeira?...
Onde estão as medidas para cortar seriamente na despesa pública?...
Se no futuro, o PSD quiser ser “alguém” no espectro politico nacional, deve ficar claro que não pode aceitar um PEC que mais uma vez coloca a classe média a pagar a crise.
O PSD tem a obrigação legal e moral, de travar este combate.
Se não o fizer, outros o farão!...