28 maio 2017

O DIABO MUDOU DE ROTA E SAÍU À CASA...

Passos Coelho tinha toda a razão!... O diabo estava mesmo para vir. Mas veio atrasado, e em vez de vir em Setembro de 2016, para anunciar um segundo resgate em consequência da execução orçamental de Agosto, veio agora em Maio e com rota diferente:em vez de se apresentar em São Bento, preferiu como alojamento local a sede do PSD, na São Caetano à Lapa.
Passos estava convencido de que por esta ocasião já era Primeiro-Ministro e que poderia voltar a governar com o chicote dos credores, ameaçando tudo e todos e fazendo gato sapato do Tribunal Constitucional. Um segundo resgate, ou a ameaça disso permitir-lhe-ia impor o “ajustamento” ao sector privado, leia-se, um corte brutal dos rendimentos e dos direitos do trabalho, governando sem regras e sem limites.
Mas o diabo trocou-lhe as voltas e a sua vida é agora um inferno!...Poderíamos dizer, que de certa forma o diabo lhe fez a vontade e se queria um inferno então que fique com ele. E o Passos que pensava que com meia dúzia de jantares de lombos assados com as mulheres social-democratas chegaria ao poder, arrasta-se agora penosamente sem saber quando é que se livrará da via sacra a que se condenou no dia em que em vez de se demitir da liderança do PSD, optou pela pantominice do Primeiro-Ministro no exílio.
Passos teve aquilo a que se designa como azar dos Távoras!...Previu que os investidores fugiam e eles aparecem, garantiu que votava no PS se tudo desse certo e deu mas agora já não vota, previa um défice acima dos 3% e o país é elogiado pela Comissão que o livra do procedimento dos défices excessivos, previu uma subida incomportável dos juros e fala-se de uma melhoria no rating da dívida portuguesa.
E como se tudo isto fosse pouco, sujeita-se ainda a ouvir o Marcelo, o tal a que designou por cata-vento, atribuir-lhe o mérito pela saída do procedimento dos défices excessivos, numa atitude que só ele finge não perceber. Depois de tanta humilhação Marcelo dá-lhe um presente envenenado, elogia-o por aquilo que não fez, pelos resultados que condenou, e pelo sucesso de um Governo que considerou ilegítimo.
Passos está comendo o pão que o diabo amassou, e pior do que isso, o pão é-lhe levado à boca por Marcelo.
E ainda faltam não sei quantos meses para as autárquicas e mais dois anos para as legislativas, tanto tempo para que Passos se arraste!... Começou por se dispensar de fazer oposição e agora que a quer fazer vem tarde e a más horas,  não sabendo como e com que argumentos a deve fazer. Queria que o diabo viesse e este fez-lhe a vontade.Que o ature...

