06 setembro 2018

“QUO VADIS” OPOSIÇÃO DESTE PAÍS?!...


Após três anos de Governo do Partido Socialista, com o apoio parlamentar do PCP, Bloco e Verdes, a direita chegou a uma conclusão que não pára de a atormentar – a ausência de antídotos. Quando governou, estava tão convencida da inevitabilidade da austeridade, que actualmente e face às politicas seguidas pelo executivo e seus pares, ainda não se encontrou consigo própria, muito menos  com um programa que a possa guindar de novo ao Poder.
No PSD, Rui Rio tem consciência do estado de alma do seu Partido, hoje acomodado, tanto a nível de direcção, como localmente – aliás, localmente e em determinados lugares nem sequer sabe se ainda existe. Resta-lhe estar burocratizado e disponível para lutas internas, e por postos que assegurem a vidinha aos seus membros, designadamente àqueles que se mobilizam em torno do líder, alimentando a esperança de não serem esquecidos na hora de fazer as contas. Depois, vem a desconfiança!... A aproximação de Rio ao PS - que por acaso até conta com alguma gente dentro dos socialistas, constitui para os anteriores círculos dirigentes do PSD uma “traição á pátria” e ao projecto “passista” que defenderam no passado recente, pois a tal se verificar, sabem que não têm, num eventual bloco central, lugar reservado. E é isso que os une - o galope contra essa possibilidade e a aposta na continuidade da senda neoliberal.
Ora foi exactamente por tudo isto, que Santana abandonou a “família”, para se arvorar em ser o único e legítimo filho do que alegadamente - segundo o seu discurso populista - era o PPD de Sá Carneiro. Esqueceu porém Santana, que os cismas foram já vários sobre o verdadeiro pensamento do seu fundador, e que nenhum vingou, porque todos eles eram falsos como Judas.
Mas como sempre “gostou de andar por aí”, congeminou que pode ter um resultado eleitoral para lhe dar capacidade de contar na cena política, o que obviamente não sucederia com Rio, que tal como um dia aconteceu como já referido Sá Carneiro, sempre quis ver-se livre do “menino”. É que a Santana não lhe basta – nunca lhe bastou - um cargo proeminente em qualquer instituição pública. Não!... Santana quer sempre mais, muito mais, e esse mais, o PSD de Rio não lho dava agora nem no futuro próximo. Santana, Pedro Duarte, Carreiras, Hugo Soares, Montenegro e outros, largaram por isso fogo no PSD, e agora, são já tantos os incendiários que o “chefe” enfrenta, que só “com a ajuda de meios aéreos” vai conseguir – se conseguir - resolver tais demandas. Enquanto isso e noutra onda, vai tentando de per si e a custo, apagar outros focos, fazendo desta malfadada época dos incêndios, a sua oposição ao Governo.
Mas o PSD não está só nesta onda!... O CDS por sua vez, está também tolhido. Coitada da Cristas!... A visibilidade que Portas lhe deu no Governo de Passos, vira-se agora contra o próprio Partido, ainda que a senhora nos dias que correm, proclame tudo e o seu contrário do que aprovou no Governo de que fez parte. Foram os cortes nos salários, nos subsidios e pensões de reforma, foram os aumentos nas taxas moderadoras, o corte nos dias de férias, o aumento da carga de horas de trabalho na função pública, a extinção dos Guardas Florestais, os cortes nas quotas do pescado, a malfadada lei do arrendamento que levou pessoas singulares e colectivas à insolvência, a reforma dos tribunais afastando os cidadãos da justiça, as privatizações sem rei nem roque vendendo tudo ao desbarato, e até o pavor que era viver sob o chicote dos “mandarins” impiedosos, tendo em conta que todos os dias os bilionários tinham boas notícias e o resto da população tudo e o seu contrário. Foi o período em que uma ínfima minoria ficou mais rica e a imensa maioria com menos rendimentos, e foi o período em que se espalhou deliberadamente a pobreza, que poderia ter até reflexos ainda mais graves, se o seu compromisso com Bruxelas relativo ao corte de 600 milhões de euros aos reformados não tivesse sido travado pelo actual Governo. Tudo isto não pode ser esquecido, e hoje, enquanto o PSD lambe as feridas, o CDS sem vergonha e arrogantemente chega-se à frente sem qualquer nexo nas críticas ao Governo. Depois, enquanto Rio ensaia o Bloco Central, o CDS preterido demarca-se, marcando o seu próprio terreno, cavalgando a crise do parceiro de tantas ocasiões para ganhar estaleca e procurar “namoriscar” outros que andam por aí. Porém, não parece que venha a ter sorte, ainda que possa surpreender o facto de um Partido como o PSD se encerre dentro de si próprio por falta de um programa que una quadros e dirigentes. Rio bem tenta unir as suas “tropas” e fazer da aproximação ao PS um guião rumo ao Bloco central, mas o terreno está minado.
Em conclusão: é algo inesperada a incapacidade destes Partidos terem um programa e um guião para apresentarem. Vivem dos incêndios, dos roubos de armas, da degradação da ferrovia que o colega de Cristas, Manuel Queiró desbaratou, do que a imprensa publica para chamarem Ministros ao Parlamento ou solicitarem a formação de Comissões de Inquérito e pouco mais. Pobre Oposição, que nem sequer ousa ter vida própria. Como dizia o seu protector Cavaco - chocam com a realidade…

