Já não tenho pachorra para cinismos, críticas sem sentido e exigências despropositadas!... Acredito num mundo de opostos, e em gente que não personifique o carácter rígido e inflexível, mas detesto tudo que cheire a vigarice.
Vivemos tempos, em que a vida já foi mais bela para todos nós!... E não estou a falar apenas da tão prolongada crise que a todos nos tem atormentado, mas também ao que a ela possa estar alegadamente ligada; muito menos desse povo que anda por aí cabisbaixo e de semblante carregado e triste; das barbaridades e dos maleficios de que enferma uma sociedade para quem a vida humana parece ter perdido importância -mata-se por um bocado de terra, por meia dúzia de euros, por amores perdidos e sei lá que mais; ou do Cenário Económico apresentado recentemente pelo Partido Socialista, como alternativa às politicas de austeridade que nos acompanham desde o inicio da actual legislatura.
Sobre tudo isto, obviamente que haveria muito para dizer, mas porque as crónicas semanais exigem prioridades, todas estas questões ficarão para uma próxima oportunidade...
Hoje, e porque como já o afirmei, rejeito a hipocrisia, a desonestidade e a manipulação, vou falar sobre uma greve que abalou o país e se tornou apelativa para rádios, televisões, jornais e até Ministros, Secretários de Estado e Oposição politica – A GREVE DOS PILOTOS DA TAP - aquilo que a envolve. e que alguns fazendo-se de “santos”, tentaram de forma vil, demagogica e chantagista, voltar todos contra os pilotos grevistas, como se tudo que hà para dizer sobre o assunto, tenha já sido dito.
Posto isto, coloquemos então a primeira questão: terão ou não os pilotos - como quaisquer outros trabalhadores, o direito legal a uma greve, quando julgam que lutando dessa forma alcançam ganhos em termos laborais?!...
Em jeito de resposta, creio não existir ninguém com a “quarta classe bem aferida”, que não aceite tal legalidade.
Ora sendo assim, será pois pacifico afirmar, que esse direito, e apenas esse, legitima todas, e não apenas determinadas greves.
Perguntar-me-ão: e será que uma greve de 10 dias, que causa milhões de euros de prejuízo à empresa e por arrastamento ao país e aos portugueses será justa?!...É óbvio que chegados aqui, a coisa “pia mais fino”!... E “piando mais fino”, há então que aferir todas as responsabilidades e não apenas as de alguns.
Ora vejamos: as razões apresentadas pelos pilotos na greve de 4 dias que pretenderam fazer em Dezembro do ano passado contra a privatização da TAP tinham todo o sentido!... A razão desta greve de 10 dias, em luta por 20% do capital da empresa em função da privatização, não tem sentido nenhum.
Argumentam os pilotos, que o Governo lhes prometeu dar os ditos 20%!.... Dar?!... Mas para além dos salários, deveres e direitos laborais, a que propósito o património português também entra nas negociações entre Governo e Sindicatos?!...
É evidente, que quem tem a culpa não são os pilotos!... Quem tem a culpa, foi quem lhes prometeu dar aquilo que não é seu em Dezembro do ano passado, atirando com a barriga para a frente um problema que agora se transformou num problema ainda maior.
Chegados aqui, é pois perceptível que não basta questionar a greve dos pilotos!... É preciso ir mais além e aquilatar das razões subjacentes à “queda” de uma empresa considerada em 2011 como a melhor companhia aérea da Europa pela revista norte-americana "Global Traveler". E elas são mais que muitas, a começar pela compra de empresas falidas como a VEM e a Portugália, esta ligada ao GES/BES, pela privatização das OGMA que serviu como justificação para que as manutenções e reparações da frota passassem a ser efectuadas no Brasil, a custos que arruinaram a empresa, a que se junta uma administração que embora paga a “peso de ouro”, se tem revelado um verdadeiro desastre.
Tudo somado os prejuízos rondam os 1.000 milhões de euros e sendo assim, não estaremos aqui igualmente, perante um crime lesa-pátria, envolvendo negócios nunca esclarecidos?!...
E o que fez o Ministério Público?!... Que se saiba, abriu um inquérito ao senhor Fernando Pinto, mas do qual nada se sabe até hoje, muito menos quem são os responsáveis por estes negócios ruinosos para a TAP.
Conclusão: o objectivo principal de desgaste, vai assim sendo cumprido aos poucos com a colaboração de todos - dos pilotos que querem ser patrões, do Governo que quer ver-se livre da empresa e “encher ainda mais os cofres” com a respectiva venda, e de uma administração que funciona como correia de transmissão do próprio Governo.
Esquecem-se porém, que nenhum investidor no seu perfeito juízo vai comprar uma empresa, pagar 1.200 milhões de euros de passivo e ainda por cima sem saber se os pilotos tem ou não 20% da companhia. Entretanto que sofre as agruras deste verdadeiro “filme de terror”, são os do costume...
