Já foi dito tudo sobre António Guterres, cidadão português
que a partir de ontem se tornou oficialmente como o 9.º Secretário-Geral das
Nações Unidas, com inicio do seu mandato de cinco anos, agendado para 1 de
Janeiro de 2017. Limito-me por isso, a documentar com a foto e as palavras por
ele produzidas, o momento do seu juramento.
Com a solenidade própria do acto, disse:
“Eu, António Guterres, declaro solenemente e prometo
exercer em total lealdade, discrição e consciência, as funções que me são
confiadas enquanto servidor público das Nações Unidas, exercer estas funções, e
pautar a minha conduta apenas tendo em mente os interesses das Nações Unidas e
não procurar ou aceitar, no que respeita às minhas responsabilidades, instruções
de qualquer Governo ou outra organização”.
Após o juramento, Guterres falou, e o seu primeiro discurso
foi notável, ao defender como uma das prioridades do seu mandato, a necessidade
de mudar e reformar internamente a organização que vai dirigir:
“É chegada a altura das Nações Unidas reconhecerem as suas
insuficiências e alterar o que precisa de ser alterado. Chegou a hora da ONU
mudar”, alertando igualmente para a necessidade de se desanuviar o ambiente
internacional dizendo:
“É também altura de trabalhar com os líderes, e é tempo de
reconstruir a relação entre os cidadãos e os líderes mundiais”.
Dito isto, o mundo espera que se cumpram as palavras e se
concretizem as intenções com que Guterres concluiu o seu discurso: "Farei
o meu melhor para servir a nossa humanidade".
Que bem estaria o planeta, se a energia, o humanismo, a
competência e a determinação de António Guterres o contagiassem. Nunca um
português atingiu tão altas funções e responsabilidades como as que assumiu
ontem o melhor de todos, o mais bem preparado e o mais abnegado, que sempre fez
da sua vida uma dádiva constante ao bem comum.
Apesar de “mal-amado em casa”, depois de ler uma entrevista
do antigo Presidente do PSD Fernando Nogueira ao Diário de Noticias de 11 de
Dezembro último, fiquei a perceber ainda melhor, as razões porque ambos bateram
com a porta. A politica é mesmo um verdadeiro “pântano”. Há quem se preste a
ele, e há também quem não se preste.
Que a sorte agora o acompanhe.