A DEMISSÃO TARDIA E A MÁS HORAS DE RICARDO ROBLES; O "TIRO NO PÉ" DE CATARINA MARTINS; E A HIPÓCRISIA DO "CENTRÃO E DA DIREITA"...


Diz-se por aí, que Ricardo Robles, então vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa, adquiriu em hasta pública, um prédio na zona histórica de Lisboa que foi pertença da Segurança Social, por 347 mil euros.Muito bem!... Até aqui nada de anormal. Diz-se também, que no dito prédio realizou obras de requalificação no valor de 650 mil euros e que posteriormente o colocou no mercado para venda, pelo montante de 5,7 milhões de euros. Tudo normal para qualquer cidadão comum, que tem todo o direito não só de rentabilizar o seu património, como de enriquecer – desde que tudo seja feito de acordo com as Leis do Estado. Só que aqui o caso é diferente!... E sendo diferente, o Vereador não poderá nunca usufruir ao mesmo tempo de “sol na eira e chuva no nabal”!... Ou opta pela sua condição de cidadão comum e é livre de fazer os seus negócios como muito bem entender, ou escolhendo a politica fica sujeito aos principios ideológicos que determinaram a sua escolha e permitiram a sua eleição, mediante o voto dos cidadãos que em si acreditaram. Ora Ricardo Robles não fez isso – e pior, misturou “alhos com bugalhos”, propondo-se “navegar em ambas as águas ao mesmo tempo”, seguindo o velho lema, “olha para o que eu digo, não olhes para o que faço”. Depois, após o despoletar público do caso – por todos conhecido, Catarina Martins e o próprio Ricardo Robles, vieram afirmar que o Vereador não tinha feito nada de errado. Porém, face à pressão mediática, “deram o dito por não dito” e Robles apresentou a sua demissão e segundo algumas notícias, também de todos os cargos políticos no Partido.
Conclusões: de facto, do ponto de vista processual - excluindo eventual confirmação de notícias que afirmam que Ricardo Robles não cumpriu totalmente, obrigações fiscais motivadas pela ampliação do imóvel - não há nada de errado no caso. Um cidadão, situe-se em que área politica se situar, adquire determinada propriedade de forma claramente legítima e transparente, recupera-a, e face àquilo que é o mercado imobiliário tem todo o direito a vendê-la realizando mais-valias. Onde é que está a dúvida?!... Este, é pois um processo natural em qualquer sociedade e para qualquer cidadão investidor e por conseguinte nem sequer devia ser noticia, ou então devia ser uma não noticia. Porém a realidade é outra!... E aqui é que a “porca torce o rabo”, ganhando o caso contornos do ponto de vista da ética política. E porquê?!... Porque o dito – agora ex.Vereador, foi pelo menos desde as eleições de Outubro de 2017, um dos fortes porta-vozes bloquistas da bandeira ideológica no combate à especulação imobiliária, ao descontrolado aumento do alojamento local, à gentrificação dos centros históricos nas grandes cidades, e às políticas nacionais para a habitação. Ora é exactamente deste “confronto”, que deriva da crença político-ideológica, e a forma como ocorreram os factos, que permite concluir a qualquer cidadão isento, que Ricardo Robles errou. E errou de forma contundente!... Qualquer politico que se preze, não pode – não tem esse direito, de apregoar uma coisa e na prática, ter comportamentos exactamente opostos, retirando-lhe toda a legitimidade politica. Numa Assembleia Municipal, Ricardo Robles nunca mais teria – sob pena de chacota, moral para defender o que sempre defendeu, e sendo assim a sua demissão só pecou por tardia. O problema, é que agora o caso ultrapassou já a esfera pessoal ou individual e “sobrou” para o Bloco de Esquerda, por mais que Catarina Martins tenha querido desviar as atenções, utilizando um discurso totalmente despropositado, que veio enfatizar ainda mais a realidade. Dito de outro modo: um verdadeiro tiro no pé, que em dois ou três dias de forte exposição mediática, conseguiu fazer mais pela queda da máscara populista de um político, que muitos anos de combate e confronto ideológico. Ricardo Robles demitiu-se por isso tarde e a más horas, e Catarina Martins, não se deveria ter prestado ao que se prestou!... Deveria pelo contrário ter “pegado o touro e retirá-lo da arena”. Se o tivesse feito, teria concerteza marcado pontos e nem um nem outro teriam causado embaraços ao BE, deixando até de contribuir para o espectáculo miserável protagonizado pela direita indignada – vejam lá, com o comportamento do deputado e vereador. Direita indignada para quem problemas destes sobram por aí - politicos e até não políticos, ao ponto – se calhar, de muitas figuras do PSD, do PS ou do CDS deverem estar "engavetados" se a justiça funcionasse neste país. Ou será que alguém ignora os arguidos envolvidos em escândalos de milhões que envolvem verbas dos contribuintes e se andam por aí a pavonear, recusando demitir-se dos seus cargos alegando inocência, e na primeira oportunidade voltam a candidatar-se aos lugar de onde deveriam ter sido exonerados para toda a vida?!... E a esses importa perguntar: Como é que essa gente que usa todos os mecanismos que a Lei lhe proporciona para atrasar os processos até chegar o tempo da prescrição, ainda tem lata para condenar um problema politico como o de Ricardo Robles?!... Como diria Bento da Cruz - o maior escritor Barrosão de todos os tempos, a um Homem “até aos trinta anos exige-se-lhe ser valente, e depois dos trinta ser honrado”. Neste caso, nem ninguém foi valente, muito menos honrado. Pessoalmente e no que me diz respeito, prefiro chamar os "bois pelos nomes" dôa a quem doer...