Vivemos tempos, em que a vida já foi mais bela para todos nós!... E não estou a falar apenas da tão prolongada crise que a todos nos tem atormentado, mas também ao que a ela possa estar alegadamente ligada; muito menos desse povo que anda por aí cabisbaixo e de semblante carregado e triste; das barbaridades e dos maleficios de que enferma uma sociedade para quem a vida humana parece ter perdido importância -mata-se por um bocado de terra, por meia dúzia de euros, por amores perdidos e sei lá que mais; ou do Cenário Económico apresentado recentemente pelo Partido Socialista, como alternativa às politicas de austeridade que nos acompanham desde o inicio da actual legislatura.
Sobre tudo isto, obviamente que haveria muito para dizer, mas porque as crónicas semanais exigem prioridades, todas estas questões ficarão para uma próxima oportunidade...
Hoje, e porque como já o afirmei, rejeito a hipocrisia, a desonestidade e a manipulação, vou falar sobre uma greve que abalou o país e se tornou apelativa para rádios, televisões, jornais e até Ministros, Secretários de Estado e Oposição politica – A GREVE DOS PILOTOS DA TAP - aquilo que a envolve. e que alguns fazendo-se de “santos”, tentaram de forma vil, demagogica e chantagista, voltar todos contra os pilotos grevistas, como se tudo que hà para dizer sobre o assunto, tenha já sido dito.
Posto isto, coloquemos então a primeira questão: terão ou não os pilotos - como quaisquer outros trabalhadores, o direito legal a uma greve, quando julgam que lutando dessa forma alcançam ganhos em termos laborais?!...
Em jeito de resposta, creio não existir ninguém com a “quarta classe bem aferida”, que não aceite tal legalidade.
Ora sendo assim, será pois pacifico afirmar, que esse direito, e apenas esse, legitima todas, e não apenas determinadas greves.
Perguntar-me-ão: e será que uma greve de 10 dias, que causa milhões de euros de prejuízo à empresa e por arrastamento ao país e aos portugueses será justa?!...É óbvio que chegados aqui, a coisa “pia mais fino”!... E “piando mais fino”, há então que aferir todas as responsabilidades e não apenas as de alguns.
Ora vejamos: as razões apresentadas pelos pilotos na greve de 4 dias que pretenderam fazer em Dezembro do ano passado contra a privatização da TAP tinham todo o sentido!... A razão desta greve de 10 dias, em luta por 20% do capital da empresa em função da privatização, não tem sentido nenhum.
Argumentam os pilotos, que o Governo lhes prometeu dar os ditos 20%!.... Dar?!... Mas para além dos salários, deveres e direitos laborais, a que propósito o património português também entra nas negociações entre Governo e Sindicatos?!...
É evidente, que quem tem a culpa não são os pilotos!... Quem tem a culpa, foi quem lhes prometeu dar aquilo que não é seu em Dezembro do ano passado, atirando com a barriga para a frente um problema que agora se transformou num problema ainda maior.
Chegados aqui, é pois perceptível que não basta questionar a greve dos pilotos!... É preciso ir mais além e aquilatar das razões subjacentes à “queda” de uma empresa considerada em 2011 como a melhor companhia aérea da Europa pela revista norte-americana "Global Traveler". E elas são mais que muitas, a começar pela compra de empresas falidas como a VEM e a Portugália, esta ligada ao GES/BES, pela privatização das OGMA que serviu como justificação para que as manutenções e reparações da frota passassem a ser efectuadas no Brasil, a custos que arruinaram a empresa, a que se junta uma administração que embora paga a “peso de ouro”, se tem revelado um verdadeiro desastre.
Tudo somado os prejuízos rondam os 1.000 milhões de euros e sendo assim, não estaremos aqui igualmente, perante um crime lesa-pátria, envolvendo negócios nunca esclarecidos?!...
E o que fez o Ministério Público?!... Que se saiba, abriu um inquérito ao senhor Fernando Pinto, mas do qual nada se sabe até hoje, muito menos quem são os responsáveis por estes negócios ruinosos para a TAP.
Conclusão: o objectivo principal de desgaste, vai assim sendo cumprido aos poucos com a colaboração de todos - dos pilotos que querem ser patrões, do Governo que quer ver-se livre da empresa e “encher ainda mais os cofres” com a respectiva venda, e de uma administração que funciona como correia de transmissão do próprio Governo.
Esquecem-se porém, que nenhum investidor no seu perfeito juízo vai comprar uma empresa, pagar 1.200 milhões de euros de passivo e ainda por cima sem saber se os pilotos tem ou não 20% da companhia. Entretanto que sofre as agruras deste verdadeiro “filme de terror”, são os do costume...





