20 julho 2017

SERÁ QUE ESTA GENTE NÃO ENTENDE, QUE NEM SÓ OS CIGANOS "VIVEM À CUSTA DO ESTADO"!...QUANTOS CIGANOS RECEBEM SUBVENÇÕES VITALICIAS?!...

Ainda que à imagem de certos figurões que por lá gravitam o PSD possa parecer que não é nada, verdade se diga porém, que também  não é um Partido com cariz xenófobo!... Longe disso. Ainda assim, é precisamente esse o caminho escolhido por Pedro Passos Coelho ao apoiar o candidato Miguel Ventura, depois do dito ter proferido palavras racistas, caindo nas generalizações abusivas da praxe. Significa isto, que o apoio de Passos Coelho ao candidato à Câmara Municipal de Loures,  transforma o PSD num Partido que olha com bons  olhos para a discriminação racial. Ao apoiar um candidato que não só é racista como faz precisamente a apologia desta forma de discriminação, não pode ser considerado de outra forma. Mais um dia triste para o PSD, mas que creio vai servir-lhe como teste!... Ninguém nos pode garantir, que no futuro não venha a ser este o caminho considerado mais profícuo, para quem se encontra num asfixiante beco sem saída. Aparentemente é este móbil que sustenta um apoio tão obtuso.
De um modo geral, sabemos que esta liderança tem os dias contados, pelo menos até aparecer algum com mais um por cento de substância do que Passos Coelho, e claro está, menos desgastado. Sabe-se igualmente, que precisamente por essa razão e porque a insignificância passou a ser o horizonte, este líder e seus apaniguados estão dispostos a tudo, desde clamar pela vinda de entidades medievais, passando pelo aproveitamento político de desgraças e culminando naquilo a que a imaginação lhes permitir. O que não se sabia era até onde Passos Coelho estava disposto a ir para sobreviver. Agora sabe-se!... Está disposto a tudo, até no apoio a um académico ilustre, mas medíocre cidadão e execrável político, capaz de recorrer aos mais baixos instintos de um País que não se revê no cosmopolitismo e na diversidade de que o fascismo o preservou. O apoio de Passos Coelho ao defensor da prisão perpétua, é mais uma achega para o seu suicídio político. Só os fascistas do PNR o acompanharam. Para evitar um desastre nas eleições que se avizinham vale tudo, até incluir e aceitar um candidato racista perfilhando um populismo que está a fazer escola no outro lado do Atlântico.
E foi precisamente do outro lado que Passos Coelho foi buscar uma comparação. Há escassos dias o líder do PSD comparou António Costa a Trump. Muitos esboçaram um sorriso jocoso!... Mas menos piada terá esta revelação: afinal de contas Passos Coelho apresenta mais similitudes com Trump do que se esperava. Ao perfilhar e apoiar posições racistas como o inefável Presidente americano não se cansa de fazer. O desespero é isto, e ainda não vimos tudo.
Em jeito de conclusão e em abono da verdade, até se poderá dizer bem lá no fundo, que todos somos racistas!... Pela parte que me toca abomino os "gangues que delapidaram os bancos", os "ciganos que receberam comissões dos submarinos", os "esquimós que venderam as Águas de Portugal", os "árabes que privatizaram o sector dos transportes", os "beduínos que arruinaram os CTT`s", os "indianos que venderam os sectores de comunicações e energia", "os chineses que destruíram a CGD", os "índios que transformaram o País em reserva privada" e "os bandos de negros" que quiseram desmantelar o Estado, em especial, aqueles que cortaram salários e pensões e que excluiram os feriados do 1.º de Dezembro e do 5 de Outubro do calendário da Pátria. Mas desses, o tal Ventura e o seu chefe de fila que de venturosos têm “zero”, propositadamente ou não, esqueceram-se. Teremos por isso que lhes lembrar, que nem só os ciganos “vivem à custa do Estado”. Quantos ciganos recebem subvenções vitalicias e quem promoveu as privatizações que permitiu a toda a esta gente, fazerem-no também?!...