29 junho 2018

O TRIBALISMO NÃO VINGOU E FOI ESCORRAÇADO DE ALVALADE!...


O Sporting Clube de Portugal é um clube português, eclético por natureza e multi-desportivo. Foi fundado a 1 de Julho de 1906, tem sede em Lisboa no Complexo Alvalade XXI e é um dos chamados "três grandes" do futebol português, com mais de 160.000 sócios registados, cerca de 3,5 milhões simpatizantes em território nacional, e muitos outros a nível mundial.
Até aos dias de hoje, transcorrido mais de um século de existência, as equipas e atletas do Sporting ganharam nove medalhas olímpicas - duas de ouro, seis de prata e uma de bronze. O Clube conquistou 29 taças europeias em cinco modalidades distintas, bem como diversos títulos nacionais e distritais.
No Museu Mundo Sporting, encontram-se em exposição mais de duas mil taças e troféus de trinta e duas modalidades desportivas, que reflectem a riqueza do percurso do clube, com objectos históricos desde o já longínquo ano de 1902, até à actualidade.
Apesar de competir em vários desportos, o Sporting é porém mais conhecido, sobretudo pela sua equipa principal de futebol, que foi campeã nacional da Liga Portuguesa por 18 vezes, sendo também detentor de 16 Taças de Portugal, 19 Campeonatos de Lisboa, 8 títulos da Supertaça Cândido de Oliveira e 1 Taça da Liga, num total de 66 títulos nacionais até à época de 2017-18.
Internacionalmente, o Sporting venceu a Taça dos Vencedores de Taças em 1963-64, caso único no panorama desportivo português, foi vice-campeão da Taça UEFA 2004-05, e campeão da Taça Ibérica em 2000. Ocupa actualmente a 37.ª posição do ranking de clubes da UEFA e o 78.º lugar no ranking IFFHS.
Mas não há bela sem senão!... Nos últimos meses, a tese de que o tribalismo social anda por aí e vem pela mão do populismo desportivo - em particular do mundo do futebol profissional, confirmou-se. O que se passou na Academia de Alcochete e na semana que antecedeu a final da Taça de Portugal, foi grave demais para ser relativizado.
Primeiro, uma milícia de cara vendada atacou o Centro de Estágio, suspeitando-se seriamente de que o acto terá sido encomendado a partir de dentro do próprio clube. Tratou-se claramente duma acção terrorista – porque pretendia aterrorizar jogadores e equipa técnica, como veio a acontecer – tanto através de actos de violência, destruição de equipamentos e agressões físicas, como de palavras - insultos e até ameaças de morte.
Depois, nada disto teria a gravidade que veio a revela-se, não fora a postura reiterada do presidente do clube e da SAD, de hostilização dos jogadores e treinador, através de prolixas declarações públicas lançadas com o objectivo óbvio de incendiar os ânimos dos adeptos mais fanatizados, como se viu. Bruno de Carvalho nada fez para amenizar ao ânimos!... Tão pródigo em avançar com processos de toda a ordem, nunca se lhe ouviu a intenção de processar administrativamente os energúmenos e expulsá-los do seio do clube. Bruno de Carvalho calou, e quem cala consente.
Bruno de Carvalho preferiu ao invés, enveredar por um tipo de liderança mentirosa, populista e demagógica, que teve sempre como objectivo manipular as emoções do “mundo sportinguista” e até do país em geral, mentindo a toda a hora e a todo o momento, sempre que lhe dava jeito.
Porém e como sempre, a “mentira tem perna curta” e Bruno de Carvalho teve o fim que merecia!... Saíu pela porta pequena dos fundos, com uma arrebatadora derrota de mais de 70% dos votos em urna no Altice Arena. Nem o seu deprimente comportamento durante a Assembleia Geral, comandando feito "general" - numa atitude previamente concertada - as suas tropas arregimentadas via Facebook lhe valeu. Bruno esqueceu que o “povo é quem mais ordena” e que o “povo sportinguista” era o único que tinha em mãos a possibilidade de decidir sobre o futuro desta gloriosa Instituição.
E depressa esqueceu também, que o nosso clube é o "melhor de todos", ainda que não ganhe nada. A superioridade moral está do lado das nossas cores, não do lado de quem uma vez derrotado depressa hipoteca a sua condição de sócio e até de simples adepto – Bruno de Carvalho não presta e as suas atitudes demonstraram-no “ontem e hoje”.
Uma coisa é porém certa: todo este enredo, serviu pelo menos para uma coisa boa!... Para se desmascarar a falácia do modelo presidente-adepto, que não passa duma aberração populista aplicada ao desporto em Portugal. Hoje Bruno de Carvalho, nem lugar tem na “turba donde proveio”. Deus nos livre de gente deste calibre...

