Em
25 de Abril de 1974, saíam do Posto de Comando do Movimento das
Forças Armadas as primeiras notícias da Revolução!... Passadas
algumas horas na baixa pombalina de Lisboa, começavam já a florir
cravos nos canos das espingardas dos soldados revoltosos e no Largo do
Carmo, cercado no quartel da GNR, Marcelo Caetano implorava a
Salgueiro Maia, um General da sua confiança para se render. Frente ao
quartel, o povo vitoriava os seus heróis, que de Santarém e de outros pontos do país, ousaram
vir escrever a página mais bela dessa madrugada.
Volvidos
42 anos, e depois de quatro anos e meio de martírio e da ausência
dos Capitães de Abril da Casa da Democracia, a sessão comemorativa
do aniversário da Revolução, trouxe de novo a esperança aos
portugueses.O discurso do Presidente da República Marcelo Rebelo de
Sousa, trouxe algo de novo ao ambiente político nacional
-link
.
Foi uma alocução relativamente estabilizadora e pacificadora sobre
o actual momento político, em manifesto contraste com as enfadonhas,
vazias e algumas vezes ameaçadoras advogações do seu antecessor, o
que significa, que este
25 de Abril de 2016, foi uma verdadeira lufada de ar fresco, em
contraste com os últimos anos marcados por protagonistas cinzentos e
pouco adeptos da data, como era o caso de Cavaco Silva e Passos
Coelho.
Foi
muito bom e bonito de ver, a mais alta figura da nação homenagear Salgueiro Maia, que irá condecorar no próximo dia 1 de Julho, data do aniversário do falecido Capitão de Abril – acontecimento impossível, no tempo em que as duas figuras inefáveis
acima referidas, estavam à frente dos destinos do país. O 25 de
Abril já merecia protagonistas à altura, e sobretudo as comemorações
já mereciam livrar-se de Cavaco Silva e Passos Coelho.
São
pois estes contrastes que incomodam esta Direita que governou o país mais de 4
anos, com um programa que sempre desejou e ditou para os portugueses,
propondo-se mesmo, ir além daquele que havia sido desenhado pela
Tróika. Tudo
o que se pretendeu apresentar aos trabalhadores, pequenos e médios empresários e reformados e pensionistas como inevitável, está
agora a ser desmontado, e a percepção de que estivemos sujeitos no
anterior Governo a um rígido programa ideológico, é hoje cada vez
maior.
É
verdade que o actual Governo do PS, apoiado por toda a esquerda
parlamentar, vai ser confrontado com inúmeras dificuldades, muitas
delas oriundas desta Direita mais à direita de sempre da nossa
História, mas uma esperança nascente e assente na
possibilidade de contra os obstáculos políticos, económicos e
financeiros, pressupõe que iremos ser capazes de apostar – e trabalhar - pela
justiça e igualdade social, no combate às desigualdades, na
erradicação da pobreza, no crescimento económico e na criação de
emprego. Esta será por assim dizer, a melhor homenagem que pode ser prestada aos homens que
fizeram os 25 de Abril e aos portugueses que confiaram nesta solução governativa.
A
Direita, pela voz do seu maior partido, foi a nota dissonante, pretendendo requalificar os legítimos anseios dos portugueses como
demagogias, infantilidades e intolerâncias link .
Para esta Direita ultra-liberal, desenvolver uma política adulta, só pode ser alguém que se comporte como um menino arrumado, obediente e
disposto a comer a “caldo”, independentemente do seu conteúdo e
de quem o tenha cozinhado.Para esta Direita não existem opções
ideológicas!... A política é acima de tudo um rol de situações
pragmáticas que camuflam a doutrina subjacente.
Pelo
contrário, o presente Governo apoiado pela Esquerda Parlamentar, vai
desmentindo a falácia conservadora e cada dia que passa torna o
discurso neo-liberal mais incongruente e vazio.
Em jeito de conclusão, existe
um parágrafo no discurso presidencial proferido na AR, que assenta
que nem uma luva na política de Direita desenvolvida nos últimos 4
anos: “O
Portugal que acredita na Europa tem de lutar por uma Europa menos
confidencial, menos passiva, mais solidária, mais atenta às
pessoas, e sobretudo que não pareça aprovar nos factos o oposto
daquilo que apregoa nos ideais”.
E mais à frente proferiu outra afirmação que a Direita, na
Oposição, se recusa a aceitar: “Felizmente,
também há no nosso País neste momento, dois caminhos muito bem
definidos e diferenciados quanto à governaçãoe ao modo de se
atingirem as metas nacionais”.
Felizmente parece haver luar...
