Em 1975, logo após a revolução de Abril, contribuí - obviamente obrigado e sabe Deus com que sacrifício -, com um dia de salário para a Nação!...14 maio 2010
O TERCEIRO PLANO-EXTRA?!...
Em 1975, logo após a revolução de Abril, contribuí - obviamente obrigado e sabe Deus com que sacrifício -, com um dia de salário para a Nação!...11 maio 2010
O FASCISMO-FINANCEIRO!...
Há dias, na sequência de uma dessas auto-proclamadas reuniões de ex:ministros da economia – os tais que estão inocentinhos no que diz respeito à actual crise das finanças públicas -, uma distinta figura que dá pelo nome de Carlos Santos Ferreira, citado por um diário a propósito do estado do País, proclamou, presumo que sem indisposições ou espelhos por perto o seguinte: "Acabou a festa"!... 03 maio 2010
13.º e 14.º MÊS PARA O "TECTO"?!... NÃO OBRIGADO!...
Pela parte que me toca, e em jeito de resposta às declarações de Pedro Passos Coelho, ao Diário Económico da última 6.ª Feira 30ABR2010, considero que o congelamento do 13.º e do 14.º mês, constitui uma verdadeira afronta aos trabalhadores portugueses.Ora vejamos: Em 2005, a dívida pública do Estado, rondava os 62,9 % do PIB!... Em 2009, essa mesma dívida chegou aos 80,6% do PIB, o que traduzido em “números”, ronda qualquer coisa como um acréscimo de 42 milhões de Euros em apenas quatro anos. Em 2010 - segundo as previsões - tudo aponta, para que a mesma dívida pública atinja os 87,7% do PIB.
Ora sabendo-se que entre 2005 e 2008 inclusivé, os salários e progressões nas carreiras foram congelados em nome da contenção e da redução do défice, que segundo o Governo ficou abaixo da fasquia dos 3% , sabendo-se que um em cada três trabalhadores ganha menos de 500€ mensais, sabendo-se que o salário médio em Portugal é de 645 €, sabendo-se que os salários reais em 2010 estão na mesma bitola comparativamente a 2005 e sabendo-se que de um universo de 10 milhões de portugueses, 2 milhões são hoje considerados pobres, como se pode pedir ainda mais sacrifícios a esta gente, quando são os que menos culpa têm do descalabro a que chegaram as contas públicas?...
Na minha terra, costuma dizer-se, que “grão a grão enche a galinha o papo”. Contudo, e para mal dos nossos pecados, parece não ser esse o entendimento de quem nos governa!... Valendo aquilo que vale, mas sendo deveras significativo, é o exemplo que recentemente o senhor Presidente da Assembleia da República deu aos portugueses, acerca das viagens semanais que todos pagamos, da deputada Inês de Medeiros a Paris!... Pois bem… Para o senhor Presidente da Assembleia da República, numa escala de
Ora este pequeno exemplo, uma vez multiplicado por muitos outros, revela-nos tudo!... Revela-nos que situações como esta, existem aos milhares e que não constituem problema sério; revela-nos que centenas e centenas de serviços públicos não são objecto de qualquer fiscalização, sem se saber em que patamar de preocupação se encontram; revela-nos que o património público é diariamente delapidado sem que ninguém se oponha, porque isso são casos menores; revela-nos que há usos e abusos que não lembram ao “diabo”, mas tudo de somenos importância; o que é certo, é que feitas as contas, a “galinha” engorda... engorda, e de tanto engordar, acaba por socumbir…
Ora face ao desinteresse e à ausência de fiscalização a esta conjuntura, previa-se desde há muito, este resvalar contínuo das contas públicas e da economia nacional. O sistema corrupto institucional que paulatinamente foi erguido, em especial nesta última década, com a criação de múltiplos e parasitários órgãos do Estado, num total e astronómico desperdício de verbas, associado às políticas (as ditas “reformas” indispensáveis e da “modernidade”) de figurino único desta nova Europa, só poderiam ter o desfecho a que agora assistimos.