17 maio 2018

-O MANANCIAL DISCURSIVO E BÉLICO DE UM LOUCO!... SERÁ QUE DEMORA MUITO?!... É PARA HOJE OU ÀMANHÃ?!…


1- Junho de 2014: Após uma reunião da Liga comparou Benfica e FC Porto a duas nádegas. "Enfrentam-se para ver quem é melhor e entre algo fisiológico como o ânus, ou sai vento malcheiroso ou trampa. É disto que o futebol português está cheio por dentro e por fora: trampa", disse.
2- Novembro de 2014: Num dos primeiros actos polémicos no Facebook arrasa as equipas sénior e B pelas derrotas sofridas com Guimarães (3-0) e Atlético (5-0), respetivamente. Relação com Nani e Marco Silva nunca mais foi a mesma após este episódio.
3- Junho de 2015: Uma semana após ter vencido a Taça de Portugal rescindiu o contrato com Marco Silva por justa causa, alegando, entre outras coisas, que o treinador não usou a indumentária oficial do clube num jogo da Taça da Liga. Estava aberto o caminho para Jorge Jesus.
4- Setembro de 2015: Suspende Carrillo face às constantes recusas do peruano em acertar a renovação de contrato. O jogador acabaria por sair livre para o rival Benfica.
5- Novembro de 2016: No final do Sporting-Arouca envolve-se com Carlos Pinho no túnel de Alvalade e, durante o bate-boca, ficam dúvidas se o líder dos leões cospe ou expele fumo do cigarro electrónico na direcção do homólogo do Arouca. Na altura, Bruno foi suspenso seis meses, mas foi mais tarde absolvido.
6- Janeiro de 2017: Envolveu-se numa acesa troca de palavras no balneário com Dost, Bryan Ruiz, Patrício, William e Adrien após o empate com o Chaves. Um dia depois, os dois últimos foram obrigador a ir à Sporting TV pedir desculpa aos adeptos.
7- Março de 2017: Arrasa Pedro Madeira Rodrigues nas eleições (86,13% contra 9,49%) e no discurso de vitória, feito a altas horas de madrugada, mandou "bardamerda" todos os comentadores que não são do Sporting.
8- Maio de 2017: Na ressaca da goleada frente ao Inter Movistar (7-0), na UEFA Futsal Cup, arrasa equipa técnica e jogadores, classificando a exibição de "deprimente" e a época de "péssima".
9- Fevereiro de 2018: No dia 5 abandona uma AG, após a retirada de dois pontos relativos ao código disciplinar, marca nova reunião-magna para dia 17 e ameaça demitir-se se todos os pontos não fossem aprovados por mais de 75% dos votos, algo que acontece. Revela no Facebook uma extensa lista de "sportingados", mistura de sportinguistas e aziados, que estariam a mais no clube, após um SMS relativo à sua festa de aniversário, com o número de telefone da sua esposa, ter caído em domínio público.
10- Março de 2018: Perde as estribeiras e inflama o Braga-Sporting ao chamar "trolha, labrego e aldrabão" a António Salvador. Leões acabam por perder 1-0.
11- Abril de 2018: Critica os jogadores após a derrota com o Atlético de Madrid e recebe resposta pronta de quase todo o plantel através de comunicado. Situação "desaba" em processos disciplinares a todos os atletas que mostraram o seu desagrado, mais tarde retirados. Na recepção ao Paços é vaiado pelos adeptos e abandona o terreno de jogo amparado por elementos da equipa técnica devido a uma lombalgia.
12- Maio de 2018: A poucos dias da final da Taça de Portugal suspende Jorge Jesus e restante equipa técnica. Decisão leva alguns jogadores a ameaçaram boicotar presença no Jamor.
13- 15 de Maio de 2018:  cerca de 50 energúmenos invadem a Academia do Sporting e agridem membros da equipa técnica, médica e jogadores. Para Bruno de Carvalho "estão a querer transformar num caso desportivo aquilo que é um caso de polícia". Referindo-se aos atacantes, Bruno de Carvalho disse que "se não estão todos presos, estarão quase todos. Felizmente, a polícia está a fazer bem o seu trabalho"
Pelo meio fica o caso do despedimento de Jesualdo Ferreira, Doyen, Adrien, o carro vermelho de Alan Ruiz e o castigo de meia época a Brien Ruiz, ainda não esclarecidos. Tudo actos que deveriam envergonhar qualquer cidadão decente. Não sendo Bruno de Carvalho um cidadão decente e que apenas semeia tempestades só lhe resta uma saída: deixar o Sporting em páz. Em 112 anos de existência, este é o dia mais negro da História do meu clube - o Sporting Clube de Portugal.


- HAJA CORAGEM!... SPORTING SEMPRE...

