Maio é o quinto mês do ano
civil. Diz o dicionário em sentido figurado, que Maio é um "indivíduo
muito garrido"!... Significa primavera e um tempo de flores que todas as
pessoas gostam. Em Maio, logo no primeiro dia celebramos o dia do trabalhador.
Em 1889, um Congresso
Socialista resolveu realizar no Primeiro de Maio uma campanha internacional a
favor do dia normal de oito horas de trabalho. Entretanto, nalguns países
esta data foi comemorada com greves, tumultos e reivindicações, enquanto
noutros era celebrada como autêntica "festa do trabalho", tendo-se
mantido estas duas facetas ao longo do tempo.
Hoje, celebramos o dom
"trabalho" no contexto em que vivemos!... No contexto, onde ter
trabalho se tornou quase uma dádiva, uma sorte, coisa que não deveria ser
assim, mas antes um direito, um valor do qual ninguém deveria de ser privado.
Apesar disso, o Dia Mundial
dos Trabalhadores foi comemorado em todo o país em total liberdade, com
manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo promovidas pelas
centrais sindicais, tendo uma acentuada adesão da população trabalhadora. No
entanto, para além dos seus aspectos reivindicativos, a que se colam muitas
vezes e de forma abusiva os interesses partidários, o 1º de Maio também é uma
festa popular que contribui para a dignificação do trabalho e para afirmar a
sua importância para o progresso económico do país e para a estabilidade
social.
Numa época em que o capital
financeiro e as doutrinas neoliberais tendem a ser dominantes, as comemorações
do 1.º de Maio servem também para mostrar o valor do trabalho e para evidenciar
que o progresso económico e social só é possível através da articulação entre
os factores de produção Capital e Trabalho.
O trabalho é por isso a melhor
mediação para a realização humana!... Uma pessoa sem trabalho é uma pessoa
triste e sem sentido para a vida. Vida dramática para tanta gente que se vê nas
malhas do desemprego e uma fatalidade horrenda, que arrasta consigo outras
consequências não menos graves.
As principais prendem-se com a
fome e a pobreza de tantas famílias. Diante do trabalho, o ser humano abre
espaço à sua inteligência e à sua criatividade. Mas nos dias que correm,
centenas de milhar de cidadãos, debatem-se ainda com a falta dessa mediação, e
a tristeza, a depressão e o desespero vão ganhando espaço no seu coração e na
sua alma. É preciso pois olhar em frente, é preciso "forçar" as
politicas de emprego e continuar a dizer aos actuais governantes, que pessoas
não são números.
O trabalho não faz mal a
ninguém, antes pelo contrário!... Fáz bem a governantes e governados. Quer uns
quer outros, sem trabalho não geram riqueza e o país não sobreviverá...
VIVA O 1.º DE MAIO...
VIVA PORTUGAL ...






