15 julho, 2025

SEMPRE NA CAUDA DOS PAÍSES CIVILIZADOS...

 


Bulgária, Chipre, Hungria, Polónia, Roménia, Eslováquia, República Checa, ano de 1988; Suécia, 2014; Espanha, Irlanda e Eslovénia, 2024!... Agora pergunta-se: o que é que esta lista, que integra um leque muito mais vasto de Estados - mais de 140 dos 193 membros da ONU - tem a ver com Portugal, em 2025?!... Nada.        

E sendo assim, mais uma pergunta se coloca: será que a Resolução 181 da ONU, de 29 de Novembro de 1947 diz alguma coisa a Portugal, em 2025?!... Nada - absolutamente nada.

Explicando melhor:

- em primeiro lugar, a lista de países que reconhecem, formalmente, a Palestina como um Estado;
- em segundo, a resolução da ONU que determina a partilha do território, após o fim do denominado “Mandato Britânico“ na Palestina, em dois Estados independentes: um Estado judeu e um Estado árabe, com administração da ONU para Jerusalém.

E porque é que nada disto tem a ver com Portugal em 2025?!... Ora vejamos:

A Assembleia da República, no passado dia 11 de Julho, chumbou 5 propostas apresentadas, que recomendavam o reconhecimento da Palestina como um Estado e o apelo ao fim da guerra em Gaza. E isto tem um significado: é que para além de demonstrar uma fragilidade política - provavelmente, propositada - de um país que está sempre à espera dos outros e das conjunturas para se afirmar e para se assumir, a Assembleia da República tornou-se declaradamente conivente e cúmplice com todo este flagelo humanitário e atentado contra o Direito Internacional, levado a cabo pelo Governo sionista de Israel, liderado por genocida Netanyahu e pelo radicalismo e ortodoxia judaicos.

Perante a realidade iniciada em 2023, com a barbárie inqualificável concretizada pelo Hamas no dia 7 de Outubro e prolongada com a agonia dos reféns, e a despropositada e desmedida resposta de Israel, perpetuada na devastação, no genocídio, na total ausência de humanismo e de dignidade humana, e pelo desrespeito pelo direito internacional, com total impunidade e conivência dos Estados Unidos e de muitos dos aliados europeus, Portugal deitou assim fora a oportunidade de dignificar o Direito Internacional, a Carta das Nações Unidas e os Direitos Humanos, de se afirmar no quadro geopolítico e de se enobrecer enquanto Estado soberano e livre. Mas nada disto se estranha face ao que é, e o que representa a actual conjuntura política e ideológica nacional.

Esta oportunidade, nada tinha contra o povo judeu, nem contra a memória de todo o sofrimento do Holocausto e muito menos a favor dos terroristas do Hamas. 

Esta era tão somente a oportunidade, para o país se afirmar enquanto tal, pelo direito à sua liberdade, à sua existência, à sua soberania e ao direito a determinar o destino colectivo de um povo. Mas não!... Infelizmente continuamos na cauda dos países civilizados e sempre a reboque das vontades do "dono"...

A invenção da grande vaga de crimes!... Porque será?!...

São os jornais, a darem-nos a noticia,  que a criminalidade caiu 1,3%, mas que eles mesmos, os ditos jornais, a apresentaram como se tivesse aumentado 130%.

Referem-se a um Relatório do Observatório de Segurança e Defesa da SEDES, que revela que uma análise às primeiras páginas dos jornais nacionais com maior tiragem - Diário de Notícias, Correio da Manhã, Público, Expresso e Sol - ao longo de 25 anos, entre 2000 e 2024, mostra que a menção a crimes nas primeiras páginas aumentou 130% quando, nesse período de tempo, o número de crimes desceu 1,3%.

Refere ainda o dito Relatório, que a permanência destas notícias nos jornais também aumentou significativamente - até mais de quatro dias. Curioso é que o coordenador do Observatório de Segurança e Defesa da SEDES, o General Vieira Borges, tenha relacionado esse dado com interferência dos Partidos políticos, ao referir que “há partidos que usam os crimes como instrumento político”, o que força os jornais a “voltar a dar a notícia”.

Dito isto a conclusão é óbvia!... Criam-se as "percepções" e depois lá estão o André Ventura e o seu agente Luís Montenegro, a alimentarem-se  de uma insegurança que apregoam, com a ajuda das manchetes que eles próprios geram: o  crime, a insegurança, as violações, os “nossos” valores, a imigração e a nacionalidade.

É preciso realmente que haja muita gente crédula e ignorante para engolir tanta falsa percepção. Depois ... Bom, depois é o que se conhece...