26 maio 2017

PORTUGAL VISTO AO RAIO X

A saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo é um passo decisivo para um futuro mais próspero. Para um futuro em que o crescimento económico e a criação de emprego tragam mais justiça social. Este momento marca, pois, o rumo a seguir, um rumo que exigirá empenho e rigor e produzirá resultados.
O país que agora vê o seu esforço de consolidação reconhecido é um país muito diferente daquele que atravessou uma das mais profundas crises financeiras de sempre. Portugal cumpre as suas metas e, por isso, a confiança dos agentes económicos está em máximos de muitos anos. O mercado de trabalho está em expansão, produzindo mais oportunidades. Hoje vale a pena ficar em Portugal.
Portugal apresenta uma situação orçamental equilibrada e sustentável, num contexto de crescimento económico, que assegura uma redução continuada da dívida pública em percentagem do PIB de agora em diante.
Portugal alcançou, pela primeira vez na sua história recente, um défice reduzido e uma diminuição das taxas de juro da dívida, num contexto de crescimento económico e de criação de emprego. O Governo assume um compromisso firme para o futuro na continuação da melhoria das condições de desenvolvimento da economia portuguesa.
Portugal voltou a ter perspetivas de crescimento sustentado, com o investimento empresarial a aumentar de forma significativa, acima de 9% no primeiro trimestre, e com as exportações a registarem um crescimento robusto, quer nos bens, quer nos serviços.
A taxa de desemprego está em valores inferiores a 10%, a maior redução anual na UE, enquanto o emprego cresce 3%, mais de o dobro do crescimento na UE. Esta dinâmica deve ser mantida e conjugada com a criação de emprego qualificado e duradouro. Uma evolução que constitui a verdadeira reposição de rendimentos, a que se junta, naturalmente, a redução efetiva da carga fiscal.
Também o endividamento externo em Portugal está hoje numa trajetória sustentável. O aumento das exportações, num contexto de aumento moderado da procura interna assente na criação de rendimento e não de endividamento, permitiu que o défice externo se tenha transformado num excedente externo, reduzindo, assim, a dívida externa portuguesa. Neste aspeto, o setor privado teve um papel muito importante, reduzindo o seu endividamento em cerca de 40% desde o ponto mais alto da crise.
A mais relevante alteração das condições de funcionamento da economia portuguesa prende-se com a estabilidade financeira, hoje, finalmente, uma realidade. Os bancos foram capitalizados e provaram a sua capacidade para atrair capital de todo o mundo, refletindo a confiança dos investidores internacionais na solidez da economia e numa estabilidade política, tantas vezes questionada, mas que, hoje, é invejada em muitas partes da Europa. Portugal não deve ter vergonha de ser um exemplo.
O crescimento potencial da economia, do que esta pode produzir de forma sustentada, está a aumentar em Portugal de forma inquestionável. O facto de este não ser um fenómeno diretamente observável desviou a atenção dos seus verdadeiros fundamentos económicos. É mais que tempo de reconhecer que a condução da política económica deve assentar em fundamentos sólidos e dar resposta a problemas concretos.
A saída do Procedimento por Défice Excessivo é hoje uma realidade e resulta do ganho de credibilidade da condução de política económica em Portugal. O progresso da economia portuguesa é cada vez mais reconhecido e os objetivos traçados pelo Governo foram superados, quer no que respeita ao crescimento, quer no que respeita à evolução orçamental.
Sim, foi possível. Finalmente concretizou-se o necessário espaço económico para que as reformas, iniciadas há mais de uma década, se pudessem refletir na economia. Reformas, Procura e Tempo foram conjugados em Portugal.
Uma reforma estrutural existe para acrescentar valor à economia e ao processo social. O plano de reformas do Governo tem este denominador comum. Não nos focamos em soluções temporárias, pensadas para o curto prazo e que não perduram, mas em verdadeiras alterações dos incentivos que permitam a capitalização das empresas, a melhoria das qualificações, a geração de oportunidades e a inovação na Administração Pública.
Portugal faz parte de uma das maiores áreas económicas mundiais. A área do euro está a recuperar dolorosamente da recessão devido à falta de investimento e de procura. Desde o momento mais baixo do ciclo económico, a área do euro levou cinco anos até registar aumentos no investimento. Durante todo este período, registou-se uma insistência excessiva nas reformas estruturais, não porque não fossem necessárias – porque o são – mas porque a recessão não foi causada por falta de produção.
A resposta errada à crise acabou por criar uma descrença nas reformas realizadas, que não dispunham do espaço económico necessário para produzirem os resultados esperados e conduziram os países que as realizaram num cenário recessivo a ter que aprofundar os efeitos desse ciclo para compensar os custos económicos e sociais dessas reformas.
Todos cometemos erros. O problema é quando não somos capazes de reconhecer de forma rápida e séria os nossos erros. Temos de enfrentar, na Europa, os desafios com que nos deparamos: reforçar o setor financeiro e estimular a procura.
A economia europeia tem tudo para ser bem-sucedida. A situação atual das contas externas e o equilíbrio orçamental permitem desenhar políticas na área do euro para fazer face aos desafios que enfrentamos.
Sabemos onde atuar. Devemos completar a União Bancária, o Fundo Europeu de Garantia de Depósitos e encontrar soluções adequadas e estruturais para o crédito mal parado. Devemos definir políticas que promovam o crescimento e a convergência na Europa, como um mecanismo de apoio europeu face ao desemprego que permita a afetação de recursos financeiros de acordo com o ciclo económico e tendo sempre em vista a convergência. Partilharemos sucessos e riscos de forma equilibrada, partilhando benefícios e responsabilidades.
Os portugueses e toda a Europa devem congratular-se e orgulhar-se pelo que foi conquistado em Portugal após um período difícil de ajustamento. Os cidadãos europeus sabem hoje que há alternativa ao desemprego, à desigualdade e à falta de mobilidade, que têm sido os principais catalisadores do populismo económico. A nossa responsabilidade assenta na necessidade de manter a sustentabilidade e a validade desta alternativa.
O populismo dá origem ao isolamento. Essa é a imagem da Europa medieval, que não corresponde aos princípios humanistas da moderna construção europeia. Enquanto aos cidadãos estiver vedada a mobilidade social e a possibilidade de melhorar as suas condições de vida estes sentir-se-ão seduzidos por posições políticas demagógicas.
Portugal permanecerá fiel ao projeto europeu, cumprindo com as suas responsabilidades, apoiando os seus sucessos e contribuindo para o seu desenvolvimento inclusivo, para benefício d os cidadãos.

