30 novembro, 2021

O “regresso em força” do Covid…

 O país, que deveria nesta altura estar orgulhoso dos seus mais de 87% de vacinados - um exemplo na Europa e no mundo - precisa é de perceber por onde está agora a passar a pandemia.

A ansiedade está de regresso, de mão dada com o aumento dos números diários de novas infecções e de óbitos com Covid, e com a notícia que a quinta vaga está aí, a ensombrar mais um Natal, 

Sabemos que os números são o que são, mas não são os que eram no passado. E sabemos também, que a ansiedade nunca é boa companheira. Sabendo então estas duas coisas, seria bom que soubéssemos três outras, bem simples: quem, como e onde; quem é atingido pelas novas infecções, em que circunstâncias, e onde acontecem; e quem está a morrer - segmento etário,  e se há ou não outras co- morbidades.

Despejar números sem os fazer acompanhar desta informação complementar não me parece nesta altura, salutar. Como não é salutar, falar-se do regresso a medidas que bem conhecemos - mesmo que algumas delas nunca tenham deixado de ser generalizadamente usadas, como o uso de máscara na rua, e que por isso nem representem sequer um regresso - tipo peditório, a que o Presidente Marcelo é, como habitualmente, dos primeiros a chegar. 

E com tal assertividade, que passa logo para o "estado de emergência". Acha que não precisará de o utilizar, mas lá vai dizendo que o pode fazer, e que nem a dissolução da Assembleia da República o impedirá, o que nem sequer será exactamente da mais óbvia constitucionalidade. 

O país, que deveria nesta altura estar orgulhoso dos seus mais que 87% de vacinados, constituindo um exemplo na Europa e no mundo, precisa é de perceber por onde está agora a passar a pandemia. Não precisa de alarmismo nem de ansiedade. Precisa que a entrada de bares, discotecas,  espaços de eventos e espectáculos, seja efectivamente vedada a quem não esteja vacinado, ou a testar negativo. Precisa que nas chegadas aos aeroportos, haja controlo efectivo da situação da cada passageiro. E, francamente, falar de uso obrigatório de máscara na rua, quando a maioria das pessoas a continua a usar por sua própria iniciativa  e nada dizer sobre o uso obrigatório - e em condições de eficácia, não como adereço de pescoço - nos estádios de futebol, só serve para aumentar o ruído.

08 novembro, 2021

O “ESTADO” DO NOSSO ESTADO…

“Aproxima-se uma festa feia e sem preceitos nem modos!,,, Aproxima-se o regabofe da impossibilidade dos apoios sociais!.... O fascista que entrou para o Parlamento já se baba de alegria e quando esta direita se baba, teme-se o pior. Entretanto, o povo paga”…

Não sendo político, tenho obviamente opinião!... E por isso, me dá prazer escrever, dizer o que sinto, transmitir o que penso e pôr os outros a pensar. Se bem ou mal, pouco me interessa. Não há maneira de abdicar disto. É uma forma de participar não só na vida da comunidade, como também procurar entender os seus comportamentos, as suas motivações, as suas decisões, as suas escolhas e os seus paradoxos.

Desta vez, e ainda em jeito de rescaldo eleitoral, poderia vir a “terreiro”, e falar de uma espécie de “golpe de estado” preparado ao longo de quatro anos na nossa terra – está-me atravessado. Mas como dos fracos não reza a História, não vale a pena “chover no molhado”. Prefiro ir por outro caminho!... Um caminho que vai mexer nos bolsos dos portugueses e se revela muito mais importante neste momento – o chumbo do Orçamento de Estado para 2022.