As subvenções recebidas pelos "ciganos": https://pt.scribd.com/document/321027960/Lista-de-beneficiarios-das-Subvencoes-Mensais-Vitalicias

18 julho 2017

PPD/PSD | O PARTIDO QUE FOI, MAS QUE JÁ NÃO É…

Não tem nada que saber e não há como escondê-lo!... A principal razão para o afundamento é esta: nunca antes de Pedro Passos Coelho, o PSD se tinha encostado tanto à direita, tornando-se garantidamente um Partido neo-liberal na verdadeira acepção do termo, e por conseguinte totalmente afastado da sua origem e da sua prática social-democrata sempre reafirmada por líderes como Sá Carneiro, Mota Pinto, Fernando Nogueira ou Manuela Ferreira Leite entre outros.
Mas há também outras razões!... Para concretizar os seus propósitos de grupo, Passos Coelho não hesitou por um lado em aliar-se a Paulo Portas, e pelo outro, em deixar-se ficar refém de um pequeno mas eficaz exército defensor das ideias derivadas do capitalismo laissez-faire surgidas na década de 80, as quais surgiram um pouco a reboque do liberalismo clássico e que ainda hoje advogam e têm como fundamento as políticas de liberalização econômica, designadamente no que diz respeito a privatizações, austeridade fiscal, desregulamentação, livre comércio, e o corte de despesas governamentais a fim de reforçar o papel do sector privado na economia.
E com Passos Coelho à cabeça, se bem o pensaram, melhor os levaram à prática!... Uma vez chegados ao Governo, não hesitaram em levar a cabo um programa político radical de mudança no panorama económico e social, construindo soluções sob o lema de “menor Estado, melhor Estado”, vendendo as melhores empresas sem se preocuparem com a devastação da economia e a promoção da pobreza no país. Quem não se lembra daquela tirada de Marco António Costa – “ou tens eleições no país ou no Partido”, ou do slogan – “temos que empobrecer”?!...
Pois é, poderá até haver quem passe, ou finja passar ao lado, mas a maioria esmagadora do povo não esquece e muito menos perdoa.
E não perdoa, porque nos seus quatro anos e meio de Governo, Passos Coelho ladeado do seu escudeiro Portas e do seu "indefectível exército" que minara todo o espaço politico e o próprio Partido, para além de cumprir totalmente toda a cartilha neo-liberal Thatcheriana, não hesitou sequer em promover politicas que como é sabido íam para além das exigências da Tróika. E o mais curioso, é que não contente com tudo isso, se preparava ainda para levar por diante a fase seguinte do seu programa, que passaria nomeadamente pela reestruturação do sistema de pensões e reformas, acentuando e agravando ainda mais a guerra de gerações que ele próprio e o seu também “exército” geraram nos últimos anos, atacando “forte e feio a peste grisalha”.
Quem não se lembra?!... O povo esse certamente não esquece, mas a arrogância paga-se cara e com juros. É o que hoje acontece...
E a sêde era tanta, que mesmo quando perdeu as eleições - ou mais precisamente, quando não foi capaz de formar Governo após ser indigitado Primeiro-Ministro por Cavaco Siva, Passos Coelho continuou a fazer “finca-pé” na mesma direcção política, apenas condescendendo em ser mais lento na sua execução para tentar amansar o PS, fazendo lembrar aqueles maestros que a certa altura dizem à orquestra, “toquem lá isso outra vez, mas agora mais baixinho”. Passos, nunca percebeu, nunca fez por isso, ou simplesmente não quis perceber, que em Portugal, onde vigora o Parlamentarismo, o Primeiro-Ministro não é eleito, e que juridicamente umas eleições legislativas servem para eleger Deputados em cada círculo eleitoral para a Assembleia da República e não para eleger um Primeiro-Ministro.