23 maio 2017

- O CANSAÇO PARECE REINAR EM BELÉM...

Após uma “época” plena de fulgor e de exibições sempre em crescendo, Marcelo Rebelo de Sousa – talvez por cansaço, vem demonstrando que os “atletas de alta competição” também tem piques de forma, e nada melhor que umas “fériazinhas” ou uma “passagem pelo banco”, para o retemperar de forças.
Vem isto a propósito, da sua “exibição”, ao aconselhar os portugueses a não se preocuparem em saber a quem pertencem os méritos do crescimento económico que se faz sentir desde o segundo trimestre de 2016, dos resultados positivos da economia com as exportações a crescerem, com o desemprego a diminuir, com a criação de emprego a aumentar e com o défice público controlado e abaixo dos 2%!... Ora isto não lembraria ao “diabo”.
Não senhor Presidente!... Está completamente enganado. Os portugueses têm que se preocupar, têm que saber, não podem e não devem “meter a cabeça na areia”, e têm que participar na discussão pública tão alargada quanto possível, porque só assim lhes permitirá formular juízos, e escolher os modelos que melhor servem os interesses do país e dos cidadãos em geral. A participação cívica não se esgota no voto, e se o não fizerem, obviamente que viverão “mergulhados na escuridão”.
Mas como se tal não bastasse e a propósito da saída do país do Procedimento por Défice Excessivo, o senhor Presidente da República publicou uma nota na página oficial da Presidência, felicitando o actual Primeiro Ministro António Costa, e o anterior Pedro Passos Coelho, pelo “trabalho dos respectivos Governos”, que permitiu agora a Valdis Dombrovskis, Vice-Presidente da Comissão Europeia, anunciar a decisão tomada pela mesma.
Tendo em conta as últimas sondagens, a gente até percebe a “mãozinha” e a tentativa de refrear o consumo de “Guronsan” no mercado farmacêutico, mas isso é uma coisa, outra bem diferente, é com esta declaração, discreta mas muito significativa, procurar varrer da memória dos portugueses a mais brutal legislatura da Democracia portuguesa, plena de intencionalidade e fulgor punitivo sobre quem “vivia acima das suas possibilidades” e haveria de empobrecer à força – custasse o que custasse. Uma legislatura com laivos de sadismo, que se abateu sobre milhões de portugueses e que a memória perpetuará.
Ou será que o Presidente ainda não percebeu quem vivia afinal acima das suas possibilidades?!... Se pensa que assim pode reescrever a História com uma simples nota de rodapé, esquecendo os sacrifícios feitos pelos portugueses para tapar os “buracos” provocados pelos desmandos dos ladrões de bancos e afins, e também aqueles que apoiando o actual Governo - BE, PCP. e PEV - exerceram uma influência determinante na reversão de algumas das tremendas injustiças e malfeitorias herdadas para a obtenção destes resultados, está muito enganado.
Uma nota destas e nos moldes em que foi produzida, não fáz por isso qualquer sentido!... E mais não é, senão a tentativa do renascer – ainda que encapotada - da teoria do “arco da governabilidade”. O cansaço parece reinar em Belém…

11 maio 2017

- O MAIOR ACTO DE FALTA DE BOM SENSO E DO EXERCICIO DA DEMAGOGIA, OCORREU ONTEM NA A.R.

