Os preliminares para a discussão do Orçamento de Estado, que será vital para a esmagadora maioria do povo português, estão lançados. Todos os dias se fala do mesmo!... O discurso dos intervenientes, é o de darem uma no cravo e outra na ferradura, mas sempre com o pensamento no horizonte de eleições antecipadas. Coma é grande a sêde do poder...e tão pequena a esperança que reina no subconsciente dos cidadãos.
Porém, é preciso... é fundamental, dizer a essa gente, que estão enganados!... É preciso dizer-lhes, que a receita para o crescimento económico do país, não é... nem nunca será, uma receita baseada em políticas de agravamento de impostos, de redução salarial ou de cortes sociais.
Os “fazedores de opinião” do sistema, os “politólogos, economistas e jornalistas de serviço” não se cansam de afirmar na comunicação social, de que os portugueses “vivem acima das suas possibilidades” e portanto, se torna necessário e inevitável a adopção de tais políticas.
E porque tais medidas, atingem sobretudo os 20% de pobres e 65% da população que vive do seu ordenado - em média o mais baixo da zona euro - ou do seu pequeno negócio, serão estes, 85% da população, que na cabeça desses cavalheiros “vivem acima das suas possibilidades”, sendo assim, os culpados directos do défice público e do agravamento da crise económica e financeira do país.
Claro que quem fala assim integra os restantes 15% da população!... Mas estes, os "pobres coitados" dos gestores públicos nomeados politicamente para cargos de direcção nos múltiplos órgãos em que se converteu a Administração Pública, os governantes e seu séquito de assessores, os gestores privados dos grandes grupos económicos e financeiros, que nunca terão vivido tão bem como agora, não têm culpa nenhuma...
Claro que quem fala assim integra os restantes 15% da população!... Mas estes, os "pobres coitados" dos gestores públicos nomeados politicamente para cargos de direcção nos múltiplos órgãos em que se converteu a Administração Pública, os governantes e seu séquito de assessores, os gestores privados dos grandes grupos económicos e financeiros, que nunca terão vivido tão bem como agora, não têm culpa nenhuma...
O raciocínio desta gente é simples: Encontrando-se as contas públicas em permanente défice em cada ano orçamental, tal significa que o Estado não tem receita capaz, e como tal, estará a distribuir mais do que tem, pelo que só haverá uma solução, o aumento de impostos, a redução salarial e os cortes sociais. Não se questiona sobre os gastos supérfluos dos órgãos da Administração Pública, criados sobretudo desde há quinze anos e responsáveis pelo brutal agravamento das contas públicas da ordem dos 10% do PIB.
Num verdadeiro saque institucional, forjado pelo “sistema”, que tão sabiamente a nossa classe política soube erguer, e que agora se tornou num fardo demasiado pesado sobre os ombros de 85% da população portuguesa, só há uma solução!... E essa solução, passa pela ruptura com este sistema institucionalizado em que vivemos e com uma nova reformulação da Administração Pública. Só assim será possível um desenvolvimento económico sustentável e convergente, sem aumento de impostos nem cortes sociais. Pelo contrário, será possível não só uma diminuição de impostos como ampliar os serviços e os apoios, tão limitados agora, prestados pelo Estado.
Num verdadeiro saque institucional, forjado pelo “sistema”, que tão sabiamente a nossa classe política soube erguer, e que agora se tornou num fardo demasiado pesado sobre os ombros de 85% da população portuguesa, só há uma solução!... E essa solução, passa pela ruptura com este sistema institucionalizado em que vivemos e com uma nova reformulação da Administração Pública. Só assim será possível um desenvolvimento económico sustentável e convergente, sem aumento de impostos nem cortes sociais. Pelo contrário, será possível não só uma diminuição de impostos como ampliar os serviços e os apoios, tão limitados agora, prestados pelo Estado.
Portugal não está condenado a viver com défices crónicos ou com dívidas públicas incontroláveis. Os portugueses terão que alcançar forças capazes para derrubar o sistema político em que vivemos através de uma nova "formação" política, que respeite os ideais hoje inexistentes.
A Crise do capitalismo atingiu o auge e quem ganhou privilégios, faz tudo o que pode, para não os perder ou diminuir. Seria um absurdo pensar, que os responsáveis pela instituição do “sistema” se encontrem interessados em eliminar a fonte de tais privilégios. Do PS ou do PSD só poderemos esperar a mesma receita de sempre, e o melhor exemplo é aquele que passa: gente fingindo defender o “estado social” com o reforço do aumento de impostos, com o aumento do preço das comparticipações, com as reduções salariais, com o aumento para a CGA, com o agravamento do IVA, e outros, prometendo não os aumentar, avançam ainda com novos cortes nos serviços prestados pelo Estado, erguendo a Educação e a Saúde como bandeiras. Tenham paciência...
A Crise do capitalismo atingiu o auge e quem ganhou privilégios, faz tudo o que pode, para não os perder ou diminuir. Seria um absurdo pensar, que os responsáveis pela instituição do “sistema” se encontrem interessados em eliminar a fonte de tais privilégios. Do PS ou do PSD só poderemos esperar a mesma receita de sempre, e o melhor exemplo é aquele que passa: gente fingindo defender o “estado social” com o reforço do aumento de impostos, com o aumento do preço das comparticipações, com as reduções salariais, com o aumento para a CGA, com o agravamento do IVA, e outros, prometendo não os aumentar, avançam ainda com novos cortes nos serviços prestados pelo Estado, erguendo a Educação e a Saúde como bandeiras. Tenham paciência...
Para o cidadão comum, que venha o diabo e escolha. De uma coisa poderemos estar certos. Com qualquer destas culturas de governação, o saque ao produto do nosso trabalho agravar-se-á sempre e para o ano será ainda pior.





