
João Moutinho, o capitão e símbolo do Sporting, deixou o clube que o formou e o lançou no mundo do futebol, e assinou pelo rival FC Porto, a troco de 11 milhões de euros, o passe de um suplente da equipa dos dragões - Nuno André Coelho – e se calhar também, pelo prazer de viver numa região, onde a solidariedade, o respeito e a hospitalidade, são traves- mestras de gente de bom senso a que Moutinho porventura nunca foi habituado.
No meio de tudo isto, é mais que evidente, que nem tudo correu de forma saudável neste processo, como amiudadas vezes e de forma natural acontece noutras Ligas por essa Europa fora. Este, é um caso repleto de episódios rocambolescos, em que nenhuma das partes sai ilesa. Apesar de tudo, e tendo em conta que a “doença” já vem da anterior gestão sportinguista, parece-me que o comportamento de Moutinho, um jovem que passa de capitão do Sporting, a alguém que despreza tudo e todos, mesmo aqueles que durante anos o acarinharam e lhe deram tudo aquilo que tem, se tornou quase incompreensível.
Apesar de tudo isto, de forma alguma se pode condenar ou até criticar a vontade de Moutinho em sair!... Ninguém é dono de ninguém, e só faz falta quem está...
Ora perante todos estes factos, e sabendo-se que Moutinho corria o risco de perder a braçadeira de capitão ou que era um líder a quem alguns no balneário – e fora dele – não reconheciam competência para o cargo, custa perceber como pode um homem que ganha 20 mil contos/mês, portar-se desta forma.
Apesar de tudo Moutinho teve sorte!... Teve a sorte de o futebol de hoje ser uma indústria, e obedecer a regras de mercado e às exigências dos accionistas. Teve a sorte de agir em função da estratégia de Pinto da Costa que lhe garantia total segurança, que o classificou de jogador "à Porto" e lhe reservava emprego seguro e mais bem pago, caso o plano vingasse. Caso contrário, bem poderia Moutinho esperar sentado, até que o “toco” lhe passasse...
No meio deste imbróglio, resta saber há quanto tempo o dito plano estaria montado e quem terá sido o respectivo arquitecto!... Uma coisa é certa: Não foi por acaso que Pinto da Costa, o israelita Zahavi e o próprio Moutinho, andaram de mãos dadas há um ano atrás,na cidade do Porto…