Assim, começo por dizer, que quando existem inúmeros problemas económicos e sociais para serem resolvidos e se impõe a sua resolução, afectados que foram pela crise pandémica – a maior desde a Segunda Guerra Mundial -, o país vai envolver-se de novo em campanhas eleitorais e em eleições antecipadas, que muito dinheiro vão custar, que muitas energias vão consumir e que talvez nada resolvam - é “sina” nossa. Uma “sina”, ditada por uma classe politica a roçar a mediocridade; num tempo até, em que as alternativas políticas ainda estão por constituir; em que o chamado interesse nacional afinal cede aos interesses partidários, corporativos e à demagogia; e em que a ideia de “Portugal Primeiro” e do bem comum tão propalado, se sobrepõem a visões e interesses egoístas. Mau de mais para ser verdade, mas é o que temos. Dito de outro modo: uma factura de mais de mil milhões de euros, a suportar pelos contribuintes.

Excepto os políticos”, toda a gente sabe que a vida dos cidadãos depende do OE!... Seguindo o mesmo raciocinio e num quadro de necessidades ilimitadas e de recursos escassos, toda a gente sabe também, que a sua preparação é um exercício muito complexo. Assim sendo, e porque não é possível satisfazer as aspirações de todos com menos impostos e mais rendimentos, com mais saúde, mais educação, mais justiça, mais segurança, melhores estradas, melhores transportes, menor divida pública e por aí adiante, há que fazer escolhas. E as escolhas foram feitas!... No entanto, nem todos pensam assim e nesta discussão, veio ao de cima a sua verdadeira face. A face de uma classe politica, que para além de nos mostrar aquilo que verdadeiramente vale, nos deu ainda conta, de que afinal o que está em causa não é o país e os portugueses, isso sim, os interesses e as estratégias partidárias que se movem como se o país fosse um tabuleiro de poker. A tudo se sobrepôs, inclusivé a dar trunfos de borla, à extrema-direita populista e fascista…

É verdade que o Governo que elaborou o OE 2022 é minoritário e tem de procurar as alianças necessárias para conseguir uma maioria que o vote favoravelmente. Por isso se deseja e até exige, que negoceie e ceda à Oposição, o que é normal. Há sempre a possibilidade e é desejável, que se aperfeiçoe um documento com esta importância !... O que já não é desejável, é ir de cedência em cedência, desvirtuando a sua proposta e tornando-a na proposta de outros.  Intransigências – diga-se, que uma vez concretizadas, levam a que por acréscimo, alguém vá também perder e provavelmente muito – o país e os portugueses.

Agora, resta-nos esperar pela resposta, que se espera adequada do nosso povo. Até lá, vamos ainda assistir a acalorados processos de eleições partidárias internas, e ao benefício da dúvida que as novas lideranças carregam. Já o discurso da campanha que se lhes seguirá, é fácil de prever: o passa-culpas sobre quem são os responsáveis pelos portugueses serem chamados a votos antes da legislatura terminar; por não existir durante quase meio ano um orçamento do Estado; e por se adiar parcialmente a efectivação dos fundos da “bazuca europeia”, num país a precisar deles como de pão para a boca.

Custos elevadíssimos, para que talvez tudo fique na mesma, sobrando apenas  a arrogante teimosia de alguns interesses pessoais e minoritários, que nada têm para oferecer aos portugueses, a não ser a sua própria sobrevivência. São palavras obviamente duras e talvez até elitistas, mas com uma virtude: para além de traduzirem a realidade, não deixam de nos desafiar.

(Texto escrito segundo a antiga ortografia)

 

05 novembro, 2021

A CRISE POLITICA | Quem sai a ganhar, a perder e a não desejava…


BE, PCP e PEV, entregaram o ouro ao bandido, sem se interrogarem do que seria Portugal fora da U.E.!... Chega, passará a ser a terceira força politica, relegando-os para as “calendas” e liberais poderão

Depois de tanta “roupa suja” lavada, já não importa tecer qualquer comentário ao chumbo do Orçamento do Estado para 2022.  Importa isso sim, uma reflexão mesmo que sucinta, sobre a tão propalada crise política que tal chumbo acarretou, quem sai a ganhar, quem perde, quem a quis ou quem a não a desejava.  E sendo assim, começo exactamente por este último ponto, citando o recém empossado Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas: “uma crise política no país preocupa-me. Preocupa-me e penso que todos têm de ser chamados à responsabilidade de que essa crise política é muito má para os portugueses”.