Ontem foi dia de "montar o circo" na Assembleia da República!... Principal protagonista, a senhora "euromilhões", também conhecida por Assunção Cristas. Ora vejamos: no debate quinzenal ali ocorrido, o Governo apresentou um projecto para duas novas estações do Metropolitano na capital – a inaugurar até 2022, e logo ali foi acusado de eleitoralismo e de estar a favorecer a campanha de Fernando Medina.
Os custos desta obra, dizem ser de 216 milhões de euros, com recurso a fundos comunitários e a um empréstimo a contrair junto do Banco Europeu de Investimento. O plano, prevê ainda a aquisição de 33 novas carruagens, num investimento estimado de mais 50 milhões de euros, bem como a remodelação de várias outras estações.
Este plano representa por isso um esforço de investimento e uma valorização para a cidade de Lisboa, mas como qualquer plano, pode e deve ser criticado para que sejam escolhidas as melhores soluções.
Porém, o anúncio das duas novas estações do Metropolitano por parte do Governo, serviu imediatamente de pretexto, para um dos mais ridículos exercícios de demagogia, quase ao nível do insulto à inteligência dos portugueses.
A ambiciosa jovem que dirige o CDS e que Paulo Portas foi descortinar não se sabe onde, e que em tempos e sem qualquer formação específica aceitou dirigir o Ministério da Agricultura, onde ficou conhecida como agro-Cristas, para além de não se fazer rogada, não fez a coisa por menos, e querendo dar nas vistas, ainda que através de um desbocado acto de ignorância ou de inteligência muito limitada, decidiu divertir a Assembleia da República, criticar o referido plano, e propôr não 2, não 10, nem 15, mas sim 20 novas estações.
Nem mais nem menos - 20 novas estações!... É claro, que os deputados-cassete do seu Partido aplaudiram. Ainda assim, poucas vezes assisti a tanta falta de senso e tanta demagogia na vida política portuguesa.
Assunção Cristas é uma mãos largas e não faz a coisa por menos, e ao "risote" geral, justificou-se chamando à sua proposta um "rasgo de ambição".
Grande Assunção!... Assim é que é. Agora para compôr o ramalhete, só faltava mesmo a Teresa Leal Coelho vir “botar discurso” e avançar com a proposta de não 20, mas sim 30 ou 40 novas estações para Lisboa. A que isto chegou!... Prometer é fácil, difícil mesmo é cumprir. E depois, é vê-la empertigar-se na AR.. Volta Paulinho “estás perdoado”…

09 maio 2017

- 9 DE MAIO | DIA DA EUROPA!... MAS QUE EUROPA?!...

