25 abril 2013

"PARA QUE ABRIL NÃO SE APAGUE"!...

Comemora-se hoje o 39.º aniversário da Revolução, que a 25 de Abril de 1974 encheu de esperança muitas e muitos portugueses e portuguesas, instaurando a democracia e pondo fim a uma longa noite de 48 anos de ditadura.
“Esta é a madrugada que eu esperava/ O dia inicial inteiro e limpo” - assim chamou Sophia de Mello Breyner ao dia da liberdade. 

39 anos depois, o 25 de Abril tornou-se por assim dizer, o dia a dia. É a liberdade de cada dia, mesmo para aqueles que não sabem o que foi o 25 de Abril, ou para os que sem o pôr frontalmente em causa, tudo fazem para que pouco a pouco seja esquecido, minimizado ou deturpado.
Por isso, todos aqueles que fazem de conta que hoje é um dia como os outros, estão sem o saber, a comemorar o 25 de Abril. Porque foi o 25 de Abril que restituiu a todos os portugueses, mesmo àqueles que são contra ele, o direito de viver sem medo, de falar sem medo, e sobretudo, a liberdade de discordar sem medo.
Não se pode exigir que as novas gerações vivam o 25 de Abril como aqueles que sofreram com a ditadura e a ela se opuseram. Para os que nasceram depois, o 25 de Abril já faz de certo modo parte deles, é quase como o ar que respiram. Talvez não sintam a necessidade de o comemorar como as mulheres e os homens da minha geração, para quem o 25 de Abril continua a ser e será sempre, um dos dias mais belos das nossas vidas. 
Mas passados 39 anos, é tempo de a democracia portuguesa cumprir uma das principais obrigações, que é a de assumir com clareza a sua matriz fundadora e a de fazer a pedagogia dos seus próprios valores. Por isso, é hoje mais do que nunca necessário, tirar o 25 de Abril de uma espécie de “clandestinidade” ou de “opacidade” a que vem sendo submetido.

É também por aí que passa a reabilitação da política e a reconstrução da esperança. Hoje, passadas quase quatro décadas sobre essa bela madrugada, dizer que ainda estão por cumprir os sonhos de Abril, é mais do que um lugar-comum, assumir que há ainda um longo caminho a percorrer para dar ao povo português as condições de vida que todas e todos merecemos.
Se a meio da década de 70 éramos um povo pobre, pouco instruído, a viver num país pouco desenvolvido e onde o acesso à Saúde e à Educação era um privilégio à disposição de muito poucos, o que somos hoje em dia?!... 
As sucessivas políticas, vão deixando todo um povo à beira de uma depressão!... O número de famílias a viver no limiar da pobreza não pára de crescer.Os mais de 1 milhão de desempregados (que por si só representam cerca de 20% da população activa em Portugal) são disso um dos mais evidentes resultados. As medidas de austeridade são verdadeiras afrontas às conquistas de Abril, as políticas impostas pela troika e pela coligação ultraliberal deste governo são a mais evidente prova disso mesmo.

Serão novamente, os mais carenciados a sustentar a crise, enquanto os senhores do dinheiro continuarão a ser poupados a isso, mesmo sabendo que é sobre as suas consciências que deverá pesar a culpa por nos encontrarmos na situação actual.
A crise actual, resultado da falência de um sistema e da crise estrutural de outro, exige uma nova lógica na economia, outra dimensão na política, outra perspectiva global que tenha o homem como razão de ser.
Ousar o possível é ousar esse novo humanismo.
E por isso, é preciso recuperar um certo espírito do 25 de Abril, que não foi só precursor e pioneiro do que aconteceu, mas do que ainda não aconteceu. Não no sentido de voltar às utopias irrealizáveis, embora nós pensemos, como se dizia em Maio de 68, “devemos ser realistas, isto é – não exigir o impossível”.
E ousar o possível, é não aceitar sob o pretexto da chamada crise, uma ordem económica única, um pensamento único, um sentido único. Porque isso é também uma forma de colonialismo e totalitarismo. O colonialismo imposto pela lógica do mais forte.

A crise da chamada “melancolia democrática”, traduzida pela indiferença e a descrença perante a política, não se resolverá apenas com reformas institucionais e eleitorais. Só se resolverá voltando a dar à política uma dimensão humanista e uma perspectiva de transformação do mundo e da sociedade.
Era esse o projecto do 25 de Abril. E por isso digo que ele foi precursor não só do que aconteceu mas do que ainda não aconteceu. Porque, não haja dúvidas: Como já se viu no descontentamento popular, mais cedo ou mais tarde vai acontecer.