O que ontem se passou na Academia do Sporting, em Alcochete é gravíssimo e pode querer dizer que a loucura em que se transformou o futebol em Portugal bateu no fundo - se é que tem fundo. E não foi apenas “chato” como descarada e cinicamente referiu o ainda arrogante e louco Presidente do Sporting Clube de Portugal!... Foi isso sim, o dia mais negro que atingiu uma Instituição digna e centenária, que já o era antes de Bruno Carvalho e da seita donde provém lá terem chegado.  O legado que esta gente - se é de gente que se trata - deixa no clube, é o de um Presidente que fomenta o ódio e de um número restrito de adeptos que espalham o terror, agredindo jogadores dentro das instalações do clube que é de todos, e não apenas do “senhor” Bruno de Carvalho e dos seus correlegionários. O que se espera agora do sucedido, é desde logo e em primeira instância, que o Sporting “limpe a casa” e resolva os seus problemas, a começar por se livrar do clima INSUSTENTÁVEL QUE O SEU PRESIDENTE INSTALOU no seio do clube, e dele próprio.
Bruno de Carvalho premeditou tudo!... Premeditou o discurso bélico que vem usando e do qual fez eco no jornal Expresso antes do jogo com o Maritimo; premeditou a sua ausência na Madeira, para daí poder tirar dividendos se as coisas não corressem bem; e premeditou até a manipulação dos sócios e adeptos, ao afirmar que o SCP perdera 24 milhões que já estavam CONTABILIZADOS - contando com o ovo no cú da galinha -, quando toda a gente sabe, que o Clube estava tão próximo do 2.º, como do 4.º lugar da classificação, e que caso chegasse a 2.º, para chegar à Liga dos Campeões ainda teria que disputar a 3.ª pré-eliminatória e o play-off de acesso. A isto chama-se manipulação das “massas”…
Depois aquilo que se espera também, é que este caso venha a servir como exemplo!... E para servir como exemplo, é preciso que o poder político enfrente de vez as alarvidades que reinam no futebol, sancionando severamente todos os comportamentos socialmente inaceitáveis, criando instrumentos que impeçam o acesso aos recintos desportivos de todos os adeptos que façam da violência o seu modo de vida; não “fechar os olhos e os ouvidos” às declarações de incitamento à violência dos dirigentes; não ignorar a promiscuidade existente entre a política e o futebol; e finalmente, actuar através da regulação sobre as televisões, no que respeita à pouca vergonha dos programas de supostos debates sobre o futebol, que são transmitidos a toda a hora e a todo o momento, pondo em causa, se necessário for, as licenças que lhes estão atribuídas.
Se o que ontem se passou em Alcochete servir para isto, em VEZ DO DIA MAIS NEGRO DA HISTÓRIA DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, este poderá ser um dos dias mais importantes da História do Futebol no país – por sinal hoje Campeão da Europa e em vésperas de disputar o mundial na Rússia. O desafio é grande!... Haja coragem…