Declarações elucidativas!...  Porém, Rui Rio, o tal adepto do “Portugal Primeiro”, sucumbiu encurralado. E ai dele que não o chumbasse. Era “queimado vivo” e nem às directas tinha direito.  De Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, nada mais havia a esperar!... No dia em que não tiverem motivos para reivindicar, é o declarar do óbito dos respectivos Partidos.  A sua conduta, faz parte de uma estratégia e de um jogo político-partidário que os alimenta, e sem os quais não podem sobreviver. Só que os tempos hoje são outros e o povo – o principal perdedor nesta contenda, não lhes vai perdoar. Mais de mil milhões de euros provenientes das deduções nas taxas do IRS, aumento das reformas até aos 1.097,00 euros, aumento extradordinário das pensões, aumento do salário mínimo nacional e a extinção do PEC entre outros, foram algumas das propostas atiradas ao charco. Ou seja: mais de mil milhões só em 2022, deixaram de entrar nas carteiras dos trabalhadores, dos reformados e pensionistas, e dos pequenos e médios empresários. E sendo assim, desde logo uma pergunta: quando é que Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, vão recuperar e reverter, o que agora resolveram deitar fora?!...  

Dito isto, não será por isso fácil ao BE e ao PCP assumirem o ónus de provocarem eleições antecipadas e criarem até eventualmente condições para uma mudança política na governação do país. Nada de novo!... Já o haviam feito em 2011 com o chumbo do PEC IV e nada admira, se a dose não se vier a repetir. É o que temos!....  BE e PCP, serão por isso politicamente os principais perdedores na equação que se segue e com uma nuance: abriram as portas de terceira força politica, ao Chega do fascista André Ventura. Chega, a quem saíu a sorte grande!... Com 12,60 euros por cada voto acima dos 50.000 durante quatro anos, vai ser uma mina. André Ventura, terá por isso razões para sorrir

Das restantes forças politicas, ganhar ou perder será sempre uma questão de futurologia política, mas há obviamente algumas conjunturas que poderão fazer pender a balança eleitoral. À cabeça, apesar do referido anteriormente, o próprio PS. A vitimização política colheu sempre grandes frutos no eleitorado e poderá haver nas hostes socialistas, quem sonhe com uma sempre possível conquista da maioria absoluta. Depois, a vitória de Rangel nas directas do PSD, também pode pesar neste caso. O Centrão, onde se decidem eleições, poderá beneficiar Costa. Quem poderá também aspirar aos louros da vitória – mais com Rui Rio - é o PSD. O argumento e a mensagem política do falhanço da geringonça, será sempre uma bandeira extremamente relevante num processo eleitoral tendo em vista o regresso ao “arco da governação”. Uma relevante e "apetitosa" ideia para a direita, tornando-se desse modo num pilar de alternativa governativa.

Depois, da subida dos liberais, até à agonia do CDS tudo dependerá também das futuras lideranças em disputa!... Cotrim de Figueiredo e Francisco Santos ou Nuno Melo, terão muito mais a ganhar com Rui Rio na direcção do PSD que com Paulo Rangel – trata-se num e no outro lado, da “fuga dos desalinhados” à direita, que tenderão  a engordar o Chega, ou a fixar-se nas hostes liberais ou democrata-cristãos. Até lá porém, muita água vai passar por baixo da ponte.  

Mas saia o que sair, aquilo que se pede é que se entendam!... Num tempo em que Portugal e a comunidade internacional renasce das "cinzas" de uma crise pandémica que teve tanto de inédito e curioso, como de grave; numa altura em que há a necessidade de aplicar de forma sustentada e eficaz, os fundos da chamada "bazuca europeia“; e num momento em que se preparam as estratégias do Portugal 20.30, o que não precisamos de todo é de um novo "revés governativo". Portugal não pode esperar…

08 outubro, 2021

O RESCALDO DAS AUTÁRQUICAS

Em qualquer eleição, por um voto se perde e por um voto se ganha!... É isso que fica para a História…

