O que ontem se passou na
Academia do Sporting, em Alcochete é gravíssimo e pode querer dizer que a
loucura em que se transformou o futebol em Portugal bateu no fundo - se é que
tem fundo. E não foi apenas “chato”
como descarada e cinicamente referiu o ainda arrogante e louco Presidente do
Sporting Clube de Portugal!... Foi isso sim, o dia mais negro que atingiu uma
Instituição digna e centenária, que já o era antes de Bruno Carvalho e da seita
donde provém lá terem chegado. O legado que esta gente - se é de gente que se
trata - deixa no clube, é o de um Presidente que fomenta o ódio e de um número
restrito de adeptos que espalham o terror, agredindo jogadores dentro das
instalações do clube que é de todos, e não apenas do “senhor” Bruno de Carvalho
e dos seus correlegionários. O que se espera agora do
sucedido, é desde logo e em primeira instância, que o Sporting “limpe a casa” e
resolva os seus problemas, a começar por se livrar do clima INSUSTENTÁVEL QUE O
SEU PRESIDENTE INSTALOU no seio do clube, e dele próprio.
Bruno de Carvalho
premeditou tudo!... Premeditou o discurso bélico que vem usando e do qual fez
eco no jornal Expresso antes do jogo com o Maritimo; premeditou a sua ausência
na Madeira, para daí poder tirar dividendos se as coisas não corressem bem; e
premeditou até a manipulação dos sócios e adeptos, ao afirmar que o SCP perdera
24 milhões que já estavam CONTABILIZADOS - contando com o ovo no cú da galinha
-, quando toda a gente sabe, que o Clube estava tão próximo do 2.º, como do 4.º
lugar da classificação, e que caso chegasse a 2.º, para chegar à Liga dos
Campeões ainda teria que disputar a 3.ª pré-eliminatória e o play-off de
acesso. A isto chama-se manipulação das “massas”…
Depois aquilo que se
espera também, é que este caso venha a servir como exemplo!... E para servir
como exemplo, é preciso que o poder político enfrente de vez as alarvidades que
reinam no futebol, sancionando severamente todos os comportamentos socialmente
inaceitáveis, criando instrumentos que impeçam o acesso aos recintos
desportivos de todos os adeptos que façam da violência o seu modo de vida; não
“fechar os olhos e os ouvidos” às declarações de incitamento à violência dos
dirigentes; não ignorar a promiscuidade existente entre a política e o futebol;
e finalmente, actuar através da regulação sobre as televisões, no que respeita
à pouca vergonha dos programas de supostos debates sobre o futebol, que são
transmitidos a toda a hora e a todo o momento, pondo em causa, se necessário
for, as licenças que lhes estão atribuídas.
Se o que ontem se passou
em Alcochete servir para isto, em VEZ DO DIA MAIS NEGRO DA HISTÓRIA DO SPORTING
CLUBE DE PORTUGAL, este poderá ser um dos dias mais importantes da História do
Futebol no país – por sinal hoje Campeão da Europa e em vésperas de disputar o
mundial na Rússia. O desafio é grande!... Haja coragem…







