Por mais que Passos
Coelho se esforce, o seu papel na liderança da Oposição tem sido para o PSD e
para os sociais-democratas - militantes, simpatizantes ou eleitores - um verdadeiro
calvário.
Primeiro foi a
incapacidade de impedir a geringonça, ao não ter demonstrado capacidade para conseguir
convencer o PS a suportar uma governação PSD-CDS, consequência natural dos
resultados eleitorais de 2015 e que recorde-se, deram a vitória à coligação PAF.
Já com António Costa no Governo, seguiu-se uma
obsessão desmedida e os constantes anúncios públicos que projectavam um
fracasso imediato da coligação parlamentar à esquerda, o que não se verificou e
muito dificilmente se verificará até ao final da legislatura, independentemente
das naturais retóricas políticas, cuja finalidade é a capitalização de
eleitores.
Depois, não foi capáz de esconder a sua ânsia, apostando na impossibilidade do Governo de Costa elaborar e fazer aprovar no Parlamento dois
Orçamentos de Estado que passaram sem grande dificuldade, apesar de alguma pressão
externa, designadamente o de 2016, por parte da União Europeia.
Amiúde, houve ainda
tempo em relação ao cumprimento das metas do défice e dos compromissos europeus,
anunciando a tão badalada vinda do “diabo”, que ninguém conseguiu
vislumbrar.
E por fim, tantos outros factos
que deixaram o Partido com uma excessiva carga de ansiedade política e com tal
insatisfação à mistura, que nem a imagem de Rui Rio sentado ao lado de Passos
Coelho - quando da apresentação do candidato à Câmara do Porto - terá capacidade
de alterar, se é que alguma vez isso esteve presente no referido momento.
Mas como se tal não bastasse, há ainda as questões
colaterais que também ninguém esquece e das quais já “todo o mundo se
apercebeu”:
1- A envolvência em relação à banca e aos seus problemas - BANIF, Caixa Geral de Depósitos e Novo Banco – factos que condicionaram o PSD pela recente experiência governativa na matéria, mais precisamente pelo arrastar dos processos e pela ausência de intervenção e soluções;
2- A obsessão pelo desempenho do Presidente da República e pela sua “colagem institucional” ao Governo, facto que a fazer fé no “discurso das hostes” só tem prejudicado a imagem política do PSD, como se alguém fosse esperar que Marcelo Rebelo de Sousa colocasse questões partidárias e militâncias , acima das relações institucionais e dos interesses do país;
3- As “animosidades partidárias” entre Marcelo e Passos, designadamente o repetido recurso da retórica política por parte deste no confronto com o Governo, usando contextos que ainda há pouco mais de quatro anos, enquanto Governo, sempre foram menosprezados e desvalorizados e de que são exemplos flagrantes a UTAO e Teodora Cardoso, factos que só tem retirado credibilidade ao PSD junto do seu eleitorado e merecido o "desprezo" do Presidente da República.
1- A envolvência em relação à banca e aos seus problemas - BANIF, Caixa Geral de Depósitos e Novo Banco – factos que condicionaram o PSD pela recente experiência governativa na matéria, mais precisamente pelo arrastar dos processos e pela ausência de intervenção e soluções;
2- A obsessão pelo desempenho do Presidente da República e pela sua “colagem institucional” ao Governo, facto que a fazer fé no “discurso das hostes” só tem prejudicado a imagem política do PSD, como se alguém fosse esperar que Marcelo Rebelo de Sousa colocasse questões partidárias e militâncias , acima das relações institucionais e dos interesses do país;
3- As “animosidades partidárias” entre Marcelo e Passos, designadamente o repetido recurso da retórica política por parte deste no confronto com o Governo, usando contextos que ainda há pouco mais de quatro anos, enquanto Governo, sempre foram menosprezados e desvalorizados e de que são exemplos flagrantes a UTAO e Teodora Cardoso, factos que só tem retirado credibilidade ao PSD junto do seu eleitorado e merecido o "desprezo" do Presidente da República.
Dito isto, aquilo que se
observa, é que há uma evidente deriva e incapacidade política para uma
estratégia de oposição mais eficaz, consistente e coerente, com propostas
concretas que mobilizem os portugueses e não demagogias ou realidades que
contrariam ou renegam o que foram os recentes quatro anos e meio de governação neo-liberal.
E chegados aqui, basta recordar a recente entrevista de Passos Coelho à estação de televisão SIC!... Uma entrevista sem brilho, sem criar impacto mesmo no seio do partido, sem novidades e sem surpresas. Já nem o PSD estranha e muito menos entranha. A obsessão com a banca, com o défice, com os sms’s e com os offshores, deixaram no esquecimento assuntos tão importantes como a educação, a saúde, a segurança e a justiça, factos intoleráveis para quem apregôa a “social-democracia” sempre.
E chegados aqui, basta recordar a recente entrevista de Passos Coelho à estação de televisão SIC!... Uma entrevista sem brilho, sem criar impacto mesmo no seio do partido, sem novidades e sem surpresas. Já nem o PSD estranha e muito menos entranha. A obsessão com a banca, com o défice, com os sms’s e com os offshores, deixaram no esquecimento assuntos tão importantes como a educação, a saúde, a segurança e a justiça, factos intoleráveis para quem apregôa a “social-democracia” sempre.
Mais ainda!... Toda a
forma como o chefe do Partido tem liderado o processo das eleições autárquicas deste ano,
tem sido em casos demasiados alargados, uma catástrofe. E disso é exemplo
Lisboa; é disso exemplo o Porto e são disso exemplo, as demasiadas confusões e
polémicas que só prejudicam o Partido e o processo eleitoral, com benefício não
apenas para o PS, mas também para um aumento considerável de candidaturas independentes
que não tarda será a “quarta força partidária” autárquica, e na sua grande
maioria, oriundas do descontentamento e da cisão nomeadamente no PSD.
É por tudo isto, que este
caminho vai exigir muito mais das estruturas concelhias e distritais, e um
redobrado esforço de todos os candidatos para minimizarem os
"estragos" da falta e falha de liderança, sendo certa a percepção,
por demais evidente, que as eleições autárquicas terão impacto e leitura
política nacional. Por isso, quando Passos Coelho afirma que não se demitirá em
caso de derrota eleitoral nas Autárquicas, o próprio PSD já não reage nem se
inquieta. A falta de empatia com a liderança do partido, as escolhas feitas em
municípios de significativo peso político nacional e a desvalorização da
vitória eleitoral, é algo que os sociais-democratas já interiorizaram e
assimilaram.
E mesmo que Passos
Coelho não se demita após o 1 de Outubro de 2017 não será de estranhar que no
Congresso no início de 2018 o faça de forma clara. Esquece porém, é que os
verdadeiros sociais-democratas não perdoam a perda da identidade do PSD como
partido com uma verdadeira vocação e dimensão autárquica que sempre marcou a
sua história.
Que diabo!... Quando um grupo, um
partido, uma seita ou seja lá o que fôr, não concebe outra posição que não a do
contra, teimosamente amuado nas suas limitações e obstinandamente contra tudo e
contra todos, nada lhe corre bem e tudo corre bem aos outros. Passos, devia saber isto...
Por isso "bufa" de raiva
no dia em que o défice é definitivamente fixado em 2%, em que a Universidade Católica aponta para um crescimento de
2.4% - ao ritmo mais
forte dos últimos 10 anos, e no dia em que o Governo apronta o PEC a entregar em Bruxelas
com um défice de 1%, contrariando mais uma vez as previsões da D.ª Teodora.