O que o 25 de Abril nos ensinou é que há uma outra dimensão das coisas, e que a alma de um país pode ser maior que o seu tamanho. E nós cá estaremos a lutar para que assim seja, porque é esse o tamanho que precisamos de voltar a ter: o tamanho, como dizia Natália Correia, da nossa “alma transportuguesa”, que é ao fim e ao cabo, o tamanho e o espírito do 25 de Abril.
Hoje aqui estamos para celebrar a Revolução!... Mas nos restantes dias do ano por cá nos manteremos, conscientes de que muitas e muitos portugueses continuarão a ver em nós uma voz activa na defesa dos seus direitos e liberdades.
VIVA O 25 DE ABRIL...

14 janeiro 2013

FMI E GOVERNO PREPARAM GOLPE DE ESTADO, AO QUAL É PRECISO DAR A DEVIDA RESPOSTA...


Hoje mais que nunca, é preciso voltar a “encher” o Terreiro do Paço e dizer “NÃO” a este governo e a estas politicas.
Passos Coelho e a sua equipa, perderam completamente o norte e os portugueses vivem o pior de dois mundos!... São os “reis dos impostos” em todo o espaço europeu, e os mais pobres e os que menos beneficiam dos serviços que o Estado teria por obrigação proporcionar-lhes, e não proporciona.
Mas o mais grave da situação, é que ainda as medidas que resultam da aplicação do Orçamento de Estado para 2013 vão no seu inicio, e já estão a ser postos à prova, para serem contemplados com mais um pacote de austeridade, em tudo superior ao que lhes foi aplicado no passado recente e se constituíu como um verdadeiro assalto à sua já depauperada carteira.
Com o conjunto de medidas que ontem foram apresentadas através de uma encomenda feita ao FMI e dissecadas pelo aprendiz da Goldman Sachs e dos projectos do Grupo Suez e do Eurohypo Investment Bank, que considerou "muito bem feito" o relatório apresentado pelo dito Fundo Monetário Internacional, o governo perdeu o respeito pelo País, pela Constituição, pela Democracia, pelos Portugueses e pelo Partido que o levou ao poder.
Estamos nem mais nem menos, perante um conjunto de medidas, que emanam de politicas criminosas e terroristas, que se julgavam já afastadas do cenário politico português, mas contra as quais iremos ter que nos confrontar .
Se nos situarmos no tempo e no contexto histórico, nem Salazar ousou ir tão longe.O comportamento deste governo, é uma vergonha nacional e uma afronta à dignidade do nosso povo. Esta gente não têm legitimidade politica, nem está mandatada para tamanho desmando e muito menos para a emanação de um autêntico “golpe de estado” que a ir em frente, dizimará o nosso país e o nosso povo.
E não têm legitimidade politica nem está mandatada, em primeiro lugar porque – felizmente – a Constituição da República Portuguesa que abominam e que todos os dias procuram subverter, não lhes permite; em segundo, porque nada disto fazia parte do seu programa e muito menos foi escrutinado pelo povo; e em terceiro, porque nada desta hecatombe que pretendem fazer abater sobre os portugueses fáz parte do Acordo com a Tróika e surge como resultado isso sim das suas desastrosas politicas e dos interesses externos e do capital.
A este governo falta-lhe TUDO!... Mas acima de tudo, falta-lhe respeito pelos portugueses. Mas se acha que não, e está assim tão seguro de si, que mostre a sua coragem e atire com a sua cobardia para trás das costas. Demita-se, diga o que pretende ao povo português, deixe de “vestir a pele de borrego”, assuma o ónus da responsabilidade que pretende atirar para o FMI e deixe que esse mesmo povo decida o caminho que pretende traçar. Basta de tanta mentira e de tanta trapalhada...
O que o país e os portugueses precisam é de HOMENS de bem e não de capatazes, que além de não serem exemplo para ninguém, além de negarem as evidências que os comprometem, a única coisa que sabem fazer, é defender os interesses do capital e dos agiotas, à custa dos trabalhadores, dos reformados e pensionistas e dos pequenos e médios empresários.
Agora que tudo está a descoberto, o Secretário Moedas desentende-se com o Ministro Mota Soares, homem afoito que foi quem deu a cara pela operação TSU, mas que agora tem medo do que aí vem; o Ministro Crato, que teria a incumbência de despedir um terço dos professores, diz que sim e que talvez; outros ministros andam desorientados e o Primeiro -esse tal que tudo prometeu e nada cumpriu, desapareceu em combate, deixando os “soldados no campo de batalha entregues a si próprios e à sua insignificância.
Esta é por assim dizer a melhor forma de mostrar a valia e o bom senso de um homem e de colocar à prova a dignidade e a coesão social dos portugueses...
Perante esta realidade, até podiam “morrer todos” que não fariam cá falta, o grande problema é que o relatório é uma encomenda do governo tutelado pelo Primeiro!... É a sábia palavra do tutor de Portugal, que afirma peremptoriamente que não há alternativa à sua misericórdia. Baixar ainda mais os salários e despedir 100 mil, incluindo 30 a 50 mil professores, aumentar a idade da reforma, cortar 15% nas pensões que estão acima dos 300 euros (que é preciso que se diga não são encargo do Estado mas um investimento dos contribuintes ao longo de uma vida de trabalho), impôr taxas moderadoras que ultrapassam 10% de muitas reformas e converter os subsídios de férias e natal em títulos para serem pagos quando o rei fizer anos, tudo para ir “Repensando o Estado” é o maior crime cometido em Portugal nos últimos 40 anos.
Em finais de Fevereiro, o governo estará a apresentar estas e outras propostas. O prestigiado doutor Miguel Relvas, dirá que é inevitável, Paulo Portas que é para proteger as famílias,Vítor Gaspar que é duro mas vai fazer bem e resultar, Passos Coelho que estamos a recuperar, o Presidente que está preocupado e outros ainda, que o povo aguenta. Teremos então o momento da verdade desta frenética engenharia social, para fazer as pessoas ganharem menos, trabalharem mais, viverem pior e outros ainda “morrerem à fome”...
Afinal de contas, “Portugal não é a Grécia”, só vai a caminho...
Mas atenção: Este será também um tempo de verdade para as oposições mostrarem de vez aquilo que valem. Por duas razões: A primeira razão porque esta receita precisa de uma resposta SEM TRÉGUAS e que determine a agenda política de cada semana; e a segunda (se outro caminho não se vislumbrar) a exigência de eleições, dado este governo e esta maioria, ao avançarem com estas medidas, estarem a violar os principios fundamentais do Estado de Direito Democrático e a sua própria legitimidade eleitoral.
Ver-se-á então quem arregaça as mangas!... E chegados aí, os fortes serão os que sabem também, que a luta mais forte será fraca, se não se apresentarem como alternativa forte. É PRECISO "SOLTAR A GRAVATA", "PEGAR NA ENXADA" E ACABAR COM ESTA VERGONHA E COM A DESTRUIÇÃO DO PAÍS...


