Pai, mãe e filha, que já tinham sido condenados por usurpação, fazem fortuna com negócio ilegal. Apesar de tudo recebem todos o Rendimento Mínimo, agora chamado Social de Inserção.
Um casal e a filha, que vivem na Portela de Carnaxide, em Oeiras, em dois apartamentos com bons acabamentos e repletos de artigos de luxo, mas todos eles beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), pago pelos contribuintes, foram recentemente detidos pela PSP por gerirem uma fábrica de contrafacção de CDs e DVDs, que abastecia todos os mercados da Grande Lisboa.
Os três, como outro detido a eles ligado e a quem a Segurança Social também atribui o RSI, já tinham sido duas vezes condenados e voltaram sempre ao crime.
Desde há mais de um ano, que a PSP de Oeiras, estava a investigar a família. O pai, 43 anos, a mãe, 41, e a filha, 20, subsidiados pelo Estado por supostas carências financeiras, residem em duas casas espaçosas num prédio da rua Doutor Alberto Torres. E dentro dos apartamentos, ambos com lareira e azulejos em mármore, os polícias foram deparar-se com vários artigos de luxo – tais como ecrãs plasma ou LCDs.
Mas além de lá viverem, os proprietários davam outro fim aos imóveis. Enquanto num eram armazenados CDs e DVDs contrafeitos, que depois distribuíam pelas feiras num automóvel antigo, no outro estava montada uma espécie de clube de vídeo e loja de música, onde acorriam clientes particulares com grande regularidade.
Além dos proveitos da venda directa a clientes individuais e a revendedores de CDs e DVDs em feiras nas margens Norte e Sul do Tejo, a família recebe mensalmente o Rendimento Social de Inserção há vários anos. Isto apesar de nos últimos dois anos, o casal, a filha e um amigo de 40 anos, já terem sido condenados a penas de cadeia suspensas, bem como ao pagamento de multas, pelo menos duas vezes.
Anteriormente, a PSP efectuou--lhes várias buscas, apreendendo milhares de DVDs – mas nunca pararam. Há dias foram-lhes apreendidos perto de oito mil CDs e DVDs e quase 1200 euros em dinheiro. Os quatro foram constituídos arguidos por usurpação de direitos de autor e ficaram à solta.
Casos como este, "jorram aos pontapés" por esse país fora e senso assim, seria de bom tom, que quem de direito, parasse com essa maçada das revisões constitucionais, dos debates sobre a sustentabilidade do estado social, dos poderes presidenciais, dos defices excessivos, das SCUT, das remodelações governamentais e se debruçassem sobre questões essenciais para o país, que são mais que muitas. Os portugueses estão fartos de paleio e mais paleio, estão fartos das prognoses sobre o stress dos bancos que nada lhes dizem, das deprimentes notícias sobre falências e insolvências que dão cabo dos níveis de confiança e de ouvir falar dos despedimentos e encerramentos das empresas muitos deles feitos à "pála" da crise.
Quando chegará o tempo, dos nossos politicos se concentrarem em tantas e tantas questões que são verdadeiramente importantes, como esta do Rendimento Mínimo e que trazem centenas de milhar de almas preocupadas?!...
A não se mudar o rumo dos acontecimentos, com os resultados que se conhecem hoje, com a crise financeira, económica e social a que o mundo chegou, com a ampliação das desigualdades sociais, num mundo sem ética e desprovido de valores, pensar que receitas velhas, em vez de pegar o touro de frente são solução, é de uma perfeita ignorância histórica e política.





