O Governo anunciou um novo PEC!... Os juros da dívida pública rondam os 8%!... Apesar dos desmentidos do Governo, o descontrolo das contas públicas parece ser um dado adquirido!... Para reequilibrar os “danos” orçamentais, o executivo recorre uma vez mais à receita de sempre –aumento de impostos e cortes nas funções sociais do Estado. Afinal de contas, qual é o caminho?!... Onde vamos nós parar, sabendo-se que o peso do esforço fiscal dos portugueses é já tão elevado, que uma tal politica além de agravar a miséria no país, irá provocar uma tremenda recessão económica, que o marcará negativamente por várias décadas?!...
É preciso parar para pensar!...
É preciso que todos os politicos assumam as suas responsabilidades!...
E é preciso que o Presidente da República, ganhe coragem, dê um murro na mesa e coloque as “tropas” na ordem. Os portugueses estão fartos e cansados de conversa fiada!... É impressionante. Salvo raras excepções, o tema é sempre o mesmo. Basta ligar o rádio ou a televisão... que já sabemos o que nos espera.
Posto isto, repito o que já disse por várias vezes. Portugal é um país de generais "sentados"!... Um país que tem mais generais e almirantes por soldado, que quase todas as outras forças armadas modernas!... Um país, que “compra armamento por uma questão de orgulho”, sem se importar se é útil ou não!... Um país que não conta com o àmanhã!... Um país que esquece a juventude!... Um país que hipoteca o seu futuro!...
Posto isto, repito o que já disse por várias vezes. Portugal é um país de generais "sentados"!... Um país que tem mais generais e almirantes por soldado, que quase todas as outras forças armadas modernas!... Um país, que “compra armamento por uma questão de orgulho”, sem se importar se é útil ou não!... Um país que não conta com o àmanhã!... Um país que esquece a juventude!... Um país que hipoteca o seu futuro!...
Exemplos?... Mais que muitos, a começar pelos dois submarinos e pelos trinta e seis caças de combate, adquiridos há relativamente pouco tempo e que têm de ser pagos, a corrupção institucionalizada, que ao longo dos últimos quinze anos devassou o país, os estádios de futebol, alguns deles autênticos "elefantes brancos", o Banco Português de Negócios e o Banco Privado Portugês que colocaram o défice de pantanas e tantos outros, que pesaram e continuam a pesar no bolso dos contribuintes.
Mas há mais:Todos os anos, é desviado das verbas orçamentais do Estado, um montante equivalente a 10% do PIB, montante esse desbaratado em múltiplos órgãos da administração pública completamente parasitários, disfuncionais e sem qualquer sentido. Os Institutos Públicos, Comissões, Fundações, Gabinetes, Agências, Autoridades e Empresas Municipais, fazem parte do leque, e foram paulatinamente criados, ao longo dos últimos anos e paralelamente aos serviços existentes, numa total irracionalidade.
É preciso dizer, que os motivos para uma tão profunda alteração na gestão da administração pública, não tiveram como objectivo uma maior eficácia e racionalidade dos serviços - a defesa do bem público -, mas unicamente a satisfação dos interesses pessoais dos governantes e respectivas clientelas partidárias. Criar cargos para as ditas clientelas, e a promoção de todo o género de negócios com proveitos privados, tem sido a palavra de ordem.
É preciso dizer, que os motivos para uma tão profunda alteração na gestão da administração pública, não tiveram como objectivo uma maior eficácia e racionalidade dos serviços - a defesa do bem público -, mas unicamente a satisfação dos interesses pessoais dos governantes e respectivas clientelas partidárias. Criar cargos para as ditas clientelas, e a promoção de todo o género de negócios com proveitos privados, tem sido a palavra de ordem.
Uma prova do parasitismo destes órgãos do Estado pode ser muito facilmente comprovada se perguntarmos o seguinte: Será que a Educação, a Saúde, a Segurança, a Justiça, a Agricultura ou as Pescas por exemplo, apresentam nestes últimos anos e desde que esses orgãos foram criados, melhorias que justifiquem os encargos 10% do PIB?!...
A continuarmos assim, há que dizer, que Portugal jamais sairá da situação miserável a que o conduziram!... Enquanto não forem “varridos” os cancros que o consomem, não há salvação possível. Enquanto não houver uma vassourada, continuaremos a ter PECs atrás de PECs, até à “derrota final”, o resto é conversa. E não venham cá com cantigas!... Há soluções… Em democracia há sempre soluções, e elas passam obviamente pelo Presidente da República, e… pela sobreposição do óbvio interesse nacional, aos interesses das clientelas partidárias.
Mudando um pouco de agulha, queria ainda dizer o seguinte: Ao contrário de muita gente que por aí anda, não sou um europeiísta convicto!... E não sou, em primeiro lugar, porque a U.E. não existe para servir de escudo ou para dar algo a quem quer que seja; em segundo, porque sou apologista de um país soberano; em terceiro, porque entendo que tudo o que tem um princípio, tem um fim; e por último, não o sou, porque Portugal não é suficientemente competitivo, para ombrear com a maioria dos restantes membros da UE. E sendo assim, ou se organiza e se deixa de obras megalómanas, criando pelo contrário, estruturas para o seu desenvolvimento económico, por forma a se livrar a curto/médio prazo, da parasitagem que o domina e que suga os já parcos rendimentos dos trabalhadores, ou entrará em colapso. A propósito: Como se pode comprender por exemplo, um empreendimento como o TGV, quando as linhas ferroviárias do interior do país foram descartadas e quando as do sul, carecem de modernização?... Em que país vivemos?!...
Posto isto, resta perguntar se os portugueses terão coragem e força suficientes para a mudança…