19 novembro 2012

A SEMANADA...


Em condições normais diríamos que a última semana não foi para cardíacos. 
Com as notícias que saíram soube-se que não só o défice de 2012 pode ser bem superior a qualquer número até agora avançado pelo governo, como se percebeu que mesmo com o desvio colossal previsto para a margem de segurança do Gaspar, mais as poupanças da refundação do Estado, a recessão vai ser bem superior ao estimado pelo governo, isto é, o país vai ser governado com base num orçamento que toda a gente sabe estar aldrabado mas já ninguém se lembra de dizer que não somos aldrabões como os gregos. Mas as coisas já ultrapassaram os limites da racionalidade e o problema já não é uma patologia do foro da cardiologia, estamos isso sim perante um país de loucos, dois dias antes de os portugueses perceberam como o país está sendo enterrado o primeiro-ministro organizou uma encenação em regime de co-produção com o governo da senhora Merkel para enganar o mundo apresentando um ajustamento bem sucedido, o modelo de sucesso que prova que as políticas defendidas pelo governo boche são as mais adequadas.
A declaração quase passou despercebida, o governador do Banco de Portugal atribuiu o desvio colossal nas receitas fiscais ao aumento da evasão fiscal, explicava assim o fracasso governamental e mesmo o seu próprio fracasso pois apesar de todos os seus técnicos e estudos, para não referir a sua vasta sapiência, nunca questionou a política fiscal do OE de 2012. Compreende-se que o senhor governador insinue a incapacidade da máquina fiscal, a alternativa seria assumir a sua própria incompetência e reconhecer que não teve competência para prever o óbvio, que as metas do OE de 2012 assentavam em previsões erradas ou falseadas e que a política fiscal violava os mais elementares princípios do bom senso. Quando seria de esperar que o senhor governado explicasse o impacto da recessão na destruição de empresas, na eliminação de empregos e na redução da receita fiscal o senhor governador optou por ser gandulo e em vez de se dar ao trabalho de fazer o que olhe competia assacou as culpas à máquina fiscal. Quando um governador de um banco central se comporta desta forma é porque vivemos num navio em que já são visíveis as ratazanas a fugirem como podem.
     