E nunca percebeu também, pese embora se reconheça a personalização e o fenómeno fáctico dos chamados “candidatos a Primeiro-Ministro”, que esta figura não existe na nossa Constituição da República, e que igualmente nem sempre é verdade que o Partido mais votado forme Governo, bastando existir uma maioria de Partidos com um acordo pré ou pós eleitoral formando uma maioria parlamentar, para que tal possa ocorrer.
Mas mesmo assim, e quando percebeu que iria perder o Poder e ser remetido para a Oposição, Passos Coelho voltou a cometer mais um erro. Um erro, ao não hesitar mais uma vez em aproximar-se ainda mais ao CDS/PP, que havia feito o negócio do século, ao conseguir manter um Grupo Parlamentar sensivelmente igual ao que vinha de trás, em vez de voltar à dimensão de táxi.
Com esta táctica, acrescida da decisão de rejeitar sempre qualquer entendimento futuro com o Governo de António Costa, Passos Coelho voltou a radicalizar o PSD, acantonando-se totalmente à direita. A direita mais à direita que já se viu no Portugal desta III República, fundindo na prática o seu Partido com o CDS/PP, que é quem domina ideologicamente o tal espaço da direita em que se concentram hoje os dois partidos. As recentes atitudes xenófobas do candidato à Câmara de Loures que já levou o mesmo CDS/PP a retirar-lhe o seu apoio, ou os “vivas a Salazar", são a prova inequívoca de que a cartilha da “tralha” que impestou e impesta o Partido Social Democrata se mantém bem viva. É por isso que o povo não lhe perdoa…
Dito isto, é por isso manifestamente natural que toda esta estratégia de oposição sistemática e de rancôr, venha a ter continuidade nos resultados das sondagens que colocam o PSD nos níveis mais baixos de sempre e que ainda perdurarão durante um tempo razoável, o que quer dizer, que se António Costa souber consolidar-se e levar a água ao seu moinho - e já se percebeu que é pessoa para isso, engordará ainda mais, ao “comer as entranhas” dos desiludidos do Partido de Sá Carneiro, ganhando cada vez mais o espaço político do “velho PSD”.
Enquanto isso, e como forma de combate ao tal definhamento, ao PSD restar-lhe-à a sua reconstrução para voltar a ser o Partido verdadeiramente representativo de uma sociedade interclassista, em que sob o laranja e as setas simbólicas, se juntem quadros, trabalhadores, profissões liberais, gente da administração pública, da sociedade civil, jovens e velhos decididos a reformà-lo em nome do progresso, sem dividir e muito menos excluir.
Este é pois o caminho de quem tiver a coragem para desafiar o status em que o PSD foi enterrado, descaracterizado e despersonalizado nos últimos anos por um grupo que no seu interior, ou em nome de alianças espúrias, aniquilou e destruiu praticamente todos os seus valores.
O PSD tem de optar entre uma mudança, ou uma insistência no mesmo desvario neo-liberal. Se escolher a primeira via, retoma o seu papel matricial na sociedade portuguesa e alternará com o PS. Se optar pela segunda, terá verdade se diga, sempre garantidos menos que 25% dos votos que a última sondagem da Aximage lhe atribuíu e que não servirão para rigorosamente nada, a não ser que venda sempre a sua história ao desbarato e aceite qualquer papel.