Nestas eleições e como é óbvio, também houve vencedores e vencidos. No primeiro caso, Orlando Alves, tendo cumprido e bem a sua missão, venceu. Isto é, à partida para o seu último mandato e à semelhança dos dois anteriores, fechou este último desígnio para lá chegar com chave de ouro, obtendo pela terceira vez consecutiva, uma maioria absoluta. E não foi por acaso que isso aconteceu!... Se o conseguiu, é porque tem obra e a esmagadora maioria do povo lhe reconheceu por isso mesmo mérito para lá chegar.Tudo o resto são falácias!. E mais: conseguiu-o de uma forma brilhante, resistindo a tudo!... Ao desgaste provocado pelos dois últimos mandatos; à rivalidade artificialmente criada por alguns, entre Montalegre e Salto; às acusações sobre a sua alegada familiaridade com a exploração mineira; e até à sua condição de arguido. Mas não só!... Orlando Alves, resistindo a tudo isso, resistiu também à ingatidão e às traições de eleitores, da sua própria área politica.

Foi por isso, que o resultado foi aquilo que foi!... Dando a cara, nunca se escondeu por detrás de uma qualquer barricada e com a sua conduta e a equipa que o acompanhou, ganhou não só a Câmara, como também, 19 das 25 freguesias do concelho, “reservando” para a Oposição e independentes apenas 6, para dividirem em partes iguais. Foi o povo que assim o ditou.

No segundo caso, é verdade que perdeu a “capital da república”, mas perdeu-a de pé e mais por mérito das circunstâncias, do que por demérito seu. Uma perda - diga-se, assente num triângulo de interesses, onde não faltaram comportamentos brejeiros por parte de quem faz vida nas redes sociais; de ressabiados do sistema; da nomenclatura do próprio clero local, ao meter o nariz– embora procurasse disfarçar -  onde não era chamado; e nunca por mérito de uma Oposição, com mais jeito para filmes policiais, do que para uma actividade  tão nobre como é – ou deveria ser – a politica.

Tais ditâmes não constituíram segredo e estiveram à vista de todos. Ora quando uma Oposição se dá ao luxo de perder – como perdeu – uma oportunidade com estes ingredientes, limitando-se a fazer umas “cócegas ao Presidente”, tal sugere, que tem ainda um longo caminho a percorrer, para desalojar alguém que no final de 2025 contará com 36 anos de presença contínua na gestão do Municipio.

Um facto, que constitui, tal como Boticas do outro lado da linha, um verdadeiro recorde. Não venham é agora justificar-se com a falta de democracia.

 (Texto escrito segundo a antiga ortografia)

 

06 outubro, 2021

A ARTE DA MENTIRA E AS “PROMESSAS DE AMOR ”…


Este executivo, foi aquele que conseguiu colocar Montalegre no mapa. E não foi pelos piores motivos como alguns pretendem fazer crer!... Foi pelo trabalho desenvolvido, ao contrário daqueles que sistematicamente o colocaram na lama... 

Em tempos de valores e realidades vertiginosamente mutáveis, é hoje perfeitamente perceptível, que o nono mandamento bíblico parece ficar cada dia mais difícil de ser cumprido. Antes, não bastava à mulher de César ser honesta, também precisava de o parecer. Hoje, e tomando como exemplo a politica concelhia, apenas precisaria de o parecer. E este, é um sinal fidedigno do investimento na aparência e na busca desesperada de algo que possa funcionar como verdades absolutas, para logo mudar, ao sabor das inevitáveis frustrações de quem promove tal conduta. É o mundo do faz de conta, a que alguns chamam de verdade, mas que não passa da “mentira melhor contada”. 