Quem ouviu o discurso indignado de Cavaco Silva imaginou um hospital cheio de polícias e manifestantes feridos e um parlamento parcialmente destruído na sequência dos incidentes ocorridos no dia da greve geral. É evidente que nada disso sucedeu e que não havia matéria para tanta indignação, tudo não passou de algum teatro típico a que os portugueses não estão habituados, mas é regra na Europa dos mais educados. Mas será que Cavaco estava preocupado com esta manifestação ou o seu discurso era dirigido a todos os portugueses e pretendia evitar que em futuras manifestações em vez de serem pequenos anarquistas a fazer barulho sejam duzentos ou trezentos mil cidadãos comuns e sem currículo criminal?!... 
   
O país pode ficar descansado, tem um presidente que trabalha pelo seu crescimento, compensando o impacto negativo da greve geral das cigarras, mas os tempos são melhores do que quando era primeiro-ministro, agora em vez de pedir para o deixarem trabalhar, Cavaco Silva informa que trabalha. Não só trabalha sem a obstrução das cigarras como reconhece que já não é um homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas, Cavaco reconheceu que estava optimista demais na sua mensagem de Ano Novo de 2010. Agora ficaremos todos à espera que em 2016, quando Cavaco já estiver dedicado à bisca na Quinta da Coelha admita que errou na mensagem de ano Novo de 2013, como também deverá ter errado nas de 2011 e de 2012.

20 julho 2012

QUASE TUDO GENTE HONESTA!... O BURRO SOU EU...


Contra as palavras de D. Januário Torgal Ferreira, junto-me à indignação do ministro da defesa e de comentadores como Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa!... O governo não é corrupto. Para se poder acusar o governo de corrupto teríamos de estar perante o trânsito em julgado de um governante, de vários governantes ou do governo no seu todo, por um crime de corrupção. Ora em Portugal, tal condenação para além de ser meramente teórica e especulativa só seria possível daqui a mais de dez anos, isto é, estaríamos mais perante uma condenação histórica do que jurídica. Nessa altura já o Paulo Portas teria netos...
Um dos aspectos mais curiosos deste debate é que os distraídos comentadores e o próprio ministro das Finanças consideram que os valores éticos e morais do país são os definidos no Código Penal. Coincidência das coincidências: Todos estes "rapazes" eram opositores do aborto e nunca avaliaram as mulheres que abortam segundo os preceitos do Código Penal, condenaram-nas com base nos seus valores éticos e religiosos.
Em Portugal, a moral, a ética e todos os valores que nos definem enquanto seres sociais e socializados, não decorrem dos nossos valores, da educação que recebemos ou dos nossos valores cívicos, tudo está reduzido ao código penal. Somos homicidas depois do crime provado e após o trânsito em julgado, isto é, não há canalhas, porque a canalhice não está prevista no Código Penal, das mesma forma, estão cheios de sorte os bandidos, os proxenetas e muitos outros espécimes, que a qualquer momento podem dizer, que por enquanto ser filho da puta não é crime.
Veja-se o caso do exemplar e ilustre dr. Relvas!... A primeira coisa que disse, não foi que a sua licenciatura corresponde ao que os portugueses pensam de uma licenciatura. Uma qualificação que além das aptidões profissionais adquiridas demonstra que o seu possuidor foi alguém que se dedicou ao estudo e que mereceu o grau depois de o demonstrar inequivocamente em exames. Os exames foram a treta que já se percebeu, o currículo era uma anedota, mas o ilustre dr. Relvas veio logo dizer que o seu diploma foi conseguido de acordo com a lei em vigor. 
Quando alguém trai os seus valores não é um traidor, é um cidadão exemplar e com direito a um lugar no céu, porque não violou qualquer norma do Código Penal. Quando alguém engana dois milhões de eleitores não é um aldrabão, é um político exemplar porque no Código Penal não há qualquer norma condenando políticos aldrabões e terminada a legislatura até pode pedir uma pensão vitalícia por conta dos serviços prestados à pátria.
O mesmo governo que reagiu ao bispo das Forças Armadas como se fossem virgens ofendidas, teve a distinta lata, através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, de justificar os cortes dos vencimentos dos funcionários públicos e dos pensionistas e reformados, porque eram responsáveis pelas despesas do Estado. Portanto, até trânsito em julgado por condenação por corrupção, os ministros e os governos não são corruptos. Mas os funcionários públicos, os pensionistas e os reformados são corruptos e devem ser condenados a cortes nos vencimentos, porque foram eles que compraram os submarinos, que roubaram no BPN, que compraram os carros de combate que estão a enferrujar no Barreiro. São tão corruptos, que foram condenados sem qualquer julgamento ou direito a defesa e devem ser acusados publicamente dos seus crimes por um ministro tido por um santo homem, cumpridor de todas as obrigações cristãs, com excepção da procriação e que é conhecido por ser honesto acima de qualquer suspeita.
Corruptos são os portugueses, esses malandros que compram submarinos sem ter dinheiro e que levaram o país à falência por gastarem o que não tinham, e quando se gasta o que não se tem isso significa que roubaram. É por isso que o governo distinguiu os portugueses em dois grupos. Os banqueiros foram cidadãos exemplares e são ajudados, os patos-bravos têm direito a bolsas de horas de trabalho escravo e a despedimentos por inaptidão conforme as conveniências.Para todos os outros sobrou uma condenação a mais impostos, cortes salariais e desemprego. Os ministros são todos honestos, malandros são os desempregados porque não querem trabalhar.