O PSD jamais poderá seguir o percurso actual, servindo causas e interesses que nunca foram os seus!... Há outras vias e outros caminhos como aqueles de que fala o próprio Hino de um Partido - Pão, Paz, Povo e Liberdade…
A PROVA PROVADA PORQUE O PSD SE AFUNDA CADA VEZ MAIS NAS SONDAGENS, ESTÁ HOJE À VISTA DE TODOS...

A ARTE DE ASSUNÇÃO EM TRANSFORMAR POLITICA POSITIVA EM NEGATIVA...

Na sua ainda curta carreira política, a Presidente do CDS tem procurado ganhar a notoriedade de que precisa para ter votos, isto porque sem eles obviamente nunca mais chegará ao poder, muito menos terá o apoio dos seus colegas de Partido. Por isso tem tido uma vida um tanto ou quanto difícil, já que para além da vida político-partidária ser muito dura, é igualmente cruel para quem não vence. E a grande verdade é que a senhora não está a vencer, como as sondagens vão dando mostras.
Habituados a terem lugares - tachos e tachinhos - no aparelho do Estado, por fazerem parte daquela solução a que chamaram "arco da governação", os militantes do CDS desesperaram com a solução governativa de António Costa, não só pela natureza da sua consistência, mas também por verificarem, que por cada dia que passa, mais os afasta da esfera governativa e das benesses a que estavam habituados.
Hoje, o CDS está prisioneiro da sua pequenez e da falta de notoriedade e de currículo da sua líder. Então vai daí, a jovem e muito ambiciosa Cristas decidiu espalhar cartazes pela cidade de Lisboa com a sua fotografia associada ao slogan Política Positiva. Esperavam-se ideias e propostas bem diferentes do demagógico anúncio da criação de mais vinte estações do Metropolitano e de uma cidade onde a existência dos "sem-abrigo" fosse igual a zero. Só que propostas com consistência, nem uma para amostra. Depois da ligeireza de avançar para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa, convencida que os seus antigos colegas do PSD a apoiariam, e falhada que foi essa jogada, Assunção Cristas está cada vez mais sózinha e já não convence ninguém com aquele slogan mentiroso d’A nossa Lisboa - aliás Cristas nem sequer é lisboeta.
Com a tragédia de Pedrógão, o roubo de Tancos e muitos outros incêndios, Cristas não perdeu a oportunidade e até já esqueceu a tal Política Positiva que fáz parte do seu cartáz de propaganda, substituindo-a pela Política Negativa ou do bota abaixo, que tem tido larga difusão nas televisões, onde aparece todos os dias, quase sempre a dizer disparates, a insultar António Costa e a dizer mal de todos e de tudo, o que mostra a sua ignorância relativamente ao nosso país.
De facto, há muitos problemas estruturais no nosso país, cuja resolução foi adiada durante muitos anos, incluindo os quatro anos e meio em que Cristas tutelou a floresta portuguesa e onde não deixou de colocar os seus correlegionários que ainda lá estão com os resultados que se conhecem e de que o SIRESP é exemplo, ao ignorar a auditoria de 2014, que apontava para a correcção de diversas anomalias.  Recomenda-se por isso à senhora, que tenha mais bom senso, que se lembre do que fez ou não fez quando governou, e que se deixasse da gritaria que nada resolve. Já ninguém tem paciência para a ouvir, designadamente pela forma lamentável como se aproveita desta tragédia para fazer política.

14 julho 2017

PLAGIAR É FEIO SENHOR PASSOS COELHO...