10 abril 2018

A CORRUPÇÃO MORAL QUE REINA NO FUTEBOL PORTUGUÊS


Não sei se houve ou não dinheiro envolvido naquilo que o árbitro Luís Godinho fez no último jogo Setúbal – Benfica!... Suponho que não. Pelos mails, percebemos que esse não é o “modus operandi” do Benfica. Ou pelo menos, não é o principal. O esquema é tão simples que corre por si próprio sem que sejam necessários contactos entre as partes. O Conselho de Arbitragem é apoiado pelo Benfica e dele depende para se manter no cargo – do qual fazem parte José Fontelas Gomes, que pelos ditos mails sabemos que tinha um camarote privativo no Estádio da Luz nos tempos da APAF e João Ferreira, o tal que “pode ser” numa das escutas que a equipa do Apito Dourado decidiu ignorar Luís Filipe Vieira, que então negociava, com Valentim Loureiro, a escolha do árbitro para um jogo do Benfica. Sabendo que está nas mãos do Benfica, que por sua vez tem nas suas mãos um conjunto alargado de clubes, conseguidos através de diversas “prendas” que vão desde o empréstimo de jogadores, ao pagamento de verbas avultadas pelo direito de opção de um determinado jogador “a escolher” que nunca chega a ser exercida, o Conselho de Arbitragem faz as nomeações dos árbitros que mais interessam ao clube. Era assim no tempo de Vítor Pereira e nada mudou com Fontelas Gomes. Neste processo, têm um papel fulcral os classificadores de árbitros, e entre eles, o seu responsável máximo. Até há dois anos, era Ferreira Nunes – com pseudónimo de Franck Vargas, a quem o Benfica pagou pareceres jurídicos, bilhetes e noites em hotéis. Hoje em dia, deve ser um outro Ferreira Nunes qualquer. É que os árbitros sabem que se quiserem ter uma boa nota dos seus classificadores, têm de favorecer o Benfica. Melhores notas são o garante de nomeações para mais jogos, o que significa mais dinheiro. Não é por acaso, que Luís Godinho é o líder das nomeações nesta temporada.
Exactamente!... Um dos internacionais-proveta do tempo de Vítor Pereira, que na época passada foi contra um jogador do FC Porto, Danilo Pereira, e expulsou-o por causa disso, num episódio anedótico que correu mundo. Aliás, nesse jogo em que era preciso arrumar o FC Porto da Taça da Liga, conseguiu-o: expulsou Danilo e Brahimi e escamoteou um penalty descarado ao clube azul e branco.
A recompensa pelo bom trabalho que tem feito aí está!... Na presente época, foi nomeado para mais jogos do que todos os seus colegas de profissão. Entre eles, tocaram-lhe três jogos do Benfica, dois dos quais contra o Setúbal. Jornada de pré-clássico é pois jornada de Godinho – Fontelas Gomes sabe-a toda.  Nestas duas últimas semanas, foi o que se viu: em Braga arredou definitivamente o Sporting da corrida para o título ao escamotear-lhe um penalty flagrante por falta do guarda-redes Mateus sobre Bas Dost e logo a seguir manteve o Benfica em primeiro lugar com a pouca-vergonha que se viu no Bonfim em Setúbal. Luís Godinho chegou à cidade do Sado com a lição bem estudada!... Sabia que Jardel e Fejsa não poderiam ver cartões amarelos, caso contrário não jogariam contra o FC Porto, e o resultado viu-se: nem que arrancassem os olhos aos seus adversários, os iriam