Em
25 de Abril de 1974, saíam do Posto de Comando do Movimento das
Forças Armadas as primeiras notícias da Revolução!... Passadas
algumas horas na baixa pombalina de Lisboa, começavam já a florir
cravos nos canos das espingardas dos soldados revoltosos e no Largo do
Carmo, cercado no quartel da GNR, Marcelo Caetano implorava a
Salgueiro Maia, um General da sua confiança para se render. Frente ao
quartel, o povo vitoriava os seus heróis, que de Santarém e de outros pontos do país, ousaram
vir escrever a página mais bela dessa madrugada.
Volvidos
42 anos, e depois de quatro anos e meio de martírio e da ausência
dos Capitães de Abril da Casa da Democracia, a sessão comemorativa
do aniversário da Revolução, trouxe de novo a esperança aos
portugueses.O discurso do Presidente da República Marcelo Rebelo de
Sousa, trouxe algo de novo ao ambiente político nacional
-link
.
Foi uma alocução relativamente estabilizadora e pacificadora sobre
o actual momento político, em manifesto contraste com as enfadonhas,
vazias e algumas vezes ameaçadoras advogações do seu antecessor, o
que significa, que este
25 de Abril de 2016, foi uma verdadeira lufada de ar fresco, em
contraste com os últimos anos marcados por protagonistas cinzentos e
pouco adeptos da data, como era o caso de Cavaco Silva e Passos
Coelho.
Foi
muito bom e bonito de ver, a mais alta figura da nação homenagear Salgueiro Maia, que irá condecorar no próximo dia 1 de Julho, data do aniversário do falecido Capitão de Abril – acontecimento impossível, no tempo em que as duas figuras inefáveis
acima referidas, estavam à frente dos destinos do país. O 25 de
Abril já merecia protagonistas à altura, e sobretudo as comemorações
já mereciam livrar-se de Cavaco Silva e Passos Coelho.
São
pois estes contrastes que incomodam esta Direita que governou o país mais de 4
anos, com um programa que sempre desejou e ditou para os portugueses,
propondo-se mesmo, ir além daquele que havia sido desenhado pela
Tróika. Tudo
o que se pretendeu apresentar aos trabalhadores, pequenos e médios empresários e reformados e pensionistas como inevitável, está
agora a ser desmontado, e a percepção de que estivemos sujeitos no
anterior Governo a um rígido programa ideológico, é hoje cada vez
maior.
É
verdade que o actual Governo do PS, apoiado por toda a esquerda
parlamentar, vai ser confrontado com inúmeras dificuldades, muitas
delas oriundas desta Direita mais à direita de sempre da nossa
História, mas uma esperança nascente e assente na
possibilidade de contra os obstáculos políticos, económicos e
financeiros, pressupõe que iremos ser capazes de apostar – e trabalhar - pela
justiça e igualdade social, no combate às desigualdades, na
erradicação da pobreza, no crescimento económico e na criação de
emprego. Esta será por assim dizer, a melhor homenagem que pode ser prestada aos homens que
fizeram os 25 de Abril e aos portugueses que confiaram nesta solução governativa.
A
Direita, pela voz do seu maior partido, foi a nota dissonante, pretendendo requalificar os legítimos anseios dos portugueses como
demagogias, infantilidades e intolerâncias link .
Para esta Direita ultra-liberal, desenvolver uma política adulta, só pode ser alguém que se comporte como um menino arrumado, obediente e
disposto a comer a “caldo”, independentemente do seu conteúdo e
de quem o tenha cozinhado.Para esta Direita não existem opções
ideológicas!... A política é acima de tudo um rol de situações
pragmáticas que camuflam a doutrina subjacente.
Pelo
contrário, o presente Governo apoiado pela Esquerda Parlamentar, vai
desmentindo a falácia conservadora e cada dia que passa torna o
discurso neo-liberal mais incongruente e vazio.
Em jeito de conclusão, existe
um parágrafo no discurso presidencial proferido na AR, que assenta
que nem uma luva na política de Direita desenvolvida nos últimos 4
anos: “O
Portugal que acredita na Europa tem de lutar por uma Europa menos
confidencial, menos passiva, mais solidária, mais atenta às
pessoas, e sobretudo que não pareça aprovar nos factos o oposto
daquilo que apregoa nos ideais”.
E mais à frente proferiu outra afirmação que a Direita, na
Oposição, se recusa a aceitar: “Felizmente,
também há no nosso País neste momento, dois caminhos muito bem
definidos e diferenciados quanto à governaçãoe ao modo de se
atingirem as metas nacionais”.
Felizmente parece haver luar...



