A União Europeia celebrou ontem dia 9 de Maio, o seu 61.º aniversário. Ao contrário do que seria de esperar, o Dia da Europa, não foi festejado com alegria!... Em todos os seus actuais 27 Estados-membros ocorreram manifestações de desagrado.
Temos assim, que 61 anos volvidos, chega-se à conclusão que ainda há muito trabalho pela frente. Os partidos de extrema-direita e as franjas dos eurocépticos têm crescido como cogumelos em vários países europeus, num terreno fértil de crise económica com a qual a Europa não tem sabido lidar.
A decadência de valores, as fracas lideranças, quer nos países europeus quer nas instituições europeias, as coligações governamentais de conveniência e a falta de solidariedade ficaram a nu com a crise económica que já derrubou a Grécia, a Irlanda e agora Portugal.
No nosso caso concreto, dizem-nos os economistas do “sistema”, políticos e demais opinadores que aparecem nas televisões todos os dias e a todas as horas, que as medidas da Troika agora impostas ao país se tornam indispensáveis para recuperar a “economia” e que tais medidas pecam por tardias. Por outras palavras, dizem-nos, tão ilustres e sabedoras cabeças, que para melhorar a “economia” será preciso sacrificar a vida das pessoas, da maioria da população, dos idosos pensionistas, dos desempregados, dos trabalhadores por conta de outrem, dos pequenos agricultores, dos pequenos comerciantes e pequenos industriais. Tudo somado, a grande maioria da população, sem qualquer dúvida, vê agravadas as suas dificuldades económicas de sobrevivência, dado o forte aumento de impostos, os cortes generalizados nos apoios sociais, a congelação de salários e pensões até 2013. A bem da melhoria da “economia” que segundo afirmam, se encontrará então ”recuperada”.
Numa palavra, para salvar ou melhorar a “economia” de que esta gente fala, será preciso sacrificar economicamente as pessoas. Deduz-se então que a melhoria desta “economia” que nos falam e que apregoam como boa, acarreta piores condições económicas e de vida das populações. Verifica-se assim mais do que uma contradição, um antagonismo, entre estes dois conceitos – a melhoria desta “economia” e a melhoria das condições de vida dos cidadãos. São portanto dois objectivos mais do que contraditórios dois objectivos antagónicos.
Esta “economia” é portanto contrária ao bem-estar das pessoas e viverá tanto melhor quanto mais sacrifícios imponha à vida das pessoas. Chegaremos a 2013 por um lado com a “economia” melhorada e por outro lado com uma pobreza maior e com as pessoas a viverem com mais baixos rendimentos.
E toda esta gente que vem exaltando esta “economia”, atreve-se mesmo a dizer que os portugueses têm vivido “acima das suas possibilidades” o que, a seu ver, tem prejudicado a dita “economia”. Com grande cinismo na tentativa de responsabilizar as pessoas por tentarem viver uma vida mais desafogada, mais digna e de acordo com todas os bens técnicos e culturais que a natural evolução histórica civilizacional colocou ao seu dispor. Para eles, as pessoas deveriam viver mal para que a “economia” estivesse bem.
A “economia” que apregoam é a economia do domínio do capital financeiro que hoje se tornou dominante e favorece, aumentando os rendimentos a cada dia que passa em cada país do mundo ocidental, as minorias, uma elite detentora das oligarquias financeiras, das grandes empresas, dos seus gestores e políticos. É uma “economia” imposta pela Alemanha, França, Reino Unido, pela UE e seus fiéis comissários e pelo FMI. É uma “economia” contrária aos naturais desejos de uma vida melhor para as pessoas, que aumenta as desigualdades e, ao contrário do que dizem, não favorece o crescimento económico.
A “economia” que apregoam é a economia do domínio do capital financeiro que hoje se tornou dominante e favorece, aumentando os rendimentos a cada dia que passa em cada país do mundo ocidental, as minorias, uma elite detentora das oligarquias financeiras, das grandes empresas, dos seus gestores e políticos. É uma “economia” imposta pela Alemanha, França, Reino Unido, pela UE e seus fiéis comissários e pelo FMI. É uma “economia” contrária aos naturais desejos de uma vida melhor para as pessoas, que aumenta as desigualdades e, ao contrário do que dizem, não favorece o crescimento económico.