E como as políticas continuarão a ser as mesmas; como a curto prazo não se vislumbram alternativas; como não se discute a redução da despesa pública pela extinção das empresas municipais que proliferam, dos institutos públicos e outros órgãos do estado e dos seus gestores pagos principescamente como se em Portugal houvesse petróleo; como não se fala da extinção dos governos civis e da redução de deputados; como não se fala de contenção orçamental, designadamente ao nível dos órgãos do poder central e local; como não se combatem as economias paralelas em expansão contínua permanente e sem qualquer fiscalização; como não se fala no combate à desertificação e na promoção e desenvolvimento dos diversos sectores de produção; como não há um programa de combate ao desemprego, que poderia ser seriamente reduzido, se uma parte significativa das mais de 312.000 empresas existentes no país - mediante incentivos do Governo - fizessem também um esforço no sentido de criarem mais postos de trabalho e assim aliviar a bolsa de desempregados e os custos aos mesmos inerentes; como não se fala numa justiça eficaz, que coloque na ordem e sirva de exemplo à “nova gatunagem” que não olha a meios para atingir os fins; como não se fala na reapreciação das grandes obras públicas, designadamente aquelas que não são prioritárias e não estão ainda sujeitas a contratos; como não se fala numa fiscalização eficaz à politica subsidiária-dependente; os portugueses bem poderão esperar sentados pelo fim da crise, e pelo desagravamento da situação económica do país, a qual se traduzirá não tardará muito, no aumento dos impostos, como consequência dos custos da má gestão e pela continuação dos custos da corrupção institucional instalada.
Os funcionários públicos, os aposentados, os que trabalham por conta de outrem e seguramente também os pequenos e médios empresários já pagam de mais, para tanto desperdício.
Para que o "figurino" mude, das duas uma: Ou aparece um novo D.Afonso Henriques, que de espada na mão expulsa a "mouraria" e "reconquista" o país, ou a sociedade portuguesa se vê livre destes ónus, destes fardos que pesam sobre os seus ombros, e que todos os anos se tornam mais pesados e inviabilizam um crescimento económico saudável.
Então… aí sim, estará certamente disponível, para fazer mais um esforço para “salvar” o seu país. Até lá e para continuar a "engordar galinhas" NÃO!... Obrigado…
26 abril 2010
"A VÓZ DA RAZÃO"!...
Como toda a gente sabe, a "socialista" Inês de Medeiros foi convidada pelo PS e eleita deputada para o Parlamento Português pelo círculo de Lisboa.Para mim e seguindo o lema do utilizador-pagador, a resposta evidente seria: a própria, ou em alternativa quem a convidou para tão distinto cargo...
Resta acrescentar que o Conselho de Administração da Assembleia aprovou tal despacho com os votos favoráveis do PS e contra do PSD e do Bloco. O PCP não apareceu (há burgueses e burgueses). E quanto ao CDS ficou-se pela grotesca abstenção.
22 abril 2010
"UNS GANANCIOSOS, ESTES TRABALHADORES"!...
"A Administração que suga quase três por cento dos lucros da Galp nos seus próprios salários e benefícios, acusa os trabalhadores de falta de solidariedade por quererem um aumento". A Galp propôs aos seus trabalhadores um aumento de 1,5 por cento. Os trabalhadores não concordaram e fizeram greve. O presidente do conselho de Administração, Ferreira de Oliveira, acusou os trabalhadores de "falta de solidariedade para com o futuro da empresa".
Alguns dados:
1 - Ferreira de Oliveira recebeu, em 2009 , quase 1,6 milhões de euros, dos quais mais de um milhão em salários, 267 mil em PPR, quase 237 mil euros de prémios de desempenho (mais de 600 mil em 2008) e 62 mil para as suas despesas de deslocação e renda de casa. É um dos gestores mais bem pagos deste país.
3- Os 13 administradores não executivos receberam 2,148 milhões de euros. Entre os administradores não executivos está José António Marques Gonçalves, antigo CEO da petrolífera, que levou para casa uma remuneração total de 626 mil euros, incluindo 106 mil de PPR e 94 mil de bónus. No total, os 20 gestores embolsaram 6,2 milhões de euros, 2,9% dos lucros da companhia.