levar. E não levaram, mesmo que tivesse havido razões mais do que suficientes para isso. Isto, para além de Rúben Dias não ter sido expulso como devia ter sido. Até –  pasme-se, o sectário Duarte Gomes o disse. Depois o penalty inventado aos 90 minutos foi apenas a cereja no topo do bolo. Alguém acredita que ele marcaria aquela falta se fosse na grande área do Benfica, ou numa grande área qualquer de um adversário do FC Porto ou do Sporting?!... Alguém esquece que em Outubro, no Benfica – Feirense, que terminou com 1-0, o mesmo senhor não marcou um penalty contra o Benfica  ainda que mais flagrante que o de Setúbal?!... E que dizer do de Dost em Braga?!... Não os marcou, nem  nunca os marcaria, porque conhece as regras do jogo. Da mesma forma que as conhece Rui Costa, aquele a quem temos de dar cabo da nota, quando também aos 90 minutos não marcou um penalty escandaloso a favor do FC Porto na Vila das Aves.
Corrupção é isto!... Marcar-se a favor de uns o que não se marca a favor de outros. Luís Godinho sabia que devia dar cartões, mas não o fez porque prejudicava os interesses do Benfica no próximo jogo. Sabia que não era penalty, mas marcou para dar a vitória ao Benfica. Não recebeu certamente dinheiro por isso, mas vai dar ao mesmo. Deu cabo da verdade desportiva, mas a sua carreira vai de vento em popa. Aos 32 anos, é hoje o mais digno sucessor de Bruno Paixão. esse árbitro que tem espalhado magia pelos relvados portugueses desde os tempos de Campo Maior. Quanto a Luís Godinho, é o futuro da arbitragem portuguesa. É por isso que árbitros portugueses em Mundiais e Europeus, nem vê-los. Mas isso é o que menos lhes importa. Dito isto e perante tantas evidências, acredito por isso  que a corrupção existe e dá títulos. No final, muitas vezes, não ganha o que jogou melhor, ganha o que corrompeu mais. Os benfiquistas sabem disso e a prova de que sabem é que mal são acusados de corrupção, vêm logo com a conversa do Apito Dourado. Reparem: os mesmos que acham mal o FC Porto ter pago putas a árbitros, são os mesmos que não vêm mal nenhum no facto de o Benfica ter pago vouchers, bilhetes, pareceres jurídicos e noites em hotéis ao chefe classificador dos árbitros.
Sei o que o Sporting andou a fazer nos anos 50 e porventura 60, sei o que o Porto andou a fazer nos anos 90, e sei também o que andou a fazer durante o Apito Dourado. Coisas que não só não me agradam, como me incomodam – e sinto ainda hoje vergonha, pela forma como alguns jogos foram ganhos durante esses anos. Mas também sei o que o Benfica tem andado a fazer. E ao contrário de mim, não vejo nenhum benfiquista incomodado com a forma como ganhou em Setúbal e como ganhou este campeonato - sim, porque é impossível não ganhar, nem o sistema permitiria um desfecho diferente. Nem vejo nenhum benfiquista incomodado pela forma como ganhou o campeonato da época 2014/2015. Para esses, existe o Apito Dourado e existem os anos 50, 60 e 90. O resto é um mar de rosas e de gente impoluta. Os portistas são corruptos, os sportinguistas idem, e os benfiquistas são sérios. Pobre futebol que tão mal tratado és.
Como nota final, repare-se e comparem-se os conteúdos das fotos