O debate do Estado da Nação não foi brilhante para os partidos da direita, centrados apenas que estavam na ideia do enfraquecimento do Estado depois de Pedrogão e Tancos. Em bom rigor, ninguém estaria verdadeiramente à espera de um discurso brilhante por parte de Passos Coelho ou de Assunção Cristas, mas não era necessário plagiar, não era preciso chegar a esse ponto. Mas foi precisamente isso que Passos Coelho fez, ao socorrer-se de passagens de um texto colocado por Poiares Maduro nas redes sociais. Passos Coelho, copiou oito parágrafos de um texto do seu antigo Ministro.
Dir-se-á que esse facto não merece importância, que se trata de mais um exercício de crítica pela crítica e que tudo ficou em casa, tendo até em conta que Poiares Maduro foi Ministro do Governo de Passos.  Os seus apaniguados referem que se tratou de um contributo, e que aparentemente é natural que esses ditos contributos prescindam de qualquer referência ao nome do contribuidor.
Contudo, importa relevar que criticar Passos Coelho não é um desporto nacional. Trata-se pelo contrário, de sublinhar a importância que os Partidos da Oposição têm no actual contexto democrático.E sendo assim, será pois pacifico pensar que o país precisa de um outro líder da Oposição!... O país prescinde já de tanta mediocridade, que não necessita de alguém empenhado em aproveitar tudo politicamente, incluindo hipotéticos suicídios; o país prescinde de tanta mediocridade, que não precisa de alguém que recorra  ao ponto de copiar pura e simplesmente o que não é da sua autoria, sem sequer citar o autor. Este gesto do ex-Primeiro-Ministro, por muito inócuo que possa aparentar ser, não deixa de revelar toda essa mediocridade que inquinou a Oposição, inviabilizando os equilíbrios de que as democracias também se alimentam. Não!... Criticar Passos Coelho não é um desporto nacional. Nem tão-pouco é suficiente pedir mais do Governo enquanto se esquece a importância dos Partidos da Oposição. A democracia só tem a ganhar com esse escrutínio e com essa maior exigência. Passos Coelho mostra estar manifestamente aquém do que se exige do líder do maior Partido da Oposição. De resto, não se pode esperar muito de quem anseia pelo Diabo.
Ora é exactamente por tudo isto, que a direita não consegue estar de acordo com o país!... Quer demissões e os portugueses não querem. Quer novos Ministros e os portugueses não querem. Diz mal do Governo e a maioria do país não diz. Ataca a Geringonça e a maioria do país bate palmas a Costa. Em suma, com esta oposição António Costa pode dormir descansado por muitos berros que a direita dê em toda a comunicação social que domina e controla, mesmo a pública como a RTP, e a qual usa e da qual abusa de forma cada vez mais descarada. 

FRANÇA | 14 DE JULHO DE 1789 – REVOLUÇÃO FRANCESA COMEÇA COM A QUEDA DA BASTILHA EM PARIS.

A tomada da Bastilha em 14 de julho de 1789, foi o dia da vitória do povo francês contra a monarquia e o início de uma nova era. De então para cá, a data passou a ser consagrada como o dia da liberdade e de festa da República Francesa. A história é já por demais conhecida!... O que não é assim tão conhecido, é que foram as respectivas consequências, que modelaram o pensamento moderno. O 14 de Julho é ainda hoje festejado em toda a França com toda a pompa e circunstância, e a herança do Iluminismo que daí adveio, constituíu-se como património de todos os cidadãos que se revêem nas instituições democráticas e republicanas.
República Sempre