O dia da Europa ou dia da União Europeia, é uma data comemorativa celebrada anualmente no velho continente a 9 de Maio. A data escolhida, reflecte o dia em que o estadista francês Robert Schuman avançou com a proposta de uma entidade europeia supranacional, proposta essa que viria a ficar conhecida como a "Declaração Schuman", e é hoje considerada como o embrião da actual União Europeia.
Também a 7, 8 ou 9 de Maio, consoante os países aliados e vencedores, se assinala o dia da rendição da Alemanha que pôs fim à Segunda Guerra Mundial, e se declara o fim formal da guerra mais trágica e mortífera de todas as guerras que há cem anos a esta parte, haviam tido origem numa Europa em permanentes convulsões, e se traduziram nas guerras entre 1914 e 1918 na qual Portugal participou, e posteriormente entre 1939 e 1945.
Em ambos os casos, o país na génese dos conflitos foi o mesmo. Houve muitas causas e ainda mais explicações para tudo o que aconteceu. Há culpas de todos os protagonistas, mas a responsabilidade principal cabe à Alemanha considerada num sentido cultural, pois formalmente até as fronteiras eram diferentes. Por isso e por mais que se pretenda usar de tolerância, não se pode nem deve passar uma esponja sobre o que aconteceu, sobretudo no segundo grande conflito, com os horrores dos campos de concentração e do holocausto. Uma coisa é procurar perdoar, outra bem diferente é esquecer...
Mas seguindo em frente, e passados que foram todos estes anos, o que nos oferece então essa nova Europa saída do holocausto e das cinzas da guerra, que se pretendia ou se pretende solidária?!... Actualmente muito pouco!... Tal como no passado, hoje é outra vez a Alemanha, agora reunificada, que procura a hegemonia se bem que sob a tutela económica e financeira, procurando recuperar por aí o que perdeu pelas armas.
Reconstruída com a ajuda dos aliados e dos neutrais, beneficiando de perdões de dívida e evitando até saldar contas de guerra, a Alemanha continua a ter dentro de si quem não aprenda, quem não procure emendar-se e "até olhe com alguma nostalgia para territórios que chegaram a integrar o Reich". Churchill terá dito, citando um general romano, que “os germanos ou estavam prostrados aos nossos pés ou nos estavam a apertar o pescoço”. A sua profecia foi tão natural como evidente, e hoje, já ninguém pode duvidar das suas palavras...
Antes do seu falecimento, Helmut Schmidt terá afirmado que "se estivesse no lugar de Merkel o que mais o preocuparia seria a hostilidade que a Alemanha vem gerando por toda a Europa". Tinha razão o antigo chanceler, mas infelizmente até entre nós, e lá pelo "norte", há ainda quem não pense assim, argumentando que a Alemanha de hoje, não encerra os perigos do passado, louvando até a capacidade de organização e trabalho do país e do seu povo, em contraste com os países do sul, que só pensam em "copos e mulheres".
Ora sendo assim, a pergunta que se impõe, é das razões objectivas porque tal acontece ou deixa de acontecer?!... E a resposta pode hoje ser dada, por gregos, portugueses, espanhóis, italianos, irlandeses e mais recentemente até por cipriotas e franceses.Todos em maior ou menor grau, são coagidos pelo poderio germânico.
É evidente que a dimensão económica, geográfica e demográfica da Alemanha a torna um factor essencial no eixo europeu, mas uma coisa é essa realidade e outra bem diferente é tentar ditar as regras que regem os outros Estados, nomeadamente os da União e especialmente os da zona Euro.
E sendo assim, esta não é, nem pode ser nos termos em que são desenvolvidas as suas politicas económicas, a EUROPA SOLIDÁRIA de que os europeus devem dispõr e lhes foi prometida. Para que a paz e a estabilidade perdurem e haja progresso, é preciso realinhar os equilíbrios.
Os políticos de hoje não têm - nem andam lá por perto - a dimensão histórica e política da geração de De Gaulle e de Churchill e também não estão à altura das de Mitterrand, Delors, Soares, González, Schmidt, Andreotti, ou de Kohl. De Macron, recentemente eleito e que se prepara para substituir Hollande, também pouco se poderá esperar, que não seja a tentativa de “arrumar uma casa”, que tudo o indica ficou feita em “fanicos” após o último acto eleitoral.
E o que aflige quem tenha um mínimo de memória histórica, é exactamente essa falta de dimensão, que permite constatar, que realmente a Europa está hoje perigosa – mesmo muito perigosa, e desprovida de princípios e de meios que barrem o populismo reinante e a utilização de "novas armas", sem que haja alguém que lhe faça frente.
Junho e Setembro, serão pois peças-chave para vermos como param as modas!... Uma coisa é porém certa: se nada fôr feito, a profecia decorrente do relatório Maldague que alguém se encarregou de destruir – poque não convinha, será uma realidade 42 anos depois. Tal como o mesmo referia, a escolha é clara: ou a comunidade e os Estados Membros têm a necessária lucidez e coragem para estar à altura da tarefa, ou continuando a aplicar as políticas que vêm desenvolvendo, resultarão numa série crescente de crises económicas, sociais e politicas, e num grande risco de que métodos autoritários possam gradualmente vir a controlar as nossas sociedades democráticas. A ver vamos…

08 maio 2017

E AGORA?!... MOREIRA OU PIZARRO?!...

Para qualquer leigo que olha para o panorama político português através dos vários meios de comunicação social e das redes sociais, constata de imediato dessa dessa leitura, que a imagem de autarca modelo de Rui Moreira, não é assim tão consistente como parecia ser, apesar da muita propaganda em torno das suas acções. Também verifico que a sua margem de manobra como vencedor incontestável nas próximas eleições autárquicas no Porto, parece não ser assim tão confortável.
E não estou a criticar a sua gestão no Município. Apesar de não ser um apaniguado de Rui Moreira, longe disso. Mas, face aos últimos acontecimentos políticos, apenas me revejo naquele ditado popular: Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades!...”
No meio disto tudo, parece-me porém que quem fica pior na fotografia é Rui Moreira. E fica pior, porque acaba de ver o homem que acabava de elogiar pelo seu excelente trabalho, ser candidato à Presidência da Câmara no dia seguinte.
Quem também se saíu bem neste volte-face foi Costa, que estancou de imediato e em menos de 24 horas, o burburinho que se poderia criar. Provavelmente depois das eleições, baralha-se e volta-se de novo a dar.