Volto a contar a anedota do compadre que foi apanhado numa rusga numa casa de meninas!... Uma das meninas que ali fazia pela vida, desculpou-se dizendo que era manicura, a outra era cabeleireira, até que o nosso amigo exclamou "querem ver que a puta sou eu!...". Portas é um cavalheiro honesto, os filhos da puta que compraram os submarinos que agora são pagos com os nossos subsídios, são os enfermeiros que o Paulo Macedo está a contratar a trezentos euros por mês. QUASE TUDO GENTE HONESTA!... O BURRO SOU EU...

04 junho 2012

PARA QUEM FOI DESENHADO AFINAL O “EDIFÍCIO DO EURO”?!...


Portugal tornou-se num obediente protectorado alemão. Passos Coelho não tem consciência do lamentável papel que vem fazendo com a sua cega obediência à Troika, isto é, à Finança e às Corporações alemãs.
É hoje sabido que é a Alemanha que impõe as medidas de austeridade aos países da Eurozona. E quando a prática já demonstrou a ineficácia em termos de crescimento económico de tais medidas, Merkel não se desvia um milímetro dos caminhos que teimosamente adoptou. Merkel sabe que o acentuar da pobreza dos países da Eurozona, originada por tais medidas, traduzem-se no reforço da riqueza da sua Alemanha. Enquanto os países em dificuldades orçamentais assistem à subida dos juros das suas dívidas soberanas (em Espanha está nos 6,5%) vendo-se obrigados a pagarem cada vez mais caro pelo financiamento das suas economias, a Alemanha, precisamente ao contrário, assiste com satisfação à descida dos juros da sua dívida soberana, a ponto de se terem tornado negativos (tomando em conta o valor da inflação) obtendo financiamento a custo zero.
O edifício do euro foi desenhado, hoje não restam dúvidas, não para uma cooperação solidária entre países e a elevação social e económica dos seus povos, mas para a satisfação dos interesses financeiros e económicos da Finança e das Corporações dos países mais poderosos da União, tendo à cabeça a Alemanha. Merkel não quer os chamados “eurobonds” ou “euroobrigações” porque os juros do financiamento da sua economia não seriam zero, como agora, mas da ordem dos 2 ou 3%.
Pouco importa que os países se afundem cada vez mais, que a pobreza alastre nos seus povos, que as condições de vida dos cidadãos regridam décadas, desde que a Alemanha continue ganhando com tudo isto. Manter e reforçar este “statu quo” é o papel que joga a austeridade imposta aos países “colonizados” pelo reich Merkeliano.
Passos Coelho, sem qualquer cultura humanista, mostra-se um joguete, uma marionete, nas mãos destes poderosos interesses. Miserabiliza o seu povo para agradar a Merkel e à Troika. Passos mais parece um agente defensor dos interesses da Finança e Corporações alemãs do que um representante eleito pelos cidadãos portugueses para defender os seus legítimos interesses e direitos constitucionais.