- A HISTÓRIA
Os parisienses exasperados pelas restrições e o imobilismo do rei Luis XVI revoltam-se. À procura de armas, invadem  o Hôtel des Invalides e depois  dirigem-se à prisão da Bastilha. O governador De Launay que possui as chaves da fortaleza é forçado a entregá-las aos insurgentes. Todavia, certos revolucionários conseguem atravessar as muralhas e De Launay ordena que se abra fogo. Mais de 80 parisienses são mortos. No final da tarde, o governador capitula e uma hora mais tarde é fuzilado. A tomada da Bastilha em 14 de Julho de 1789 assinala o ponto de partida da Revolução Francesa, uma década de distúrbios políticos e terror, em que o rei Luis XVI foi destronado e dezenas de milhares de pessoas inclusive a sua mulher Maria Antonieta foram executadas na guilhotina. O símbolo do arbítrio real cai. O Antigo Regime vai chegando ao fim.
A Bastilha foi originalmente construída em 1370 como uma fortificação para proteger as muralhas de Paris contra um ataque dos ingleses. Transformou-se mais tarde numa fortaleza independente e o seu nome “bastide” foi mudado para Bastille. A Bastilha foi utilizada primeiramente como prisão estatal no século XVII e as suas celas foram reservadas para os delinquentes das classes abastadas, para os agitadores políticos e para os espiões. A maioria dos prisioneiros estava ali sem que houvesse um julgamento sob ordens directas do rei. Medindo 35 metros de altura e rodeada por um fosso de quase 3 metros de largura, a Bastilha mostrava-se como uma imponente estrutura no panorama urbano de Paris. 
Por ocasião do Verão de 1789, a França movia-se rapidamente em direcção à revolução. Ocorreu severa escassez de alimentos naquele ano e o ressentimento popular contra o governo do rei Luis XVI transformara-se em verdadeira fúria. Em Junho, o Terceiro Estado que representava a plebe e o baixo clero, declara-se em Assembleia Nacional e clama pela redacção de uma constituição. Inicialmente parecendo ceder, Luis XVI legaliza a Assembleia Nacional porém cerca Paris de tropas e demite Jacques Necker, um ministro de Estado popular que defendia abertamente as reformas. Em resposta, multidões começam a manifestar-se nas ruas de Paris comandadas por líderes revolucionários.
Bernard-Jordan de Launay, o governador militar da Bastilha, temia que a sua fortaleza pudesse ser alvo dos revolucionários, tendo solicitado urgentes reforços. Uma companhia de soldados mercenários suíços chegou em sete de Julho a fim de reforçar a sua guarnição de 82 soldados. O Marquês de Sade, um dos poucos prisioneiros da Bastilha à época, foi transferido para um asilo de loucos após a tentativa de incitar uma pequena multidão que se encontrava em frente à sua janela ao gritar: "Estão a massacrar os prisioneiros; vocês precisam vir e libertá-los." Em 12 de Julho, as autoridades reais transferiram 250 barris de pólvora para a Bastilha do Arsenal de Paris, que era muito vulnerável ao ataque. Launay trouxe os seus homens para dentro da Bastilha, erguendo as duas pontes levadiças.
Em 13 de Julho, revolucionários empunhando mosquetes começaram a atirar aos soldados que montavam guarda às torres da Bastilha e procuraram abrigar-se no pátio da fortaleza quando os homens de Launay passaram a responder. Naquela noite, multidões irromperam no Arsenal de Paris e outro depósito de armas e tomaram milhares de mosquetes. Ao amanhecer de 14 de Julho, uma grande multidão armada de mosquetes, espadas e diversas armas improvisadas começou a reunir-se em torno da Bastilha.
Launay recebeu uma delegação de líderes revolucionários, porém recusou-se a entregar a fortaleza e as suas munições como lhe era exigido. Mais tarde recebeu uma segunda delegação e prometeu não abrir fogo contra a multidão. Para convencer os revolucionários, mostrou-lhes que os canhões não estavam carregados. Ao invés de acalmar a agitada multidão, a notícia de que os canhões não estavam activos encorajou um grupo de homens a escalar o muro externo, chegar ao pátio interno e baixar a ponte levadiça. Trezentos revolucionários invadiram a fortificação. Os soldados de Launay assumiram uma posição defensiva. Quando a multidão começou a tentar baixar a segunda ponte levadiça, Launay ordenou que os seus homens abrissem fogo. Cerca de 100 manifestantes morreram ou ficaram feridos.
Num primeiro momento, o contingente de Launay mostrou-se capaz de conter e afastar a multidão, contudo mais e mais parisienses convergiam para a Bastilha. Cerca de 3 horas da tarde, chega uma companhia de desertores do exército francês. Os soldados, ocultados pela cortina de fumo de uma fogueira alimentada pelos manifestantes, posicionaram cinco canhões e assestaram como alvo a Bastilha. Diante da circunstância, Launay ergueu uma bandeira branca de rendição numa haste da fortaleza. Launay e os seus homens foram feitos prisioneiros, a pólvora e os canhões foram tomados e os sete prisioneiros da Bastilha, libertados. Ao chegarem ao Hotel de Ville, onde a prisão de Launay deveria ser ditada por um conselho revolucionário, o governador da Bastilha foi afastado dos seus acompanhantes por gente do povo e morto.
A Tomada da Bastilha simboliza o fim do Antigo Regime e proporcionou à causa dos revolucionários franceses um irresistível momento. Apoiados pela esmagadora maioria do exército francês, os revolucionários assumiram o controlo de Paris e a partir daí dos arredores, forçando o rei Luís XVI a aceitar um governo constitucional. Em 1792, a monarquia foi abolida e Luís XVI e sua mulher Maria Antonieta foram levados à guilhotina por traição em 1793.
Por ordem do novo governo revolucionário, a Bastilha foi derrubada. Em 6 de Fevereiro de 1790, a última pedra da odiada prisão-fortaleza foi apresentada à Assembleia Nacional. Actualmente, - o dia 14 de Julho – dia da Queda da Bastilha – é celebrado como o maior feriado de França. 