Vem isto a propósito, das próximas eleições autárquicas, agendadas para o próximo dia 26 deste mês!... Mas porque não chamo “verdade à mentira melhor contada”, desde já uma declaração de intenções: o meu claro apoio aos candidatos que compõem o actual Executivo Camarário. E não o faço, por razões ideológicas, partidárias, ou de amizade!... Faço-o, porque são os melhores e porque ao longo dos anos, foram aqueles que colocaram o concelho no mapa. A obra realizada está à vista de todos, e o que está à vista escusa candeia. Trata-se por isso de uma escolha que não me deixa dúvidas: são os que estão em melhores condições para responder às necessidades do concelho. Dito de outra forma: estamos perante uma escolha, entre o trigo e o joio. 

Dizem-me, que apenas adjudicam contratos aos amigos e familiares do concelho!... A esses, direi: pena não terem por cá muitos mais amigos e familiares, que ao invés de alguns candidatos e dirigentes da Oposição, em vez de o fazerem no estrangeiro, investem na sua própria terra criando emprego e consequentemente o sustento de muitas famílias, e o desenvolvimento da economia local. Não vale a pena por isso ir por aí – pessoalmente, faria exactamente igual. Depois, dizem-me também, que apoiam a exploração do lítio, utilizando até tal acusação como arma de arremesso politico. Nada de mais falso!... Os verdadeiros “pais do lítio”, que agora está em vias de “cair por terra” - sempre o disse e continuarei a dizer, baseado em factos irrefutáveis – foram o PSD-Montalegre que o inscreveu no seu programa eleitoral de 2017; foi Acácio Gonçalves; foi José Moura Rodrigues, que em Maio de 2019 “ainda sonhava em o trazer para o concelho”; e foi Carvalho de Moura, que hoje “reformado das listas”, e agora se auto-proclama anti-minas, foi aquele mesmo senhor que do mesmo fazia eco no seu jornal, e que durante os quatro mandatos em que foi Presidente da Câmara, nunca por uma única vez, levantou a voz contra a exploração mineira, designadamente na Borralha. E depois, falam-me das buscas na Câmara efectuadas pela Policia Judiciária e da constituição de arguidos!... 

Pois bem, Rui Rio, o Presidente do PSD, já foi constituído arguido seis vezes, e daí que se saiba, nunca foi condenado. Se alguém é constituido arguido – como de facto o foi, tal resultou apenas, do carácter de uma Oposição que não tendo ideias e projectos válidos, se serve da delação e de outros meios por todos conhecidos, para o “abrir de portas da Câmara às polícias”, à casa das pessoas e às sedes das empresas, com as quais agora dizem contar para a criação de emprego. Mau de mais para tanto devaneio, mas que nos mostra uma grande virtude: “quem não serviu para chefe de divisão em Felgueiras”, muito menos pode servir para Presidente de Câmara em Montalegre. E para terminar, lembremos ainda aquela velha “estória” dos votos dos emigrantes. Mas que falta de vergonha!... É verdade que em 2017 vieram – e vieram muito bem – votar!... Mas fizeram-no para os dois lados e não apenas para um, como mentirosamente argumentam. 

Mas já que é assim, e para quem é tão critico do voto emigrante, fica o seguinte desafio: quem os foi agora buscar a França – onde têm a sua residência habitual e permanente – para os integrar nas suas listas de candidatos?!... Ora é exactamente a essa pergunta, que a Oposição tem de responder, e talvez um Sexta às 9, fosse o palco ideal para o fazer. Assim como tem de explicar, as razões pelas quais integram essas mesmas listas, cidadãos com cartão de cidadão espanhol e meia dúzia de meses de permanência em Portugal, os quais se recensearam à pressa, para que o pudessem fazer. Será por conhecerem melhor o concelho que aqueles que por cá habitam e labutam?!... Não – não é!... Sabendo das suas parcas hipóteses, é simplesmente pela “caça ao voto”. 

Ora é exactamente por tudo isto, que me recuso a pactuar com este embuste, cujo principal protagonista, nada mais tem para oferecer ao povo barrosão, senão a “arte da mentira e promessas de amor no Facebook” sem direito ao contraditório e ao uso da mordaça para quem se lhe opõe. Os Homens assumem-se e os políticos também… 

(Texto escrito segundo a antiga ortografia)