4 - Os trabalhadores pedem um aumento de 2,8 por cento no mínimo de 55 euros. Perante estas exigências de aumento, a administração que recebe estes salários diz que, tendo sido estes dois últimos dois anos "de crise", elas são "impossíveis de satisfazer".
Os factos comentam-se a si mesmos. Por isso, ficam apenas umas notas: A administração que suga (com uma grande contribuição do seu CEO) quase três por cento dos lucros de uma das maiores empresas nacionais acusa os trabalhadores de falta de solidariedade por quererem um aumento de 2,8 por cento. E que a greve "não defende os interesses nem de curto nem de longo prazo dos que trabalham e muito menos dos que aspiram a vir a trabalhar" na Galp.
De facto, ex-ministros pensarão duas vezes em escolher aquela empresa para dar conforto à sua reforma se os trabalhadores receberem 2,8 por cento de aumento. De facto, um futuro CEO que precise de receber mais de sessenta mil euros para pagar a sua renda de casa e deslocações (que um milhão nem dá para as despesas) pensará duas vezes antes de aceitar o cargo se os funcionários que menos recebem tiverem um aumento de 55 euros mensais. De facto, gestores que recebem prémios por "resultados não alcançados" não aceitarão dirigir uma empresa que distribui dividendos quando os lucros baixam.
ASSIM VAI ESTE PAÍS!...
09 abril 2010
"OS COMPADRES"...
Chegamos a um ponto, em que os “compadres” fazem do espaço politico nacional, o seu principal designio!... E sendo assim, ou se arreda pé e se metem os “compadres” na ordem, ou se perde a pouca confiança que os cidadãos ainda depositam na nossa já depauperada classe politica.Tomando tudo isto como exemplo, e quando me dizem que Sócrates é um socialista nato, e um homem da esquerda moderna, a única resposta que dou, “…é que vou ali e já venho”!... Mas não o digo por acaso!... E não o digo por acaso pelo seguinte: No plano económico, de que serve a Sócrates ser socialista ou não ser, se tem que ser submisso e seguir as regras que lhe são exigidas do exterior?... Quem é que impõe as politicas económicas?!... O preço do dinheiro?!... As taxas de Juro?!... Já no plano interno, a coisa “pia mais fino”!... E “pia mais fino”, porque num sistema democrático, qualquer politica que se preze, seja ela de cariz socialista, social-democrata, liberal ou qualquer outra, não pode de forma alguma ser condescendente com as poucas vergonhas, de que todos os dias vamos tendo conhecimento.
No tempo da “outra senhora”, vivíamos uma ditadura feróz!... Uma ditadura em que as regras mais elementares e os princípios de cidadania ficavam a léguas do mínimo exigível!... Então e hoje?!... Não vivemos uma ditadura económica, não vivemos numa ditadura de conveniências politicas e de clientelismo, em que os homens do regime impõem as suas regras?... Não vivemos numa época, em que a hipocrisia, a mentira e o politicamente correcto, se sobrepõem a tudo e a todos?!... Não vivemos numa época, em que aquilo que efectivamente interessa é o protagonismo diário, os tempos de antena e o fato e a gravata com penteado a condizer?!... E depois, o que é que acontece?... Depois… quem vier atrás que feche a porta, porque a culpa, essa morre sempre solteira.
Como muito bem alguém um dia disse, a politica é uma “porca”, com poucas “tetas” para muitos “mamões”!... Ora sendo assim, ou se vira a página, ou então não haverá porca que resista. O que está à vista escusa candeia. É inconcebível o que se está a passar na sociedade portuguesa!... Há situações que roçam mesmo o escabroso, e de tão gritantes não merecem sequer qualificação. Com gente a passar fome, com o desemprego a subir todos os dias, com a nossa juventude sem expectativas de vida, com sacrifícios atrás de sacrifícios, a pagar sempre pelos mesmos, e com os “compadres” lá na sua poltrona e do alto dos seus trono, a “gozarem o panorama”, como poderá este país progredir?...