Fonte: Opera Mundi

13 julho 2017

- O QUE NOS DISSE O DEBATE SOBRE O ESTADO DA NAÇÃO: AFINAL A “CRISE” MORA NO GOVERNO OU NA OPOSIÇÃO?!...

Decorreu durante toda a tarde de ontem na Assembleia da República, o debate sobre o Estado da Nação que coloca um ponto final nesta sessão legislativa.
Durante o mesmo, aquilo a que assistimos, foi por um lado, ao inequívoco apoio de PCP e do BE a António Costa e ao seu Governo assente no principio que governa para os portugueses e não apenas para alguns, e pelo outro, a um facto não menos importante que é o do clima de confiança reinante, que nos permite acreditar que no futuro próximo continuaremos a ter políticas que vão ajudar o povo a viver sem jugos e com esperanças num futuro melhor.
António Costa – como refere hoje a imprensa internacional, nem sequer precisou dos deputados socialistas para sair reforçado deste debate. E não precisou, porque no que à Oposição diz respeito, assistimos como já vem sendo hábito, a mais do mesmo: a um discurso populista de gente completamente desorientada, mal educada e sem o menor rasgo de clarividência e de propostas que visem um futuro melhor para o país e para os portugueses.
A tàctica foi simplesmente a do bota-abaixo, e o “campeão”- como não podia deixar de ser, foi o sempre cinico Luis Montenegro, quem sabe já a pensar noutras andanças, agora que irá ser relegado para as filas traseiras da bancada “social-democrata”.
Mas as contingências do “jogo” não se ficaram por aí!... Chamar “cobarde” a um Primeiro-Ministro, ou falar de assinaturas levianas de diplomas, esquecendo que foi Assunção Cristas quem admitiu ter assinado diplomas de cruz e sem ler enquanto "andava a banhos", só poderia mesmo sair da boca de quem porventura se tenha aproveitado do facto do bar da Assembleia da República ter estado aberto em permanência durante os trabalhos e em saldos.
Deixando porém para trás estes tristes exemplos, as estrelas da tarde, ainda que por motivos diferentes, acabariam mesmo por ser Assunção Cristas e Passos Coelho.
No que diz respeito à primeira - candidata à Câmara de Lisboa, deve ter aprendido (se a ganhar), que o simples facto de um qualquer municipe sair de casa, deixar a janela aberta e esta fôr assaltada, tal não é motivo suficiente para pedir a demissão do Chefe da Esquadra lá do do bairro. E o mesmo se aplica a Ministros!... Agora, desautorizada que foi, cabe-lhe o óbvio: apresentar uma Moção de Censura ao Governo tão depressa quanto possível para mostrar o que vale. Sob pena de ser considerada uma politica de "aviário", não lhe resta outra alternativa... 
Quanto ao segundo e como já vem sendo hábito, mais nada disse senão inanidades. Como sempre, o seu discurso apenas veio confirmar aquilo a que já nos habituou – navegação à vista.
Pior do que isso porém, foi utilizar um incêndio catastrófico e o roubo de material militar de um paiol, como armas de arremesso politico e presentear-nos com um discurso construído com frases rebuscadas na página pessoal de um seu antigo Ministro sem o citar.
É sobejamente conhecido, que Passos Coelho foi um “cábula” ao longo da sua carreira académica!... Porém, a um ex.Primeiro-Ministro e hoje chefe da Oposição, exige-se muito mais.
E assim vai o “reino da geringonça”, já com sêlo de garantia para mais uma sessão legislativa.