11 maio 2012

NA VANGUARDA DO SERVILISMO!...


Hoje foi dia de debate quinzenal na Assembleia da República!...
Para além de “morno” e dos fretes  protagonizados por alguns deputados, que mais pareciam “bandarilheiros” numa qualquer tourada, preparando o terreno ao primeiro-ministro para responder aos interpelantes, nada de mais significativo se viu. Passos Coelho, esse continua igual a si próprio!... Sem “pôr nem tirar”. E então quando lhe falta a "almofada", nem vale a pena.Continua a demonstrar em todas as suas intervenções públicas, um completo desconhecimento da realidade económica e social do país e uma total incompreensão do funcionamento da economia nacional.

Mais uma vez, não se cansou de afirmar, que “só teremos crescimento económico após o equilíbrio das contas públicas”.
Em clima de recessão como a que vivemos, tal afirmação constitui um tal disparate, que qualquer aluno do 1.º ano de economia, consegue “desmontar”!... Tentar o equilíbrio das contas públicas numa economia em recessão, tentar o equilíbrio das contas públicas reduzindo salários e agravando impostos sobre o trabalho e o consumo, só um “lunático” não compreende ou não quer compreender, que tal politica  provocará uma maior recessão, que por sua vez exige dentro desta mesma lógica infernal, mais aumentos de impostos, numa espiral recessiva sem fim.
Infelizmente para os portugueses e para o país, esta vai sendo a tese que vinga para sairmos desta crise. Tese que não é, a de que devemos reduzir os custos de trabalho ou de contexto; tese que não é a de que temos de crescer economicamente; que não é a de que devemos renegociar a dívida; que não é a de que devemos sair do euro; que não é, nem a tese neoliberal nem a tese keynesiana; que não é, a tese da austeridade ou do investimento público. É isso sim, a tese que não exige nenhum debate, nenhum esforço intelectual, nenhum confronto político. É isso sim a TESE DO “CRIADO”!...  FAZER O QUE NOS MANDAM E ESTAR CALADINHO E À ESPERA QUE SE ESQUEÇAM DE NÓS.Esta é afinal de contas, a tese um pouco à moda do "Não lhe pago para pensar", como dizem os patrões demasiado burros para suportarem as ideias dos outros...
O melhor exemplo deste servilismo foi a ratificação do Tratado Orçamental. Aquele que, para além de definir vitaliciamente, sem ter em conta as variações do contexto económico e as necessidades de cada economia, os limites para o défice e para dívida, ainda decide como lá chegar, tornando o processo democrático e o parlamento em absolutas inutilidades. A pressa de parecer bem comportado foi tanta, que fomos os primeiros fazê-lo. Os ÚNICOS a fazê-lo!... Uma vergonha, como se verá a curtíssimo prazo.
Com a vitória de François Hollande muita coisa mudou na Europa e até  o parlamento alemão adiou a aprovação do tratado. Ou seja, com a pressa de não ficarmos sozinhos, o primeiro-ministro acabou mesmo por ficar. São estas as tristes figuras que faz o capacho: no seu vanguardismo servil acaba por correr os riscos que queria evitar.
Entretanto e “seguindo a viagem”, nota-se que Seguro e Passos andam zangados por causa de qualquer coisa. Vai daí, o senhor Presidente da República deixou um aviso: "Este é um tempo que requer muito bom senso e muita serenidade. Diz o Presidente: “ os nossos dois principais ativos são o consenso político e o consenso social". Consensos que, digo agora eu, a existirem, não resultam de qualquer desígnio nacional ou rumo para sair desta crise. Resultam isso sim do MEDO de não agradar a quem nos tutela. Ou seja: Para alguns, os alicerces para sairmos da crise, terão que passar pela nossa anemia democrática e por aquilo que verdadeiramente interessa lá fora. O que interssa, é que julguem que isto é uma democracia, e que os partidos até se entendem...
Ora isto é aquilo que não pode acontecer. Pelo menos para quem detesta as APARÊNCIAS. À PALA DAS APARÊNCIAS, É QUE PORTUGAL CHEGOU ONDE CHEGOU.